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Resultados corporativos melhores que o esperado afastam temor quanto à desaceleração econômica global
Os mercados internacionais amanheceram em alta nesta quinta-feira, com uma série de resultados corporativos melhores que o esperado ajudando os investidores a afastarem mais sinais de que o crescimento econômico global está perdendo tração. E o dia reserva os balanços trimestrais das peso-pesado Vale e Petrobras, após o fechamento do mercado.
Ambas as blue chips devem apresentar um desempenho robusto no terceiro trimestre. Mas a “super quinta-feira” começa com a última decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) sob o comando de Mario Draghi, às 8h45. Não se espera nenhuma mudança antes da nova direção. Draghi também se despede na entrevista coletiva, a partir das 9h30.
À espera do BCE e embalada pelos números da Daimler, BASF, AstraZeneca, entre outras, as principais bolsas europeias abriram em alta. A sessão também foi de ganhos na Ásia, exceto em Xangai, que fechou em ligeira baixa, diante da falta de novidades sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Os índices futuros das bolsas de Nova York também estão no azul, embalados pelos balanços de Tesla e Microsoft.
Nos demais mercados, o dólar está de lado, sendo que a libra esterlina aguarda uma definição sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Já o petróleo recua, devolvendo parte da alta após a inesperada queda nos estoques norte-americanos da commodity.
Com o lucro líquido e as margens superando as expectativas, apesar de queda nas receitas, a temporada de balanços no exterior está suavizando o temor do mercado financeiro em relação ao desempenho da economia global no horizonte à frente, mesmo com alertas de várias empresas em relação às incertezas causadas pela guerra comercial.
A questão é que os investidores estavam esperando pelo pior. Talvez, por isso, os números apresentados estão vindo melhores que o esperado. De qualquer forma, o desempenho no exterior pode dar continuidade ao rali dos mercados domésticos, um dia após o Ibovespa renovar o recorde pela terceira sessão seguida e o dólar cair abaixo de R$ 4,05.
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Por aqui, após a aprovação da reforma da Previdência, os investidores estão na expectativa pela continuidade da chamada “agenda positiva” no Congresso e pelos próximos indicadores econômicos, que podem mostrar maior tração da atividade doméstica. Daí então que o Brasil pode ser “a bola da vez” em 2020, com o país atraindo recursos externos que visam os investimentos (produtivos e financeiros).
Ainda na agenda econômica do dia, saem dados preliminares deste mês sobre a atividade nos setores industrial e de serviços na zona do euro, logo cedo. Também será conhecido o índice IFO de confiança do empresário na Alemanha em outubro.
Nos EUA, saem os pedidos de bens duráveis em setembro e os pedidos semanais de auxílio-desemprego, ambos às 9h30. Depois, às 10h45, é a vez da prévia sobre a atividade na indústria e no setor de serviços do país em outubro. Também serão conhecidos mais indicadores do setor imobiliário no mês passado (11h).
A pré-abertura em Nova York tem o balanço do Twitter e, após o fechamento em Wall Street, sai o resultado da Amazon.
No Brasil, a agenda de indicadores econômicos traz o índice de confiança do consumidor em outubro (8h) e o Banco Central publica a nota do setor externo em setembro (10h30). Na safra de balanços, também saem os resultados de Lojas Renner, no fim do dia, e de Grendene e Fleury, antes da abertura do pregão local.
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