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Em igual período do ano passado, prejuízo havia sido de 485 milhões; fabricante entregou 26 aeronaves comerciais e 25 executivas no segundo trimestre deste ano
A Embraer registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas da empresa de R$ 26,1 milhões entre abril e junho deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 485,0 milhões anotado em igual período de 2018.
Já pelo critério ajustado, a companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 57,6 milhões, ante uma perda de R$ 21,4 milhões reportada um ano antes. Esse parâmetro exclui o imposto de renda e contribuição social diferidos no período.
Analistas ouvidos pela Bloomberg esperavam que a companhia novamente registrasse um prejuízo de R$ 112 milhões. Apesar disso, as ações da Embraer fecharam o pregão desta quarta-feira (14) em baixa de 5,85%, a R$ 18,36. Veja nossa cobertura de mercados.
Segundo a companhia, impostos resultantes de ganhos ou perdas em ativos não monetários - contabilizados no fluxo de caixa consolidado - totalizaram R$ 160,8 milhões no segundo trimestre de 2018, R$ 83,7 milhões negativos no segundo trimestre de 2019 e R$ 69,1 milhões também negativos no primeiro trimestre deste ano.
Além disso, o critério também exclui o impacto pós-imposto da provisão relacionada a itens especiais, que somou R$ 302,8 milhões no segundo trimestre de 2018 - neste ano, não houve reconhecimento de itens especiais no balanço da companhia.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 259,6 milhões no segundo trimestre, alta de 98,5% frente aos R$ 130,8 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 4,8%, aumento de 1,9 ponto porcentual (p.p.) sobre o segundo trimestre de 2018.
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O resultado operacional (Ebit) atingiu R$ 101,1 milhões positivos, ante resultado negativo de R$ 92,4 milhões reportado um ano antes. Na mesma base de comparação, a margem Ebit atingiu 1,9%, contra 2,0% negativos observados no segundo trimestre de 2018.
A receita líquida da Embraer mostrou alta de 19,4%, passando de R$ 4,523 bilhões no segundo trimestre de 2018 para R$ 5,402 bilhões. Os números de 2018 foram reapresentados por causa da adoção das normas contábeis IFRS 15 e IFRS 9.
Entre abril e junho deste ano, a fabricante entregou 26 aeronaves comerciais e 25 executivas (19 jatos leves e seis grandes), comparado aos 28 jatos comerciais e 20 executivos (15 leves e cinco grandes) entregues um ano antes. Ao final do trimestre, a carteira de pedidos firmes atingiu US$ 16,9 bilhões, acima dos US$ 16,0 bilhões vistos ao final de março.
"A Embraer atingiu book-to-bill acima de 1 vez em todas as suas unidades de negócio, liderado pelas vendas no segmento de Aviação Executiva", destaca a empresa.
Por fim, a Embraer reafirmou todo o seu guidance, tanto financeiro quanto de entregas, para o ano de 2019. A fabricante brasileira observa que, a partir de 26 de fevereiro deste ano, os resultados de Aviação Comercial e serviços relacionados passaram a ser apresentados como operações descontinuadas, devido à aprovação dos acionistas da parceria estratégica entre a Embraer e a Boeing.
"É importante ressaltar que a Companhia continua a apresentar seus resultados financeiros com 100% dos ativos, passivos e resultados financeiros do segmento de Aviação Comercial e seus serviços relacionados, e as estimativas financeiras e de entregas da Embraer para 2019 permanecem baseadas nessas premissas", diz a empresa.
*Com Estadão Conteúdo
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4