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Mercados hoje

Ibovespa firma-se em queda com percepção de enfraquecimento da agenda de Guedes

Apesar do mau humor externo, dólar segue em queda com investidores ajustando posições depois da forte alta de ontem

Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa firmou-se em queda no meio tarde desta quinta-feira com o ressurgimento dos temores fiscais que ontem pesaram sobre os mercados financeiros locais por causa da "debandada" no Ministério da Economia.

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Em um pronunciamento breve e sem muitos detalhes proferido na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro declarou-se comprometido com o teto de gastos e o ajuste fiscal.

"Curta e protocolar", resumiu o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, em comentário sobre a fala presidencial.

Ao fazer o pronunciamento, Bolsonaro estava acompanhado dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP). Ambos fizeram declarações no mesmo tom, o que intensificou a sensação de alívio entre os investidores nas primeiras horas de sessão.

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No meio da tarde, entretanto, a percepção de que a "debandada" enfraqueceu a agenda ultraliberal de Paulo Guedes voltou a pesar sobre os ativos brasileiros.

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Ao mesmo tempo, em um dia pouco favorável ao risco no exterior, com o petróleo em baixa, desempenho sem direção única nos índices de ações em Nova York e negativo nos fechamentos da Europa, o Ibovespa firmou-se em queda.

Por volta das 16h40, o principal índice do mercado brasileiro de ações operava em queda de 1,46%, aos 100.631 pontos.

Na véspera, os temores com a fala do próprio ministro sobre uma "debandada" em sua equipe pesaram sobre os ativos brasileiros ao longo de quase toda a sessão.

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Comparando a declaração feita anteontem por Guedes a uma jogada de pôquer, o analista Jefferson Lima, da CM Capital Markets, observou mais cedo que o ministro "ganhou fichas, ou melhor, raspou a mesa e voltou" ao jogo.

Com o passar do dia, porém, passou a ganhar força o entendimento entre alguns analistas de que, desafiado por Guedes, Bolsonaro terá que fazer em breve uma escolha entre a agenda do ministro e sua própria popularidade com vistas à reeleição.

No lado positivo, a bolsa conta com o suporte de bons resultados trimestrais de empresas como a Via Varejo (VVAR3), o que beneficia as ações do segmento varejista.

No campo dos indicadores, sinais de recuperação no mercado de trabalho norte-americano e no setor de serviços brasileiro em junho deram alguma sustentação à B3 pela manhã.

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Dólar e juro

O dólar, por sua vez, mantém-se em queda desde o início da sessão. A moeda norte-americana passa por um ajuste depois da forte alta de ontem, quando o estresse nos mercado de câmbio levou a duas intervenções por parte do Banco Central para frear a desvalorização do real.

A queda perdeu um pouco de força no meio da tarde desta quinta-feira com o aumento da aversão ao risco, mas não houve reversão no cenário. Por volta das 16h40, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,37 (-1,4%).

Apesar da queda do dólar, os contratos de juros futuros, que costumam acompanhar a taxa de câmbio, desgarraram-se para fechar em alta com base nos temores de que o alívio fiscal tenha curta duração em meio à falta de gatilhos de curto prazo para uma queda nas taxas.

Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

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  • Janeiro/2021: de 1,880% para 1,890%;
  • Janeiro/2022: de 2,770% para 2,810%;
  • Janeiro/2023: de 3,950% para 4,000%;
  • Janeiro/2025: de 5,710% para 5,840%.
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