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Do valor total da transação, aproximadamente R$ 2 bilhões foram destinados à liquidação da dívida da TAG com o BNDES
A operação de venda de 90% das ações da Transportadora Associada de Gás S.A (TAG), subsidiária Petrobras, para o consórcio formado pela franco belga Engie e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) foi concluída nesta quinta-feira, 13, com o pagamento de R$ 33,5 bilhões, informaram as companhias.
Comunicados enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por Petrobras e por Engie Brasil Energia explicam que, do valor total da transação, aproximadamente R$ 2 bilhões foram destinados à liquidação da dívida da TAG com o BNDES.
"A Petrobras continuará a utilizar os serviços de transporte de gás natural prestados pela TAG, por meio dos contratos já vigentes entre as duas companhias, sem qualquer impacto em suas operações e na entrega de gás natural para seus clientes", informou a estatal.
A operação é a maior já realizada pela Petrobras, no âmbito de seu processo de desinvestimentos. O empreendimento consiste em 4,5 mil quilômetros que ligam as regiões Norte e Nordeste, e integra os planos do governo de quebrar o monopólio da estatal no mercado de gás natural
O fechamento do negócio era inicialmente esperado para meados de maio, ficou suspenso enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) julgava a necessidade de aprovação do Congresso para a privatização de estatais e suas subsidiárias.
Com a decisão do plenário do STF de que operações de venda ou perda de controle acionário de subsidiárias não precisam do aval dos parlamentares, mas somente a chamada 'empresa-mãe', a venda foi destravada.
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Antes da decisão da Suprema Corte, o presidente da Engie no Brasil, Maurício Bahr, já havia indicado que a companhia estava pronta para concluir o negócio assim que houvesse uma definição.
A aquisição foi financiada por meio de títulos e dívidas e foi estruturada através de dez parceiros financeiros.
A Petrobras, vendedora da transportadora de gás, permanece com uma participação de 10% na companhia.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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