🔴 META: ATÉ R$ 3.000 POR DIA COM 2 OPERAÇÕES – CONHEÇA O INDICADOR X

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Análise

O mercado trucou, e o Banco Central mandou descer ao bancar juro baixo

Emparedado pelo repique da inflação e pelo aumento do risco fiscal, o BC foi inflexível e sustentou o “forward guidance”, a sinalização de que a Selic permanecerá baixa por um longo período

Ibovespa cartas baralho
Imagem: Shutterstock

Emparedado pelo repique da inflação e pelo aumento do risco fiscal, o Banco Central foi inflexível: não só manteve a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano como sustentou o “forward guidance”, a sinalização de que as taxas permanecerão baixas por um longo período.

Na prática, a decisão significa que o BC segue no jogo depois que o mercado gritou “truco”. A aposta dos investidores é que a autoridade monetária não tem cartas na mão para sustentar a Selic no menor patamar da história.

Leia também:

Na edição mais recente do boletim Focus, o mercado projeta uma Selic a 2,75% ao ano no fim do ano que vem. Mas as taxas futuras negociadas na B3 já embutem juros acima dos 5% ao ano em 2021.

As apostas contra o BC ganharam força em setembro, com as ameaças do governo ao teto de gastos e a indefinição sobre como financiar o Renda Cidadã, a versão ampliada do Bolsa Família.

Nas últimas semanas, a visão de que o Banco Central não teria como manter os juros em 2% ao ano foi reforçada com a alta dos índices de inflação ao consumidor.

Até então, havia dúvidas se a inflação medida pelos IGPs, muito sensíveis à variação cambial e preços no atacado, chegaria ao IPCA, o índice usado como referência do sistema de metas de inflação.

A turma dos que acreditam que a ameaça da inflação é real ganhou mais adeptos depois da divulgação do IPCA-15 de outubro, que registrou a maior alta para o mês dos últimos 25 anos.

Praticamente ninguém no mercado esperava que o Copom mexesse na Selic na reunião que terminou nesta quarta-feira. Mas a visão predominante era que o BC adotasse uma postura mais dura tanto com relação ao risco fiscal quanto de inflação.

Uma maneira de fazer isso seria retirar o "forward guidance" ou sinalizar de forma mais clara que pode agir para conter as pressões.

O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) não deixa nenhum dos temas sem resposta. Mas traz uma cenário aparentemente mais otimista do que o traçado pelo mercado.

Sobre a inflação, manteve o diagnóstico de que o choque de preços é temporário e que as diversas medidas de inflação apresentam-se “em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”. Mas acrescentou que monitora a evolução dos preços com atenção.

Com relação a um possível furo no teto de gastos em 2021, o BC alerta que o prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia ou frustrações em relação à continuidade das reformas podem elevar os prêmios de risco.

Essa ameaça, porém, não é suficiente para fazer o BC desistir do “forward guidance” porque os diretores entendem não houve mudanças no regime fiscal. O Copom nem sequer fechou completamente a porta para novos cortes na Selic no futuro.

Resta agora saber se os investidores vão aumentar a aposta no truco contra o BC ou levarão a sinalização do “forward guidance” a sério. A trajetória do dólar e dos juros futuros a partir de amanhã deve trazer a resposta.

Compartilhe

SOBE MAIS UM POUQUINHO?

Campos Neto estragou a festa do mercado e mexeu com as apostas para a próxima reunião do Copom. Veja o que os investidores esperam para a Selic agora

15 de setembro de 2022 - 12:41

Os investidores já se preparavam para celebrar o fim do ciclo de ajuste de alta da Selic, mas o presidente do Banco Central parece ter trazido o mercado de volta à realidade

PREVISÕES PARA O COPOM

Um dos maiores especialistas em inflação do país diz que não há motivos para o Banco Central elevar a taxa Selic em setembro; entenda

10 de setembro de 2022 - 16:42

Heron do Carmo, economista e professor da FEA-USP, prevê que o IPCA registrará a terceira deflação consecutiva em setembro

OUTRA FACE

O que acontece com as notas de libras com a imagem de Elizabeth II após a morte da rainha?

9 de setembro de 2022 - 10:51

De acordo com o Banco da Inglaterra (BoE), as cédulas atuais de libras com a imagem de Elizabeth II seguirão tendo valor legal

GREVE ATRASOU PLANEJAMENTO

Banco Central inicia trabalhos de laboratório do real digital; veja quando a criptomoeda brasileira deve estar disponível para uso

8 de setembro de 2022 - 16:28

Essa etapa do processo visa identificar características fundamentais de uma infraestrutura para a moeda digital e deve durar quatro meses

FAZ O PIX GRINGO

Copia mas não faz igual: Por que o BC dos Estados Unidos quer lançar um “Pix americano” e atrelar sistema a uma criptomoeda

30 de agosto de 2022 - 12:08

Apesar do rali do dia, o otimismo com as criptomoedas não deve se estender muito: o cenário macroeconômico continua ruim para o mercado

AMIGO DE CRIPTO

Com real digital do Banco Central, bancos poderão emitir criptomoeda para evitar “corrosão” de balanços, diz Campos Neto

12 de agosto de 2022 - 12:43

O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, ainda afirmou que a comissão será rigorosa com crimes no setor: “ fraude não se regula, se pune”

AGORA VAI!

O real digital vem aí: saiba quando os testes vão começar e quanto tempo vai durar

10 de agosto de 2022 - 19:57

Originalmente, o laboratório do real digital estava previsto para começar no fim de março e acabar no final de julho, mas o BC decidiu suspender o cronograma devido à greve dos servidores

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O ciclo de alta da Selic está perto do fim – e existe um título com o qual é difícil perder dinheiro mesmo se o juro começar a cair

2 de agosto de 2022 - 5:58

Quando o juro cair, o investidor ganha porque a curva arrefeceu; se não, a inflação vai ser alta o bastante para mais do que compensar novas altas

PRATA E CUPRONÍQUEL

Banco Central lança moedas em comemoração ao do bicentenário da independência; valores podem chegar a R$ 420

26 de julho de 2022 - 16:10

As moedas possuem valor de face de 2 e 5 reais, mas como são itens colecionáveis não têm equivalência com o dinheiro do dia a dia

AGRADANDO A CLIENTELA

Nubank (NUBR33) supera ‘bancões’ e tem um dos menores números de reclamações do ranking do Banco Central; C6 Bank lidera índice de queixas

21 de julho de 2022 - 16:43

O banco digital só perde para a Midway, conta digital da Riachuelo, no índice calculado pelo BC

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar