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Mercado de juros, que já vinha sentindo os efeitos do coronavírus, entrou no modo pânico depois que o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao aumento do limite do BPC
Em uma tentativa de aliviar o choque no mercado de juros em meio à tempestade nos mercados, o Tesouro Nacional começou a intervir com leilões de recompra de títulos.
As operações ocorrerão entre hoje e 18 de março e serão realizadas em coordenação com o Banco Central.
“O objetivo da atuação é fornecer suporte ao mercado de títulos públicos, garantindo bom funcionamento desse e de outros mercados correlatos”, informou o Tesouro, em comunicado.
O Tesouro já anunciou operações de recompra e revenda de NTN-B das 11h às 11h30, para títulos com vencimento em 2024, 2025, 2026, 2028 e 2030.
O leilão de venda de títulos corrigidos pela Selic (LFT) que estava programado para hoje foi cancelado e será reagendado oportunamente, segundo o Tesouro.
O mercado de juros futuros, que já vinha sentindo os efeitos da maior aversão a risco provocada pelo coronavírus, entrou no modo pânico depois que o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que eleva o limite de renda familiar per capita para concessão do benefício de prestação continuada (BPC).
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O anúncio dos leilões de recompra trouxe algum alívio ao mercado, mas os juros seguiam em alta. Por volta das 16:50, o contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2021 subia 0,48 ponto para 4,70%. O DI para 2025 avançava 0,96 ponto, para 7,85%, e o de 2027 tinha alta de 0,85 ponto, para 8,45%.
Diante da forte volatilidade nas taxas dos títulos, o investidor pessoa física não consegue operar no Tesouro Direto na manhã desta quinta-feira.
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