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O fundador do maior fundo de investimentos do mundo afirmou que o próximo passo significativo são as eleições de 2020 nos Estados Unidos e que elas vão determinar quem são os jogadores, de fato. Até lá, as ações e os acordos devem parecer mais “um teatro para a audiência” do que “acordos reais”
Depois de o governo de Donald Trump anunciar que está considerando táticas mais radicais sobre Pequim, o bilionário e fundador do maior fundo de investimentos do mundo, Ray Dalio, disse que "a ideia de limitar investimentos americanos na China pode levar a movimentos maiores".
Em uma publicação no LinkedIn, Dalio deu a entender que os Estados Unidos podem ir muito além de cortar fluxos de capital para a China e de uma possível retirada de empresas chinesas da bolsa de valores norte-americana. Na última semana, o governo de Trump ventilou essa possibilidade.
O bilionário disse ainda que o crescimento do poder da China em desafiar os Estados Unidos vai pode gerar mais conflitos entre as duas nações sobre os mais diferentes assuntos. Dalio destacou que a história mostra que esse tipo de situação tem como consequência guerras de capital, comerciais, tecnológicas, além de geográficas.
O fundador do maior fundo de investimentos do mundo afirmou que o próximo passo significativo são as eleições de 2020 nos Estados Unidos e que elas vão determinar quem são os jogadores, de fato. Até lá, as ações e os acordos devem parecer mais "um teatro para a audiência" do que "acordos reais". Apenas depois da eleição do novo presidente é que o quadro real deve emergir.
"O tempo está a favor da China, já que ela está se desenvolvendo e melhorando a passos mais rápidos do que os Estados Unidos. A grande pergunta que fica é se o mundo vai: evoluir de forma pacífica para duas esferas diferentes em termos de influência, com a China sendo a força dominante no Leste e com os Estados Unidos sendo a força dominante no Oeste. Ou se ele vai evoluir para guerras cada vez mais duras e de vários tipos", destacou o bilionário.
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Além de tratar sobre as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, Dalio voltou a falar que as desigualdades sociais e de renda estão levando a um populismo tanto de direita quanto de esquerda.
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Diante desse cenário, o gestor pontua que ir onde o crescimento está e ter uma posição diversificada é o mais inteligente a se fazer. Os mercados, diz Dalio, estão sempre antecipando coisas boas e ruins. Se você esperar as coisas boas se cristalizarem, você vai pagar um preço mais alto. Melhor, então, se adiantar.
Ele também reafirmou que a habilidade limitada dos bancos centrais em estimular a economia poderá ter algumas consequências, como o aumento das despesas fiscais e maiores déficits que deverão ser financiados pelo aumento substancial de impostos sobre os ricos e sobre as empresas.
Outro ponto ressaltado por Dalio é a questão da impressão de dinheiro feita pelos bancos centrais para monetizar dívida e que está jogando e deve continuar a jogar o valor do dinheiro que conhecemos para zero.
A ideia é simples se tivermos em mente que a dívida de um é o ativo de outro. O que está para acontecer é que para salvar os devedores, os BCs terão de sacrificar os credores.
No mês passado, Dalio já havia comentado que tanto o Banco Central norte-americano (FED), quanto o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão terão que aprender a lidar com os novos instrumentos de política monetária.
"Tais bancos terão que enfrentar o fato de que quando a próxima recessão vier não haverá poder suficiente para reverter esse quadro da mesma forma que existia antes."
Além disso, o bilionário tinha dito que esperava que o FED faria cortes na taxa de juros de forma lenta, como ocorreu. Segundo ele, a razão para o corte está ligada a uma confluência de fatores.
Entre eles, há a falta de eficiência das políticas monetárias dos bancos centrais, o aumento do "buraco" existente entre ricos e pobres, a aproximação das eleições norte-americanas e as difíceis relações comerciais existentes entre Estados Unidos e China.
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