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Esse é o primeiro prejuízo operacional da companhia em 14 anos; no mesmo período do ano passado, a companhia havia lucrado 705 bilhões de ienes
O grupo japonês SoftBank registrou uma perda de US$ 6,5 bilhões (704 bilhões de ienes) no terceiro trimestre, impulsionado por algumas de suas maiores apostas tecnológicas, como Uber e WeWork. Esse é o primeiro prejuízo operacional da companhia em 14 anos.
A cifra supera a projeção de analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam um prejuízo de 230,8 bilhões de ienes. No mesmo período do ano passado, a companhia havia lucrado 705 bilhões de ienes.
Na segunda-feira, o Financial Times publicou que Masayoshi Son, o fundador do SoftBank, disse a pessoas próximas que havia "criado um monstro" com o investimento no WeWork. Em conferência realizada nesta quarta-feira (6), ele admitiu ter feito um julgamento equivocado do CEO da startup, Adam Neumann.
A desconfiança do mercado sobre a WeWork se tornou evidente a partir da divulgação dos números da companhia, que revelaram um prejuízo de US$ 1,9 bilhão em 2018. Somaram-se preocupações com conflitos de interesse e sobre a capacidade do CEO, Adam Neumann, de liderar uma empresa de capital aberto.
Desde janeiro, o valor de mercado da startup despencou de US$ 47 bilhões para 8 bilhões. No primeiro semestre deste ano, a empresa teve prejuízo de US$ 900 milhões.
Nas últimas semanas, veio a público a informação de que o SofBank deve injetar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para ficar com cerca de 70% do WeWork. O aporte deve reduzir a participação de Neumann, que deixou recentemente o posto de CEO da companhia.
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Já a Uber perdeu mais de um quarto de seu valor desde que abriu capital. A empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre. Outros investimentos do SoftBank, como Slack e Guardant Health, também tiveram queda no valor de mercado ao longo do trimestre, segundo a Reuters.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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