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2020-03-09T10:15:57-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Recessão à vista?

Juros de TODOS os títulos americanos caem abaixo de 1% pela primeira vez na história

Ao se refugiarem nos títulos americanos, os investidores se preparam para um cenário de recessão global, que obrigará os BCs de todo o mundo a derrubarem os juros

9 de março de 2020
10:15
petróleo e dólares
Imagem: Shutterstock

A corrida dos investidores pelos títulos do governo dos Estados Unidos derrubou a taxa de juros dos papéis de todos os vencimentos abaixo de 1% pela primeira vez na história.

Para você ter uma ideia, a taxa dos Treasuries com vencimento em 30 anos estava em 0,845% na manhã desta segunda-feira, contra 1,215% na sessão anterior. Eles eram os únicos que ainda contavam com taxas acima de 1% na sexta-feira.

Os títulos americanos são considerados o único ativo 100% seguro pelo mercado. A queda nas taxas é um sinal claro de toda e qualquer aversão ao risco dos investidores no mundo inteiro neste momento.

A situação nos mercados, que já era complicada pela incerteza diante do avanço do coronavírus pelo mundo, se complicou muito mais no fim de semana.

O gatilho para o aumento na tensão foi a decisão da Arábia Saudita de elevar a produção de petróleo em uma queda de braço com a Rússia, o que derrubou as cotações do barril no mercado internacional.

Ao se refugiarem nos títulos americanos, os investidores se preparam para um cenário de recessão global, que obrigará os BCs de todo o mundo a derrubarem os juros.

Na semana passada, em uma decisão com poucos precedentes, o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) surpreendeu o mercado ao cortar de forma extraordinária os juros em 0,5 ponto percentual, para uma faixa entre 1% e 1,25%.

*Com informações da Business Insider

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