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Brasileiro tem no currículo a responsabilidade de salvar a Nissan de uma situação de quase falência a partir de 1999
O brasileiro Carlos Ghosn foi detido hoje em Tóquio, segundo a mídia japonesa, depois que a montadora Nissan o acusou de "significativos atos" de má conduta e revelou que planeja demiti-lo da presidência de seu conselho de administração. A detenção de Ghosn foi noticiada pela emissora de TV pública NHK.
A acusação é um forte golpe para o legado de Ghosn, que tem 64 anos e é considerado responsável por salvar a Nissan de uma situação de quase falência a partir de 1999.
O escândalo ameaça ainda o futuro da aliança entre a Nissan e as parceiras Renault e Mitsubishi Motors. Ghosn também é executivo-chefe da Renault e presidente do conselho da Mitsubishi.
Segundo investigação interna da Nissan, Ghosn teria reduzido o valor de seus salários em 5 bilhões de ienes (US$ 44,3 milhões) em declarações feitas ao longo de "muitos anos". Ele supostamente contou com a ajuda de um executivo da empresa para cometer a irregularidade.
No ano passado, Ghosn recebeu um total de 962 milhões de ienes (US$ 8,5 milhões) em espécie e ações por suas posições na Nissan e Mitsubishi, segundo dados das empresas. Já a Renault pagou 7,4 milhões de euros (US$ 8,4 milhões) a Ghosn em 2017.
Ghosn teria infringido outras normas de conduta, como o uso pessoal de ativos da Nissan, informa a empresa em comunicado.
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Na Bolsa de Paris, a ação da Renault vem operando em forte baixa desde mais cedo. Por volta das 10h40 (de Brasília), o papel da montadora francesa tinha queda de mais de 10% no mercado francês.
A Renault tem fatia de mais de 43% na Nissan, enquanto a empresa japonesa possui 15% das ações da montadora francesa.
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