2019-04-05T10:44:17-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
dia 80

À sombra do ex

Prisão de Michel Temer é evento político do dia, mas não deve ser novo “Joesley Day” para a Previdência

21 de março de 2019
18:01 - atualizado às 10:44

O noticiário do dia girou em torno não do presidente Jair Bolsonaro, que aliás está de aniversário, mas sim do ex-presidente Michel Temer, preso no âmbito da operação Lava-Jato. Como não poderia ser diferente, a repercussão política foi grande, ainda mais que outro preso, o ex-ministro Moreira Franco, é sogro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas ainda é cedo para avaliar algum resultado prático sobre como isso pode vir a afetar a agenda do atual governo. Ainda hoje, Bolsonaro embarca para o Chile e quem assume interinamente é o seu vice, general Hamilton Mourão.

O que parece pouco provável é que os problemas de Temer com a Justiça venham a impedir a realização da reforma da Previdência, como aconteceu no fatídico dia 17 de maio de 2017, o “Joesley Day”, quando foi divulgada gravação de conversa de Temer com o empresário Joesley Batista, evento que se mostrou decisivo para o desgaste do governo e o abandono da reforma de então.

No lado das reformas de agora, os congressistas continuam digerindo e criticando o texto da previdência dos militares, que incorporou uma reestruturação de carreiras. O governo terá de reforçar a articulação para que isso não seja motivo para desidratar o texto da reforma geral.

Ainda ontem, o Congresso enviou um sinal positivo sobre a ampla pauta liberal defendida pela equipe econômica do governo. Por 329 votos foi finalmente aprovada a entrada de até 100% de capital estrangeiro em empresas áreas, algo que o governo tentava aprovar ao menos desde 2010.

É uma legislação mais liberal que o padrão internacional, pois a maioria dos mercados impõe algum limite para estrangeiros atuarem no setor. Apesar de ser um resultado positivo está de longe de sinalizar a base de votos para a reforma, mas mostra um Congresso menos refratário a temas que antes eram tabu dentro no nosso nacionalismo tupiniquim.

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