Menu
Eduardo Campos
Diário dos 100 dias
Eduardo Campos conta os bastidores do início do governo
2019-03-27T16:39:27-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
DIA 46

A tal crise no Palácio

“A política é a arte de fazer hoje os erros de amanhã, sem esquecer os erros de ontem”

15 de fevereiro de 2019
18:30 - atualizado às 16:39

Um dia depois de apresentadas as linhas principais da reforma da Presidência, o noticiário ficou muito concentrado no que se chama de “crise” no Palácio do Planalto, envolvendo o PSL, partido de Jair Bolsonaro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, suspeitas de candidaturas laranjas nas eleições de 2018, e o filho Carlos Bolsonaro.

Aliás, Bolsonaro esteve no Palácio nesta sexta-feira e, pelo "Twitter" fez uma "promessa": até o fim dos seus 100 primeiros dias serão realizados 23 leilões de concessão. Também pela rede social, falou em fazer uma "Lava Jato" no setor de educação.

De volta à "crise", diversas personalidades políticas entraram em cena, com destaque para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o vice, Hamilton Mourão. Não sei se em defesa do ministro, que mentiu, segundo Carlos, ao dizer que tinha falando com Bolsonaro, ou para delimitar o poder de Carlos, que é vereador no Rio, mas é tido como o rebento mais próximo do presidente.

Até aqui, a percepção é de que Bebianno deve ficar no cargo, apesar desse desgaste, e, como falou Mourão, Bolsonaro vai “botar ordem” nos filhos. Carlos se afastaria do dia-a-dia do Palácio e das redes sociais do pai. Maia fez a ponderação mais crítica sobre o tema ao lembrar que Bolsonaro é presidente e não mais deputado ou presidente da associação dos militares. Esses ruídos dificultam o trabalho de Maia, que assumiu como responsabilidade sua, obter votos para a votação da reforma da Previdência.

O ponto é que um problema que estava no partido PSL foi parar dentro do Palácio do Planalto. Pode ser que o movimento de Carlos, de mostrar que Bebianno mentia ao falar que teve contato com o pai, foi justamente uma tentativa de manter a questão fora do governo. Mas o tiro ou o “tuite” saiu pela culatra. Falta de cálculo político? Voluntarismo? Vaidade? Não sei. Como disse Mourão: “os filhos são um problema de cada família”.

Mas certamente esse não será o último episódio que será classificado como “crise”. O importante é lembrar de uma das “leis da política” feitas por Roberto Campos em parceria com o seu amigo José Guilherme Merquior: “A política é a arte de fazer hoje os erros de amanhã, sem esquecer os erros de ontem”.

Leia aqui todo o Diário dos 100 Dias.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Reserva de emergência

Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, vende ações da Amazon e põe US$ 5 bi na conta

O bilionário Jeff Bezos vendeu cerca de 1,5 milhão de ações da Amazon nos últimos dias e pode vender outros 500 mil papéis em breve

Reduzindo a participação

CSN começa a se desfazer de suas ações da Usiminas

Aproveitando o bom momento do setor siderúrgico na bolsa, a CSN vendeu mais de 50 milhões de ações preferenciais da Usiminas

O melhor do Seu Dinheiro

A limonada da bolsa e do dólar, as ações mais indicadas do mês e outros destaques da semana

A semana que passou tinha tudo para ser bem azeda para os investidores. No cardápio de notícias dos últimos dias tivemos: A alta da taxa básica de juros e a sinalização de que novos ajustes vêm por aí; Muito barulho político com a CPI da Covid; O projeto da reforma tributária de volta à estaca […]

Seu Dinheiro na sua noite

O grande respiro do câmbio e mais…

“Ih, vai ser uma semana daquelas”, pensei eu na segunda-feira, ao olhar a agenda de eventos previstos para os dias seguintes. Teríamos decisão do Copom e relatório de empregos nos EUA — e isso sem contar os inúmeros balanços corporativos. Em semanas assim, eu gosto de traçar alguns cenários na minha cabeça: se o BC […]

Fechamento da semana

Real ganha do dólar na semana e bolsa sobe mais de 2% com economia americana nem tão aquecida e Copom incisivo

Os problemas domésticos foram para baixo do tapete e os fatores externos ajudaram o Real a se valorizar e a bolsa a romper resistências importantes. Confira um resumo da semana.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies