🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Miranda

Felipe Miranda

Sócio-fundador e Chief Investment Officer (CIO) da Empiricus, é ex-professor da FGV e autor da newsletter Day One, atualmente recebida por mais de 2 milhões de leitores.

Exile on Wall Street

O ano não acabou

Como é possível que os jornais já tenham descartado o rali de final de ano ou antecipado em alguns dias o encerramento de 2018?

Felipe Miranda
Felipe Miranda
18 de dezembro de 2018
13:43 - atualizado às 10:01
Bolsa de valores de São Paulo
Não baixe a guarda pois o mercado não é o lugar que premia apenas a iniciativa - Imagem: Shutterstock

“Durante dez anos, fui o primeiro da lista de quem seria o próximo a morrer. Fiquei decepcionado quando caí no ranking. Uma vez, um médico me disse que me restavam seis meses de vida, mas fui ao enterro dele. Os obituários me interessam muito ultimamente. Mas não confio nos médicos”, Keith Richards, aniversariante do dia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando Mick Jagger aceitou receber o título de “Sir”, tornando-se cavaleiro da Ordem do Império Britânico, Keith Richards não gostou. “Cara, nós somos os Rolling Stones…isso não tem nada a ver com a gente.” Keith nunca bateu continência à Rainha, sempre obedeceu apenas a si mesmo, tendo certo desgosto pelas trips egóicas de Micky. Está fazendo rock’n’roll há sei lá quanto tempo e não parece disposto a parar, nem a morrer (e olha que o cidadão tentou, hein?), tão cedo.

Vejo os jornais descartando o rali de final de ano ou antecipando em alguns dias o encerramento de 2018. Como sabe de tudo essa gente, meu Deus, sendo tão capaz de penetrar o futuro.

Talvez seja a ânsia por sair de férias — sabe como é: jornalista não escreve para seu leitor; jornalista escreve para jornalista, sonha em trabalhar na Piauí e dedica a vida a receber elogios sobre sua erudição e sua imparcialidade nas conversas de final de semana em alguma cervejaria artesanal ou num bar descolado no centro de São Paulo — se for no Copan, ainda melhor!

Lembro daquele Reveillon de 2002 em Garopaba, praia da Ferrugem. Tinha uma faixa branca enorme pendurada no alto, com palavras em preto: “Estacione seu carro aqui por apenas 25 reais – LADRÃO NÃO TIRA FÉRIAS”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bicho, podíamos deixar o carro devidamente seguro ou beber 25 reais, que, naquela altura da vida, eram uma fortuna. Optamos, claro, pela segunda alternativa e, fomos descobrir depois e de maneira não deliberada, pelo roubo de nosso toca CD — na época em que ainda existia toca CD, muito mais caro do que 25 reais. Decisão nada talebiana.

Leia Também

Algumas profissões ou mesmo atuações informais não permitem o completo desligamento. Você pode ir com a família divertir-se e descansar em algum ótimo resort escolhido pela CVC, óbvio. Quem sabe viajar de executiva para o exterior visando curtir parte dos lucros acumulados nesse ano a partir de um acerto no investimento em Bolsa. Você merece, eu concordo. Os filhos e a patroa também, mais ainda. Mas, se leva essa história de investidor realmente a sério, não dá para largar de mão — hoje em dia está fácil e uma olhadinha no celular por dia já resolve.

“With the lights out, it’s less dangerous”, nos lembraria Kurt Coubain. Nos últimos dias do ano, quando a liquidez está baixa e ninguém está olhando muito, acontecem barbaridades nos mercados financeiros. Com fundos tentando marcar para cima sua cota de final de ano e aparecer bonito na foto, você pode, sim, fazer um ano inteiro em uma semana. O que rola de puxeta de 10 por cento nos últimos cinco pregões é uma grandiosidade.

Eu mesmo nunca desligo completamente — embora, claro, também viaje nesta época do ano. Talvez seja herança dos tempos de Guarujá, em que uma situação particular não sai da minha cabeça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não sei se era 92 ou 93. Não importa muito. A gente estava na barraca da Rita, um daqueles quiosques na praia da Enseada, ali pela altura do Brunella (não existe mais no lugar), responsáveis pelo oferecimento de altíssima gastronomia. Excelentes coxinhas, risoles, pasteizinhos e por aí vai. Acho que o papai já deveria ter tomado umas 23 batidas de coco — sei lá como conseguia tomar tanto daquela bebida doce (de onde herdei a preferência pelo bitter?). A mamãe estava em fúria com aquilo. Com pai alcoólatra (isso é assunto pra outro dia), ela sempre ficava em fúria com as bebedeiras do meu pai. Sorte que não acontecia muito. Era só de final de semana — o pequeno problema é que a semana do papai acabava na terça (sim, é uma hipérbole, calma).

Após levantar-se com dificuldade da cadeira de praia, espreguiçar-se feito um bicho preguiça e escorar-se em duas ou três pessoas para conseguir equilibrar-se, papai falou: “Preciso ligar no banco. Vou caçar um orelhão”. Eu sinceramente não acreditei. Achei que ele ia caçar só um oxigênio ou uma água pra jogar no rosto, dar aquela recuperada clássica de quando se passou do ponto, manja?

Meia-hora depois ele volta, rindo de orelha a orelha: “Acabamos de ganhar uma Parati.” Ele realizava lucros com alguma ação do setor de telecom, acho que era Telebrás, ainda antes da privatização. Descemos a serra de Chevette, subimos de Parati.

São vários os casos de reais mudanças de paradigma patrimonial durante as férias. No livro "Fora da Curva”, Luis Stuhlberger narra como tudo mudou para o mitológico fundo Verde durante uma viagem para Foz do Iguaçu e Buenos Aires. Em "Reminiscenses of a Stock Operator”, Jesse Livermore descreve várias e várias vezes em que interrompeu suas férias por conta de oportunidades nos mercados de commodities agrícolas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Resumo da história: não baixe a guarda. O mercado financeiro não é o lugar que premia apenas a iniciativa; para ser realmente bem sucedido nesta história, você precisa de terminativa, daquele “last minute stamina”, de persistir até o último momento sem abandonar a coisa antes da hora. A recompensa vem.

Nosso cérebro, ávido pelo desejo de controle (a razão é uma grande emoção, é o desejo de controle, como disse Nietzsche) e despreparado para conviver com a incerteza, tem uma tendência a nos fazer acreditar que as trajetórias (no mercado ou na vida) são lineares, graduais e com variações bem comportadas. Na realidade, porém, não é assim. O mercado caminha em saltos não-lineares. Fica parado durante muito tempo e, de repente, vupt! Tudo acontece.

Por mais incrível que possa parecer, se há um momento em que as puxetas de final de ano acontecem é… no final do ano. Temos praticamente duas semanas ainda.

Onde podem estar lacunas para esse tipo de atuação dos investidores institucionais?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Primeiro, no dólar, com uma posição gigantesca em aberto de gente comprada — por mais que o câmbio me pareça caro aos níveis atuais, falando as próximas linhas estritamente sob a ótica de trading, a arapuca está se desenhando para uma puxada para perto de quatro reais.

Depois, na Bolsa. Fundo multimercado brasileiro, que na verdade não entende muito de ações, mas tudo bem, veio para renda variável há pouco tempo e só perdeu dinheiro (na lista de pés trocados em Bolsa brasileira, não necessariamente nessa ordem: rabino, Economist, Eurasia, Exame e multis). Essa turma também está ávida por empurrar a Bolsa pra cima e garantir uma lâmina mais bonita para apresentar a seus clientes prospectivos. Com pouca liquidez como estamos agora, fica mais fácil.

Mais especificamente vale para as small caps também, em especial aquelas típicas queridinhas do smart money local. Aqui, com pouco dinheiro você faz mais magia do que o Walt Disney. É sempre uma referência interessante para o período de férias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar