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Alguma correção de fato era esperada diante da incerteza sobre os impactos do coronavírus na economia global. Mas o gestor avalia que, nos níveis atuais, o pior cenário já está refletido nos preços das ações
Todas as crises na bolsa parecem ser o fim do mundo, mas passam. Esse é o caso do pânico provocado pela epidemia do coronavírus e o tombo nos preços do petróleo, na análise de Cesar Mikail, da gestor de renda variável da Western Asset.
A relativa calma de Mikail até me chamou a atenção durante a nossa conversa por telefone em meio à sangria na bolsa nesta segunda-feira. O Ibovespa desabou 12,17% e fechou aos 86.067 pontos – menor nível desde dezembro de 2018.
Alguma correção de fato era esperada diante da incerteza sobre os impactos do coronavírus na economia global. Mas o experiente gestor avalia que, nos níveis atuais, o pior cenário já está refletido nos preços das ações.
Mesmo antes da forte queda de hoje, o gestor da Western já considerava a reação dos mercados à crise provocada pelo coronavírus como exagerada.
“Eu não vejo o Ibovespa abaixo 100 mil pontos no fim deste ano, não trabalhamos aqui com esse cenário” – Cesar Mikail, Western Asset
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Para ele, o movimento foi amplificado pelo movimento de fundos que venderam ações para fazer frente a eventuais resgates. Esse não é o caso da Western. “Eu não estou vendendo nesses níveis”, disse.
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No curtíssimo prazo, ele avalia que o comportamento do mercado deve continuar imprevisível. “Vamos ter que conviver com a volatilidade por algum tempo.”
Até porque qualquer estimativa sobre os efeitos do coronavírus no PIB neste momento são meros chutes, segundo Mikail. “Estamos sendo arrastados junto com o mundo, ninguém escapou.”
Por isso, o gestor não vê espaço para aproveitar a forte queda das ações para aumentar as posições na bolsa. Mas a Western avalia oportunidades de troca nos portfólios, com a compra de papéis que, na visão dele, caíram exageradamente.
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