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Quando o apito toca, o jogo começa. Você sabe que tem 90 minutos pela frente, mas o que você realmente quer é ver seu time marcar logo no início. Quando isso acontece, você sente que vai ganhar a partida e que terá um domingo de glória. Por outro lado, quando demora para sair um gol bate aquela agonia. A cada minuto perdido a vitória fica mais distante. No final do segundo tempo só um milagre pode salvar seu time.
Bolsonaro entrou em campo aclamado pela maioria da torcida. A expectativa para “mudar tudo que está aí” era alta. O time prometeu fazer gol logo no início do primeiro mandato - especificamente nos primeiros 100 dias do governo, ou seja, de 1º de janeiro até hoje.
Ele até conseguiu chutar umas bolas dentro, mas também rolou muita canelada. Não cumpriu a maioria das metas que o próprio governo definiu para o período. Entre os lances mais bonitos está a apresentação de uma proposta de reforma da Previdência com economia prevista para os cofres públicos de R$ 1,16 trilhão em 10 anos. Já aquele vídeo do xixi no carnaval foi bem desnecessário… E também passou da hora de colocar os filhos do capitão no banco de reserva. Que tal convidar deputados e senadores para jogar no mesmo time?
Ainda é cedo para dizer se o Brasil vai ganhar ou perder o jogo. Mas a torcida quer ver gol. Cada vez que o governo perde tempo, os brasileiros ficam céticos. Jair Bolsonaro entrou em campo apoiado por metade da população. Hoje apenas um terço considera seu governo bom ou ótimo, segundo o Ibope. E o mercado? Esse grupo era o mais empolgado na arquibancada, mas ele não tem muita paciência e já tem gente xingando o capitão…
Calma lá! A bola ainda está rolando e dá tempo de ganhar a partida. Time, vamos para frente, não dá mais para enrolar. Chega de perder tempo com provocações no Twitter. Está na hora de emplacar a reforma da Previdência, privatizar as estatais, fazer a capitalização da Eletrobras e começar uma discussão séria sobre reforma tributária e autonomia do Banco Central.
O Eduardo Campos acompanhou de Brasília os primeiros 100 dias do governo Bolsonaro e fez uma análise dos altos e baixos nesta reportagem. Ah, e se você quiser um resumo de cada dia ainda pode acessar o Diário dos 100 dias.
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Depois de mais de quatro horas de tumultos da oposição, o relator da reforma da Previdência na CCJ da Câmara conseguiu ler seu parecer na noite de ontem. O deputado Waldir votou pela admissibilidade integral do projeto, ou seja, passar o texto sem qualquer alteração. Na prática, esse foi o primeiro sinal verde que a reforma leva da comissão. O Eduardo Campos preparou para você uma análise especial sobre os debates.
Entre tchutchucas e tigrões, o saldo da CCJ foi positivo. Mas o governo ainda terá muito trabalho até aprovar a reforma. A maioria da população (51%) ainda é contra o projeto, segundo a pesquisa do Datafolha divulgada hoje. A rejeição, no entanto, é menor que a proposta do governo de Michel Temer. Veja todos os números aqui.
Paulo Guedes voltou a falar em simplificar a tributação brasileira e unificar impostos. "Na nossa reforma tributária vamos pegar três, quatro, cinco impostos e fundir em um só, o imposto único federal”, disse o ministro ontem. Ele ainda fez um afago a uma plateia de prefeitos e prometeu que impostos e contribuições passarão a ser compartilhados com Estados e municípios.
O governo federal e a estatal, enfim, chegaram um acordo sobre o contrato de cessão onerosa. A Petrobras vai receber US$ 9 bilhões pela revisão do contrato. Trata-se do fim de um imbróglio que estava pendente desde 2013. Preste atenção na ação da Petrobras hoje! No Seu Dinheiro você confere os detalhes do acordo.
A Anac ainda não foi acionada pela Avianca para dar início a uma etapa essencial no esforço de venda dos ativos da companhia. Para conseguir dividir a empresa em sete partes e oferecer em leilão, a companhia precisa emitir Certificados de Operador Aéreo (COA) para cada parte vendida. Entre credores, há a expectativa de que os certificados serão emitidos até 3 de maio. Saiba mais

Nem o falecimento isenta o contribuinte de prestar contas ao Leão. Mesmo quem já morreu pode precisar ter uma declaração de imposto de renda preenchida e entregue em seu nome. A Jasmine Olga mostra, nesta matéria, como declarar herança e apresenta cada etapa do inventário dos bens de um contribuinte falecido.
Enquanto o governo celebra a marca dos 100 dias, a agenda cheia do mercado financeiro promete agitação. Além da divulgação de novos indicadores econômicos, os negócios domésticos também seguem atentos ao andamento da reforma da Previdência.
A votação do texto está marcada para a semana que vem e o esperado é que o projeto seja aprovado sem alterações nesta primeira etapa. Para o investidor, quanto mais próximo do texto original apresentado pela equipe econômica, melhor. As expectativas, no entanto, esbarram na dificuldade de articulação política do governo.
No cenário internacional, novas preocupações. A redução da projeção de crescimento da economia global pelo FMI ao menor nível desde 2008 e a possibilidade de imposição de sobretaxa de produtos da União Europeia pelos EUA elevam mais uma vez o temor de desaceleração global. A tensão entre Estados Unidos e UE também respinga nas negociações com a China.
Ontem, o Ibovespa fechou com queda de 1,11%, aos 96.291,79 pontos. O dólar fechou em alta de 0,1%, a R$ 3,8533. Consulte a Bula do Mercado para saber como devem se comportar bolsa e dólar hoje.
Um grande abraço e ótima quarta-feira!
Índices
- IBGE divulga IPCA de março
- Banco Central divulga dados do fluxo cambial semanal
- Estados Unidos e China divulgam inflação de março
- Tesouro norte-americano divulga dados fiscais no mês de março
- FMI divulga dados sobre estabilidade financeira global e monitor fiscal
- Opep publica dados mensais do mercado de petróleo
Mercados
- Cade faz reunião ordinária em Brasília
Bancos Centrais
- BCE anuncia decisão de política monetária, com coletiva do presidente Mario Draghi na sequência.
- Fed divulga ata de sua última reunião de política monetária
Política
- Paulo Guedes e Roberto Campos Neto participam de evento da XP Investimentos sobre os 100 dias do governo Bolsonaro
- Senado instala a Comissão Especial para acompanhar a reforma da Previdência
- Comissão Mista de Orçamento se reúne pela primeira vez em 2019
- Continua em Brasília a Marcha dos Prefeitos
- Conselho Europeu faz reunião emergencial sobre o Brexit
- Premiê britânica Theresa May participa de sessão de perguntas no Parlamento do Reino Unido
O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente
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A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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