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Com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, os investidores vivenciaram momentos incomuns, inesperados e alguns beirando o bizarro ao longo de 2020
Coisas que nunca aconteceram antes acontecem o tempo todo. A frase do professor de Stanford Scott Sagan ganhou notoriedade neste ano de 2020, que mais parece ter saído de um roteiro de ficção científica.
Com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, os mercados passaram por eventos incomuns, inesperados e alguns beirando o bizarro, que viraram o “novo normal” ao longo de 2020.
Foi um ano em que nenhum investidor teve sossego. Os mais arrojados chegaram a sofrer perdas de mais de 30% na bolsa, com direito a seis circuit breakers em um único mês. Mas a recuperação das ações também aconteceu em velocidade nunca vista, graças ao anabolizante dos estímulos dos governos.
A vida do investidor conservador também não foi tranquila. Quem recorreu à segurança do Tesouro Selic viu o rendimento minguar com a queda dos juros para a mínima histórica de 2% ao ano. E isso nem foi o pior. Em setembro, o investimento considerado mais seguro do mercado amargou retorno negativo.
Tivemos ainda verdadeiras lambanças corporativas, como a notícia falsa de que Warren Buffett era acionista da empresa de resseguros IRB Brasil. O escândalo que envolveu também a maquiagem de balanços levou as ações da companhia a amargarem perdas da ordem de 80% no ano.
Mas o investidor que comprou contratos de petróleo WTI em abril de 2020 conseguiu um feito ainda maior: perder mais de 100%. Isso porque a commodity operou com preços negativos em meio ao excesso de oferta.
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Foram tantas as "coisas que nunca aconteceram antes" ao longo de 2020 que a redação do Seu Dinheiro chegou a mais de 20 itens no momento de selecionar os acontecimentos que fariam parte desta lista.
A seguir, o Felipe Saturnino eu trazemos para você os "dez mais" de 2020, em ordem cronológica. Deixamos de fora algum fato muito inusitado que ocorreu nos mercados neste ano? Então deixe o seu comentário no fim desta matéria.

A notícia da descoberta de um novo coronavírus em Wuhan, na China, no fim do ano passado começou a afetar as bolsas no meio de janeiro, poucos dias depois de o Ibovespa atingir a máxima histórica de então, de 119.593 pontos.
Na ocasião, nem o mais pessimista dos investidores projetava uma pandemia global com mais de 75 milhões de infectados e quase 2 milhões de vítimas fatais.
No Brasil, onde o primeiro caso da Sars-CoV-2, causadora da Covid-19, foi confirmado logo depois do Carnaval, já são mais de sete milhões de casos confirmados e quase 200 mil mortos.
Com o alto índice de transmissão, governos de todo o mundo adotaram medidas de restrição à circulação que nocautearam a economia.
A covid-19 também levou a economia global a nocaute. A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de uma contração de 4,4% do PIB mundial em 2020.
Mesmo antes de o coronavírus se tornar uma pandemia global, os investidores começaram a se preparar para algum impacto na economia. O pânico nos mercados, contudo, só teve início em fevereiro, com a notícia de que a covid-19 se espalhava rapidamente na Itália.
No fatídico mês de março, as coisas pioraram. E muito. O Ibovespa passou por nada menos que seis "circuit breakers" no período. Vocabulário que certamente entrou no dicionário dos investidores pessoas físicas na B3 nessa época dura, o circuit breaker interrompe os negócios quando as variações negativas são muito acentuadas.
Em bom português, é uma pausa para que os operadores tomem uma aguinha e acalmem os ânimos na volta da sessão, tentando impedir uma derrocada ainda maior do índice.
No caso de uma queda de 10%, as negociações são paralisadas por meia hora. Se o tombo é de 15%, tudo para por uma hora. Mas, se o Ibovespa cai 20%, a sessão fica suspensa por tempo indeterminado — a bolsa, neste caso, pode até mesmo decidir por terminar os trabalhos no dia.
Relembre a seguir os seis circuit breakers da B3 em 2020:

A empresa de resseguros IRB Brasil ostentava até o início de 2020 uma reputação invejável, com resultados sempre acima do esperado pelo mercado. Esse desempenho se refletia nas cotações das ações na B3, o que tornava a companhia uma das queridinhas dos investidores.
Tudo mudou em fevereiro deste ano, depois que a gestora carioca Squadra publicou um extenso relatório com questionamentos à contabilidade do IRB. No meio da confusão que se seguiu e derrubou as ações, surgiu a notícia de que ninguém menos que o megainvestidor Warren Buffett teria aumentado a participação na companhia.
O problema é que era fake news. A própria Berkshire Hathaway, a holding que concentra os investimentos do bilionário, veio a público esclarecer que “nunca teve nem pretendia ter” ações do IRB.
O vexame internacional derrubou a diretoria da companhia e meses depois foi descoberta uma fraude contábil nos balanços da resseguradora, que perdeu quase 80% do valor de mercado no acumulado de 2020 e tenta se reerguer com a diretoria e o conselho de administração reformulados.
O ano de 2020 será lembrado como aquele em que os investidores pagaram para alguém ficar com seus barris de petróleo. Sim, a commodity desafiou as leis do mercado e conseguiu fechar em queda de mais de 100%.
A pandemia do coronavírus derrubou as cotações internacionais do petróleo em março com a expectativa de queda da demanda com a paralisação da economia global. A esse fator se somou um desentendimento entre Arábia Saudita e Rússia sobre os níveis de produção, o que levou a uma sobreoferta da commodity.
Mas o que aconteceu no mês de abril foi ainda mais inusitado. O contrato do petróleo tipo WTI desabou para US$ -37,63 o barril (isso mesmo, MENOS 37 dólares e 63 cents) na véspera do vencimento.
Os contratos contavam com entrega física, mas com o excesso de oferta simplesmente não havia onde armazenar petróleo. Por isso, os compradores tiveram de pagar para que alguém se dispusesse a receber o produto no lugar deles.

A emergência do coronavírus e, talvez, a sensação de que os bancos centrais agiram devagar demais durante a crise financeira de 2008 levaram a uma injeção inédita de estímulos monetários na economia global. A estimativa do Bank of America é que o auxílio tenha chegado a US$ 25 trilhões — quase 30% do PIB global.
O Federal Reserve (o banco central americano, Fed), não satisfeito com um, realizou dois cortes de juros extraordinários, trazendo a taxa para o patamar próximo de zero. O Fed também promoveu programas de afrouxamento monetário e compras de ativos como títulos do Tesouro americano e títulos de dívidas garantidos por hipotecas.
Em 27 de março, foi a vez do governo americano entrar em cena: o presidente Donald Trump assinou, então, um pacote de US$ 2 trilhões para aliviar a economia das consequências da covid-19. Neste fim de ano o Congresso norte-americano prepara a liberação de mais US$ 900 bilhões.
Em magnitudes diferentes, estímulos monetários e fiscais foram adotados por governos de todo o mundo. Aqui no Brasil, a taxa básica de juros (Selic) caiu às mínimas históricas (leia mais abaixo) e o governo pagou à população um auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 300 a partir de setembro). Foram quase R$ 600 bilhões em ações de combate ao coronavírus.
O choque do coronavírus atropelou a expectativa de que enfim a economia brasileira começaria a reagir em 2020. Da projeção inicial de um crescimento de mais de 2%, o PIB deste ano deve registrar uma queda de pelo menos 4%.
A necessidade de estimular a economia paralisada pela crise do coronavírus levou o Banco Central a dar sequência ao ciclo de queda da taxa básica de juros (Selic). As taxas saíram de 6,5% no meio de 2019 para a inacreditável marca de 2% ao ano em agosto de 2020.
A crise também levou o BC a adotar o chamado "forward guidance", uma espécie de sinalização ao mercado sobre as próximas decisões sobre os juros. Até então, esse instrumento só havia sido usado por BCs de economias desenvolvidas, como os EUA.
No caso, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que manteria o juro nas mínimas históricas por um longo período, provavelmente até meados de 2022. Mas a piora na situação fiscal do país acabou fazendo com que o mercado não levasse muito a sério o forward guidance tupiniquim. A expectativa é que o BC retire essa sinalização nas próximas reuniões do Copom.
Nem mesmo o dinheiro da reserva de emergência escapou de 2020. Quem ainda não acreditava no caráter inusitado de 2020 nos mercados teve de se render em setembro, quando o Tesouro Selic registrou rentabilidade negativa.
O título público com rendimento equivalente ao da taxa básica de juros é considerado o investimento mais seguro do mercado. Mas não escapou da onda de desconfiança dos investidores com a trajetória fiscal brasileira, diante do forte aumento das despesas durante a pandemia e o risco da derrubada do teto de gastos.
Em outras palavras, o mercado passou a cobrar uma taxa maior para financiar o governo brasileiro, o que fez com que o preço dos títulos caísse, afetando a rentabilidade.
Foi no meio dessa confusão que o Tesouro Selic e os fundos DI que investem nesses papéis registraram retorno negativo, algo que não aconteceu nem mesmo durante a crise financeira de 2008. O Seu Dinheiro inclusive publicou uma reportagem com mais detalhes sobre o fenômeno e também o que fazer com a reserva de emergência.
Se o ano foi tenso para os profissionais com grande rodagem do mercado, imagine então para aqueles que são novatos no riscado. Mas os investidores pessoa física, gente como eu e você, simplesmente não se afligiram com o momento mais delicado dos mercados financeiros desde 2008.
Eles aumentaram expressivamente a sua presença na B3 no decorrer do ano, se aproveitando da tensão para comprar ações a valores extremamente baixos e, de quebra, ainda ganhando um elogio pelo sangue frio.
Em setembro, as chamadas "sardinhas" — o jargão do mercado para as pessoas físicas na bolsa, em contraste com os "tubarões", como são conhecidos os grandes investidores — foram de novo notícia.
O "cardume" atingiu o recorde de mais de 3 milhões de investidores, em um aumento de 80% em relação a 2019 (ao fim daquele ano, a bolsa registrava 1,68 milhão de CPFs cadastrados).

Louco ou visionário? Provavelmente os dois. Seja como for, 2020 foi sem dúvida o ano de Elon Musk. Desacreditado por muitos, o fundador e CEO da fábrica de veículos Tesla se tornou o segundo homem mais rico de 2020 em novembro.
Para alcançar a marca, o empresário ultrapassou Bill Gates, o fundador da Microsoft, com quem inclusive teve desavenças públicas ao longo do ano. Agora, está apenas trás de Jeff Bezos, o fundador da Amazon.
No último dia 21 de dezembro, a fortuna de Elon Musk era de US$ 167 bilhões (R$ 860 bilhões), de acordo com dados da Bloomberg. O avanço em 2020 foi puxado pela disparada das ações da Tesla, que acumulam alta de mais de 700%(!) apenas neste ano.
Os avanços na adoção dos modelos elétricos justificam parte da valorização, mas não são poucos os analistas que consideram os papéis da montadora caros demais. Além da Tesla, Elon Musk é dono da SpaceX, que fez história ao levar astronautas ao espaço pela primeira vez em maio deste ano.

Dois anos depois de atingir a marca de US$ 20 mil — e despencar em seguida —, o bitcoin renovou a máxima histórica. A principal criptomoeda do mercado voltou a registrar forte alta e atingiu o patamar de US$ 23 mil em dezembro de 2020.
Os investidores que compram bitcoin enxergam na criptomoeda uma proteção contra a impressão sem precedentes de dinheiro pelos governos para conter os efeitos da crise do coronavírus.
A divisa digital possui emissão limitada e não é controlada por nenhum país. O ano de 2020 inclusive foi marcado pelo halving, fenômeno que reduziu pela metade o número de bitcoins emitidos.
A alta também é atribuída à entrada de investidores institucionais nesse mercado. Aos poucos, o bitcoin vem ganhando respaldo de nomes respeitados, inclusive o de Ray Dalio, gestor e o fundador da Bridgewater, uma das maiores e mais rentáveis gestoras de fundos do mundo.
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