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Relatório do Bank Of America destaca investimentos do governo americano em empresas aeroespaciais do setor privado
É impossível não pensar em corrida espacial quando se fala em investimentos do futuro, sobretudo com a Space X, de Elon Musk, chamando a atenção do mundo com o lançamento do foguete Falcon 9, em novembro de 2020, para a Estação Espacial Internacional (EEI), nos Estados Unidos.
Essa indústria está crescendo a passos largos com os interesses pelas estações internacionais e descobertas em Marte, levando empresas a apostarem em equipamentos, serviços de satélite e até mesmo o turismo para fora da Terra.
A expansão desse segmento foi analisado num relatório recente do Bank of America, divulgado pelo Business Insider: o banco estima que a indústria aeroespacial vai crescer US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhoes, na cotação atual) na próxima década.
A instituição financeira destaca que um dos principais motivos para essa guinada são os investimentos do Departamento de Defesa da Força Espacial dos Estados Unidos, setor do exército americano responsável pelos esforços militares no espaço sideral.
“Só nos Estados Unidos, os gastos com defesa têm aumentado constantemente nos últimos 15 anos, e os beneficiários são em sua maioria empresas de capital aberto e privadas”, diz o analista de ações do Bank of America, Ron Epstein.
Epstein explica que o Departamento de Defesa dos EUA solicitou, para 2021, um financiamento de mais de US$ 15 bilhões (R$ 77,9 bilhões) para impulsionar o negócio dessas companhias - um valor 385 vezes maior do que foi repassado para a Força Espacial em 2020.
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"Esses números podem subir nos próximos anos, aumentando o número de contratos governamentais disponíveis para empreiteiros públicos e privados", afirma.
Epstein avalia ainda que a reutilização dos foguetes de lançamento reduz os gastos das empresas com materiais, ajudando a tornar a tecnologia espacial mais acessível e aumentando a eficiência dos investimentos privados.
O analisa toma como exemplo a Space X. Segundo ele, a empresa de Elon Musk, dono da Tesla, poderá economizar até US$ 20 milhões por foguete Falcon 9 com o reuso num segundo estágio.
"Se um foguete completar 10 voos durante sua vida útil, a empresa será capaz de economizar mais de US$ 196 milhões (R$ 1,01 bilhão), dados os atuais níveis de preços."
Apesar das vantagens, Epstein avalia que as chances de vermos um aumento do lixo espacial pode ser uma preocupação para os investidores, visto que feriria as práticas de governança ambiental, social e corporativa (ESG, sigla em inglês) - hoje bem vistas pelo mercado global.
Com informações da Business Insider
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