Menu
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Ação do mês

Petrobras é a aposta na bolsa em novembro; entenda o porquê

Seu Dinheiro traz a principal indicação de sete corretoras que elaboram carteiras recomendadas todos os meses. Todas só puderam escolher uma ação para recomendar.

6 de novembro de 2018
5:09 - atualizado às 16:23
Petrobras é a aposta do mês de novembro para a bolsa - Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Se você tivesse que apostar em apenas uma ação neste mês de novembro, qual seria ela? Que papel teria tudo para deslanchar e garantir uma aplicação certeira? Essas são perguntas que provavelmente você já deve ter feito a si mesmo e que poucas vezes conseguiu responder. No meio de centenas de opções - preferenciais e ordinárias, estatais ou empresas privadas -, não é nada fácil apontar o dedo para apenas um lado e seguir esse caminho.

Mas foi exatamente isso o Seu Dinheiro resolveu fazer por você. Chega de carteiras com cinco, dez, ou quinze ações recomendadas. Não é sempre que um investidor pessoa física consegue apostar em várias cartas ao mesmo tempo. É possível selecionar apenas uma ação e o Seu Dinheiro vai te mostrar a partir deste mês qual é essa aposta feita pelas corretoras.

Lancei esse desafio e sete aceitaram embarcar nessa proposta de enxugar suas listas e trazer o Top 1 das ações. Veja a sugestão de cada uma delas:

Maré favorável na Petrobras

Não foi surpresa para mim quando três dessas corretoras recomendaram as ações preferenciais da Petrobras. De fato, a petroleira vive um momento de negócios muito bom e está se beneficiando diretamente do otimismo com o Brasil na bolsa de valores após o resultado da eleição.

Mesmo com um lucro abaixo do esperado no terceiro trimestre, a companhia divulgou um balanço beneficiado pela alta de preços do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar. Esse cenário se manteve nas últimas semanas e deve se manter ao longo do mês.

É válido comentar que o resultado da Petrobras foi derrubado por despesas pontuais, no caso pelos acordo no valor de R$ 3,5 bilhões firmado com a Justiça dos EUA para encerrar investigações envolvendo a empresa.

Além do petróleo e do dólar, também pesa a favor da estatal a profunda mudança de gestão que ela vem promovendo ao longo dos últimos anos. O Plano Estratégico e o Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 têm como diretrizes a redução da alavancagem financeira e dos investimentos futuros, além de um significativo corte de custos operacionais e de venda de ativos - como a refinaria de Pasadena no Texas.

Outra movimentação, dessa vez vinda lá de Brasília, pode dar gás extra aos papéis. É grande a expectativa de que o Congresso aprove o projeto da cessão onerosa, que vai render bilhões aos cofres da Petrobras. Um primeiro passo pode ser dado já nesta terça-feira, 6, com a aprovação do regime de urgência no Senado, adiado na semana passada.

Mas você investidor deve ficar atento porque o projeto tem potencial tanto para trazer uma onda positiva como negativa para as ações. Na negociação com o Senado, não se pode descartar o risco de uma modificação ou rejeição do texto pela Casa - ou até mesmo mudanças nas diretrizes do governo em relação ao tema.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
Com governo em crise

“Estamos determinados a mudar o rumo do país”, diz Bolsonaro no Twitter

Segundo presidente, o governo está fiscalizando recursos, diminuindo gastos, propondo endurecimento penal e a reforma da Previdência

Crise no governo

Magoado, Bebianno não vai poupar filho de Bolsonaro

A interlocutores, Bebianno tem deixado clara sua mágoa com a atitude do vereador do Rio de Janeiro que tentou lhe cunhar a pecha de mentiroso

No Twitter

Trump diz que fará reuniões e ligações importantes sobre acordo comercial com a China

Na última sexta-feira, Trump comunicou que americanos e chineses estariam “muito próximos” de um “acordo muito bom”

Entrevista

“Sem investimentos será difícil continuar”, diz presidente da GM no Brasil

Segundo Carlos Zarlenga, negociações com funcionários, fornecedores, concessionários e governos para atrair novos projetos estão dando certo

Reformar é preciso

Guedes vence primeira batalha da Previdência, mas guerra será longa

Força da reforma parcialmente apresentada está no tempo de transição de 12 anos, mais curto que o previsto no texto enviado por Michel Temer

Bon Vivant

Hospedagem com tons de realeza: conheça os mimos dos hotéis ‘6 estrelas’ do Brasil

Hotéis mais luxuosos do país apostam em experiências exclusivas, vinhos e charutos raros, além de uma boa dose de romantismo

Caso Coaf

MP teria informação de que advogado de Flávio Bolsonaro atuou no caso Queiroz, diz jornal

Motorista de senador, Victor Alves teria mantido contato direto com o ex-motorista em nome de Flávio nos primeiros dias, quando o caso veio à tona

Small cap

A prova de fogo da Linx para emplacar seu sistema de pagamentos, o Linx Pay

Para esclarecer como será feita a distribuição da nova solução e quais são as perspectivas para o futuro da empresa, conversei com o presidente da companhia, Alberto Menache

Após 'briga' com setor agropecuário

Equipe econômica vai revisar 37 medidas antidumping

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), estão em revisão 37 medidas antidumping e outras 39 vencem ao longo de 2019

Suspeita de lavagem de dinheiro

Raquel Dodge pede ao STF que mande para o TRE inquérito que envolve Kassab e JBS

No inquérito, a PF identificou pagamentos de R$ 23,1 milhões da JBS a Kassab e disse ver indícios de lavagem de dinheiro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu