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Proposta prevê a pulverização do capital da empresa, fazendo com que a União deixe de ser acionista majoritária
O secretário de Coordenação e Governança das Estatais do Ministério da Economia, Fernando Soares, confirmou que o governo está trabalhando para fazer a privatização da Eletrobras pelo modelo de "follow on", em que haverá pulverização do capital e a União deixará de ser acionista majoritária. Segundo Soares, a ideia do governo é ainda em agosto apresentar um projeto de lei substitutivo prevendo a operação, que tem de ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Ele ressaltou que o governo tem "uma montanha imensa" de desinvestimentos sendo feitos e listou a operação de venda de ações da BR Distribuidora, desinvestimentos de SPEs da Eletrobras e os planos de abertura de capital de subsidiárias da Caixa, como a Caixa Seguridade. "Estamos trabalhando fortemente no processo de privatizações, pensando para fazer da melhor forma possível", completou.
Soares participou nesta sexta-feira, 9, da divulgação do Índice de Governança das Estatais do Ministério da Economia.
Ele reforçou que a melhoria na governança tem um impacto positivo no resultado dessas empresas e auxilia o processo de privatização. "Ter uma empresa com resultados melhores, governança adequada e montada, facilita o processo de privatização. Mais governança acelera o processo", afirmou.
Foram avaliadas 61 empresas, das quais 14 tiveram nota máxima: Petrobras, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Eletrobras, BB Seguridade, BB DVTM, Banco do Nordeste, Ceitec, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), BR Distribuidora, Serpro, Trensurb e Grupo Hospitalar Conceição.
As 61 empresas avaliadas tiveram nota média de 8,48%, 17% acima da registrada no ano passado.
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