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Índice de evolução do nível de atividade aumentou 1,3 ponto em junho, para 48,2 pontos, e o dado do emprego melhorou, com alta de 2,2 pontos, para 47,2 pontos
Os dados da Sondagem Indústria da Construção divulgados nesta sexta-feira, 26, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o setor segue enfrentando dificuldades, mas também revelam uma tendência de melhora futura. O índice de evolução do nível de atividade aumentou 1,3 ponto em junho, para 48,2 pontos, e o dado do emprego melhorou, com alta de 2,2 pontos, para 47,2 pontos.
Mesmo ainda abaixo da linha divisória dos 50 pontos do estudo, o índice de atividade cresceu pelo quinto mês consecutivo, acumulando alta de 4,2 no período, e, além disso, está 1,5 ponto acima do registrado em junho de 2018, 2,7 pontos acima de sua média histórica e é o maior desde novembro de 2013, quando foi a 49,5 pontos. "Ou seja, ainda que abaixo da linha divisória, o índice sugere um cenário bem mais benigno para o setor", diz a CNI.
O índice de evolução do número de empregados também apresenta quadro mais favorável. Com a alta de 2,2 pontos, para 47,2 pontos, junho representa o quinto aumento consecutivo do índice, que acumula alta de 4,7 pontos.
O estudo revela ainda que a falta de demanda é apontada como um dos principais problemas enfrentados pelas empresas do setor, mas os índices de condições financeiras, ainda que bem abaixo do observado antes da crise, voltaram a melhorar no segundo trimestre.
Apesar do ainda fraco desempenho e de um cenário de espera da retomada, as expectativas da construção melhoraram pelo segundo mês consecutivo. Os índices de expectativa cresceram na comparação com o mês anterior e todos eles se afastaram da linha divisória de 50 pontos, "mostrando maior otimismo dos empresários da indústria da construção", com o nível da atividade (56,4 pontos), novos empreendimentos e serviços (56,4 pontos), compra de insumos e matérias-primas (55,1) e número de empregados (54,6).
Nesta edição do estudo, o índice de intenção de investimento também registrou alta de 3,6 pontos, alcançando 36,6 pontos. "O aumento sucede dois meses de virtual estagnação (crescimento de 0,1 ponto), que, por sua vez, haviam interrompido série de três meses de queda. Com a alta, o índice situa-se 2,9 pontos acima da média histórica do indicador".
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A Sondagem Indústria da Construção consultou 488 empresas, sendo 172 de pequeno porte, 209 médio de porte e 107 de grande porte. O período da coleta dos dados foi de 1º a 11 de julho de 2019.
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