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Companhia viu queda nos volumes negociados e também nas principais linhas do balanço, tanto na comparação anual quanto em relação ao trimestre anterior
O "cenário macroeconômico desafiador" e a alta global nas taxas de juros pesaram sobre os resultados da B3 (B3SA3) no segundo trimestre de 2022.
Com volumes negociados menores no segmento Listados, a companhia teve queda nas principais linhas do balanço tanto em relação ao segundo trimestre do ano passado quanto em comparação ao primeiro trimestre deste ano.
A receita líquida totalizou R$ 2,5 bilhões, queda de 7,1% na comparação anual e 2,3% na comparação trimestral. Já o lucro líquido recorrente ficou em R$ 1,2 bilhão, queda de 0,8% ante o mesmo período de 2021 e de 1,5% frente ao trimestre anterior.
O Ebitda recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 10% em relação ao segundo trimestre do ano passado e 3,2% ante o trimestre anterior, para R$ 1,7 bilhão. Já a margem Ebitda recorrente foi de 74,4%, queda de 652 bps em relação ao segundo tri do ano passado e de 98 bps ante o primeiro tri de 2022.
O segundo trimestre foi um período difícil para as bolsas globais e ativos de risco em geral, com as incertezas em relação à guerra da Ucrânia, à inflação nos países ricos, à alta de juros nos EUA e à situação da covid-19 na China.
Os investidores fugiram dos ativos mais arriscados, o que tende a prejudicar os resultados das operadoras das bolsas, como é o caso da B3. Apenas de abril a junho, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 18%.
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Em razão da aversão a risco generalizada, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) no segmento de ações e instrumentos de renda variável da B3 atingiu R$ 28,8 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 13,1% ante o mesmo período do ano passado e de 7,6% em relação ao primeiro trimestre.
Já no segmento de derivativos listados, o volume médio diário negociado (ADV) foi de 4,3 de contratos, em linha com o segundo trimestre de 2021 e 3,3% abaixo do trimestre anterior.
A receita do segmento Listados totalizou R$ 1,6 bilhão no trimestre, queda de 10,4% na comparação anual.
Por outro lado, a B3 também conseguiu colher alguns frutos da corrida dos investidores para a renda fixa. O segmento de Balcão apresentou altas no estoque de instrumentos dessa classe de ativos, totalizando R$ 4,6 trilhões ao final do trimestre, um ganho de 23,5% na comparação anual e de 8,4% na comparação trimestral.
Já a emissão de ativos de renda fixa atingiu R$ 4,0 trilhões no trimestre, alta de 23,1% na comparação anual e 11,8% na comparação trimestral.
A receita do segmento Balcão foi de R$ 319 milhões, alta de 13,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
“A conjuntura econômica e, consequentemente, a redução do apetite ao risco dos investidores, resultaram em volumes mais baixos no segmento de listados durante o trimestre. Por outro lado, o aumento da taxa de juros impulsionou um crescimento significativo no segmento de Balcão, especialmente no estoque de instrumentos de renda fixa, o que reforça a eficiência da B3 em garantir a diversificação de suas receitas”, disse, em nota, André Veiga Milanez, diretor-executivo Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores.
O número de investidores, contabilizados em CPFs individuais, cresceu 37,8% na comparação anual e 2,5% na trimestral e chegou a 4,3 milhões.
Em razão dos impactos do cenário econômico nos resultados da companhia, a B3 revisou sua projeção de alavancagem financeira para o ano de 2022, que agora passou de 1,6 vez para 1,9 vez a relação dívida bruta/Ebitda recorrente dos últimos 12 meses. Todas as demais projeções permaneceram as mesmas, conforme segue:
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