Menu
2020-01-08T07:34:57-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Tensão nos mercados

Bolsas da Ásia caem e petróleo sobe após ataque do Irã a bases militares dos EUA

A confirmação de um ataque militar promovido pelo exército iraniano contra uma base militar dos EUA no Iraque traz apreensão aos mercados. Temendo que as tensões no Oriente Médio atinjam um novo patamar, os investidores preferem ficar na defensiva – e a cautela já é sentida na sessão asiática

7 de janeiro de 2020
22:22 - atualizado às 7:34
Irã e Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

Os mais recentes desdobramentos das tensões no Oriente Médio, com o Irã assumindo a autoria de ataques aéreos contra bases militares dos EUA no Iraque, trazem apreensão aos mercados financeiros.

As bolsas da Ásia fecharam o pregão em queda generalizada. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,57%, amenizando as perdas registradas ao longo do dia; na Coreia do Sul, o Kospi recuou 1,11%; na China continental, o Xangai Composto recuou 1,22%.

Na Oceania, os índices da Austrália e da Nova Zelândia registraram quedas também, enquanto nos Estados Unidos os índices futuros amanhecem no negativo.

O mercado de commodities também mostra reações intensas ao noticiário. O petróleo WTI, depois de subir mais de 4%, por volta das 7h30 (horário de Brasília), avançava 0,16%.

No início da noite, duas bases americanas no território do Iraque foram atacadas por foguetes e mísseis. Pouco tempo depois, a TV estatal iraniana afirmou que a ação foi orquestrada pelo exército do país, numa retaliação à morte do general Qassim Suleimani.

Até agora, não há confirmações oficiais quanto a possíveis mortes em decorrência dos ataques. O Pentágono soltou apenas uma nota oficial, reconhecendo a ofensiva militar dos iranianos:

"O Irã lançou mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra o exército americano e as forças de coalizão no Iraque", diz Jonathan Hoffman, representante do ministério da Defesa dos EUA, em nota oficial, afirmando que o Pentágono ainda está avaliando os danos e as medidas a serem tomadas daqui para frente.

Nesta terça-feira, os mercados assumiram um tom mais ameno em relação às tensões EUA-Irã, avaliando que, até o momento, os atritos mantinham-se apenas no campo da retórica.

No entanto, a ofensiva iraniana muda o panorama no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, prometeu reagir com força caso o Irã fizesse alguma movimentação militar – agora, resta saber qual será a reação do republicano. Trump deve fazer um pronunciamento ainda hoje.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Mais um capítulo da novela

Reatando laços: Elon Musk diz que Tesla pode voltar a adotar bitcoin e moeda dispara 10%

Depois de uma semana do tweet que pegou o mercado de surpresa com o “fim do namoro”, Musk volta atrás e tenta reconciliação

Nas alturas

Eve Urban Air Mobility, empresa da Embraer, fecha parceria com a Ascent

A Ascent conta atualmente com uma base de dados de operadoras aéreas parceiras para serviços dedicados de UAM em toda a Tailândia e nas Filipinas, e está preparada para expandir sua presença na região

Pronta para decolar

Gol conclui aumento de capital e levanta mais R$ 423 milhões

Incluindo a incorporação da Smiles, a companhia aérea emitiu mais de R$ 1 bilhão somente neste mês de junho, e no trimestre, captação chega a R$ 2,7 bilhões

segredos da bolsa

Com “Super Quarta” à frente, semana deve ser marcada por cautela e otimismo dos mercados

A divulgação de outros dados econômicos ao longo da semana deve colocar ainda mais pressão da decisão do Fed e do BC brasileiro

Novo apagão?

Governo federal prepara MP que abre caminho para racionamento de energia

Intenção é criar um comitê de crise que terá o poder de adotar medidas como a redução obrigatória de consumo e acionamento de termoelétricas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies