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Após o ataque, os mercados na ásia refletiram o nervosismo dos investidores com a nova escalada de tensão, mas pronunciamento de Trump ameniza as perdas
O mais novo capítulo na tensão entre Estados Unidos e Irã leva o conflito entre os países a um terreno ainda mais perigoso. Como reação imediata, os mercados voltam a redobrar a cautela após mais um dia de perdas nas bolsas globais.
Cinco dias após a morte do general Qassem Suleimani, o Irã iniciou a sua prometida retaliação e atacou as duas maiores bases aéreas utilizadas pelos americanos no Iraque com mísseis, Al Asad e Irbil.
Segundo o chanceler iraniano Mohammad Javad Zarif, o ataque foi em 'legítima defesa' e a Guarda Revolucionária assumiu a autoria dos disparos. Zarif afirmou que o país não busca uma escalada ou guerra, mas se defenderá de qualquer agressão.
Horas após o ocorrido, o presidente Donald Trump utilizou o Twitter para declarar que "está tudo bem" e prometeu um pronunciamento sobre o ataque para esta manhã. Mesmo sem maiores detalhes, a declaração serviu para acalmar o nervosismo imediato dos mercados.
Agora, os investidores seguem aguardando ansiosos e com cautela redobrada o pronunciamento do presidente americano, ainda sem horário para acontecer.
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A notícia do ataque começou a circular perto da abertura das bolsas asiáticas. A reação imediata serviu de termômetro para o nervosismo dos investidores.
O índice Nikkei, no Japão, chegou a cair 2,5% durante o pregão, mas a fala de Trump amenizou as perdas iniciais. Mesmo assim, as bolsas asiáticas fecharam com queda generalizada de mais de 1%.
Sustentada pela disparada das ações das petrolíferas, a bolsa australiana se destaca com apenas uma leve baixa. Na Europa, a abertura também acontece no campo negativo enquanto os investidores aguardam o pronunciamento de Donald Trump.
Nos Estados Unidos, os índices futuros amanhecem no negativo, mas longe da primeira reação do mercado. Após abrir uma queda de quase 400 pontos, o índice Dow Jones desalerou a perda para 120 pontos.
Os ativos de proteção, - como ouro, iene e petróleo - voltam a ficar no centro das atenções.
Logo após o ataque iraniano, o petróleo chegou a subir mais de 4%. A commodity reduziu os ganhos durante a madrugada após a diminuição da tensão e fica abaixo dos US$ 70 nesta manhã, avançando 0,16%.
No caso do ouro, o ativo avançava 0,79% (entrega em fevereiro) na Comex, a US$ 1.586,70 por onça-troy na manhã desta quarta-feira.
No Brasil, a alta do petróleo levanta mais uma vez preocupações em torno da política de preços da Petrobras.
Antes do ataque, a expectativa dos investidores era de uma acomodação do preço do petróleo. Mas se o valor da commodity continuar subindo, a estatal volta a ser pressionada por reajustes que repassem a valorização do barril.
O mercado vê com desconfiança as propostas apresentadas já que esbarram nas promessas de não interferência do governo na política de preços da estatal. Indo na contramão da tendência de alta do petróleo, as ações preferenciais da Petrobras caíram 0,39% e as ordinárias 1,36%. Confira os destaques do pregão desta terça-feira.
Enquanto as tensões crescem no Oriente Médio, o que parecia certo começa a tomar contorno duvidosos.
Faltando menos de uma semana para a assinatura do acordo de primeira fase com os Estados Unidos, o país ainda não confirmou o cronograma para a cerimônia.
Em meio ao turbilhão de notícias envolvendo o Oriente Médio, as divulgações econômicas ficam em segundo plano, mas o dia promete agenda cheia.
Hoje o Federal Reserve divulga o Livro Bege, com dicas sobre a política monetária dos Estados Unidos, e o relatório de empregos do setor privado. Além disso, os EUA também divulgam os números do estoque de petróleo.
Por aqui, os olhos se voltam para o leilão rodoviário organizado pelo governo Doria, o maior do tipo já feito no país.
A dor de cabeça resultante da crise vivida pela Boeing deve aumentar. Logo após o ataque iraniano, um Boeing 737 caiu logo após decolar em Teerã. Ao menos 170 pessoas morreram.
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
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