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Alta do preço dos alimentos se tornou um problema para o governo, que tenta encontrar uma solução
Depois de três pregões negativos, marcados pela correção no preço das ações das empresas de tecnologia, os índices futuros em Nova York parecem ter se firmado em um movimento de recuperação das perdas recentes. O tom positivo dos negócios deixa de lado a frustração com o desenvolvimento de uma vacina para a covid-19 e impulsiona as bolsas europeias.
No Brasil, a grande pauta do dia é a inflação. Pela manhã temos a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial (9h). De olho na alta dos preços dos alimentos, o presidente Jair Bolsonaro deve se encontrar com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados para discutir o problema.
Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos a quarta-feira foi de volta do feriadão. Assim como na semana passada, o que pautou os mercados foi a queda das ações do setor de tecnologia em Nova York.
Pelo terceiro pregão consecutivo, a correção nos preços dos papéis das gigantes tecnologia arrastou os mercados globais para o vermelho. Desde quinta-feira, o índice Nasdaq já se desvalorizou cerca de 10%.
Por aqui, também pesou a queda do petróleo nos mercados internacionais. Com o cenário predominantemente negativo no exterior, o Ibovespa fechou o dia em queda de 1,18%, aos 100.050,43 pontos. O dólar encerrou a sessão em alta de 1,77%, a R$ 5,3650.
A divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, é o destaque da agenda de divulgaçções do dia (9h). Segundo o Projeções Broadcast, a expectativa dos analistas é de um avanço de 0,25% em agosto. Em julho, o índice avançou 0,36%.
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Nas redes sociais não se fala em outra coisa: a alta expressiva do preço dos alimentos nos supermercados. E é por isso que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro devem se encontrar hoje, às 14 horas, com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), para discutir a alta dos preços dos alimentos. O governo estuda medidas para facilitar a importação de arroz e o presidente chegou a pedir que o lucro de alimentos seja 'próximo de zero'.
O novo tombo das bolsas americanas influenciou os negócios na Ásia, onde os principais índices do continente também recuaram.
Nesta manhã, no entanto, os índices futuros em Nova York indicam uma recuperação, com o Nasdaq chegando a subir mais de 2%, aparentemente deixando em segundo plano a notícia de que a vacina estudada pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, teve o seu teste paralisado para estudar um caso de reação adversa grave. As ações da farmacêutica, no entanto, caem quase 2%.
A recuperação em Wall Street também empolga os negócios na Europa. As principais bolsas do continente se recuperaram a medida que os índices em Nova York se firmaram no campo positivo.
Os investidores europeus estão atentos às negociações comerciais do Reino Unido com a União Europeia. Segundo o Financial Times, o governo britânico deve publicar uma legislação se se sobrepões ao acordo do Brexit. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, espera que o Reino Unido cumpra o acordo firmado em janeiro.
Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, participa de evento virtual (12h). Antes, serão conhecidos os números do relatório de empregos Jolts (11h).
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