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Varejista de moda confirma o processo de transição que havia sido anunciado em novembro de 2018, com a saída de José Galló do cargo
A Lojas Renner anunciou na noite desta quinta-feira, 18, que seu conselho de administração elegeu Fabio Adegas Faccio como diretor presidente da companhia. O executivo substituirá José Galló, que esteve à frente dos negócios durante 27 anos e agora foi eleito presidente do conselho.
Em comunicado ao mercado, a varejista de moda confirma o processo de transição que havia sido anunciado em novembro de 2018. Na mesma reunião, Henry Costa foi escolhido como novo diretor de produto, cargo ocupado até então por Faccio.
O novo presidente da Renner, que entrou na empresa como estagiário 20 anos atrás, terá a missão de comandar uma gigante com mais de R$ 11 bilhões em faturamento e que vive um momento de grande mudança, tanto no mundo do varejo como nos próprios negócios.
Para muitos, o desafio de Faccio será acompanhar as novidades constantes nos hábitos de consumo dos brasileiros em meio ao avanço do comércio eletrônico. Ele também terá o papel de liderar o processo de internacionalização da rede de lojas.
A sucessão no comando sempre foi um dos pontos de maior preocupação em relação à Renner, avaliada na bolsa em mais de R$ 30 bilhões. Não que a varejista não esteja habituada a mudanças.
Do controle familiar, a empresa passou em 1998 para as mãos da americana J.C. Penney, que apenas sete anos depois decidiu se desfazer da companhia. Na falta de um comprador direto, tomou um caminho inusitado: vendeu suas ações diretamente na bolsa.
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Desta forma, a Lojas Renner se tornou a primeira “corporation”, ou seja, empresa sem um acionista controlador, no mercado brasileiro. E foi um caso de extremo sucesso.
Como a Lojas Renner não possui a figura de um controlador com mais de 50%, a escolha de quem vai ocupar a cadeira de presidente é ainda mais importante do que na maioria das empresas listadas na bolsa. Mas o processo vem sendo em geral encarado de forma tranquila pelo mercado.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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