Menu
2019-05-13T10:51:14+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Agenda cheia

Guedes e Campos Neto vão ao Congresso na semana do tsunami de Bolsonaro

Ministro da Economia e presidente do Banco Central participam de audiências públicas enquanto plenário decide se o Coaf fica ou não com Sergio Moro, agora indicado ao STF

13 de maio de 2019
10:51
Paulo Guedes
Paulo Guedes - Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Além do acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China os investidores locais contam com uma carregada agenda de eventos domésticos com potencial de repercussão nos preços da bolsa de valores, dólar e juros.

A semana reserva audiências dos ministros da Economia, Paulo Guedes, amanhã, e do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, na quinta-feira, na Comissão Mista de Orçamento. Além disso, seguem as audiências públicas na Comissão Especial que analisa a reforma da Previdência.

Na agenda do plenário na Câmara está prevista a votação da medida provisória que faz a reestruturação administrativa do governo, evento que pode ser um “tsunami”, como o próprio presidente Jair Bolsonaro, disse na semana passada.

O maior ponto de atrito continua sendo a mudança do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro, de volta para o Ministério da Economia.

O movimento dos parlamentares, que tirou o Coaf de Moro em votação em comissão na semana passada, abriu um ponto de disputa não só do governo com o Congresso, mas também da população e das redes sociais contra os congressistas.

Atiçando mais a discussão, em entrevista, ontem, Bolsonaro disse que a primeira vaga que for aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020, deve ser oferecida a Moro. Com isso, foi antecipada uma movimentação política que só aconteceria na segunda metade do ano que vem, tendo em vista que os indicados ao STF precisam ser sabatinados e ter seus nomes aprovados pelos senadores.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Orçamento e regra de ouro

A audiência pública com Guedes, prevista para 14 horas de amanhã, tem como tema central a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020, mas todos os temas da agenda econômica, como reforma da Previdência, regra de ouro (que proíbe a emissão de dívida para pagamento de despesas correntes), e reforma tributária certamente serão abordados.

O ministro também deve se perguntado sobre o reajuste do salário mínimo, que está previsto para subir a R$ 1.040 em 2020, considerando apenas o reajuste da inflação. O governo vem dizendo que essa é apenas uma projeção e que tem até o fim do ano para definir uma regra de reajuste para o salário mínimo.

Mais um assunto que estará em pauta foi trazido por Bolsonaro, que falou, também ontem, sobre a possibilidade de reajuste da tabela de imposto de renda. O presidente disse que já pediu para Guedes pensar no assunto, além de ver a possibilidade de ampliar as deduções de gastos no IR.

Pela manhã, a mesma CMO faz outra audiência, que tem o ministro entre os convidados, mas não confirmado, para tratar apenas da regra de ouro. O governo encaminhou um pedido de crédito suplementar para poder captar em mercado até R$ 248,9 bilhões para fazer frente ao pagamento de benefícios previdenciários e outros gastos sociais.

Essa autorização é necessária, pois a regra de ouro veda a emissão de dívida para o pagamento de despesas de custeio. Apesar do volume pedido ser de quase R$ 250 bilhões, a chamada insuficiência financeira está na casa dos R$ 110 bilhões, segundo os últimos dados do Tesouro.

Ajudam a compor essa conta recursos devolvidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e resultados do Banco Central. De forma simplificada, esse dinheiro entra no caixa único do Tesouro e abre espaço para o pagamento de despesas.

Campos Neto

Já na quinta-feira, está prevista a ida de Campos Neto à CMO, às 10 horas, em audiência conjunta com outras comissões da Casa para prestar contas sobre a condução da política monetária.

Antes disso, o mercado aguarda a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que sai amanhã cedo, em busca de maiores explicações sobre a decisão da semana passada de manter a Selic em 6,5% ao ano.

No comunicado apresentado na semana passada, o Copom reconhece uma piora na dinâmica da atividade econômica, mas reforça sua avaliação de que o grau de incerteza que ronda a economia brasileira ainda é muito elevado, o que justifica sua postura de cautela, serenidade e perseverança na condução da política monetária.

Cautela, serenidade e perseverança parecem ser uma boa recomendação para os investidores ao longo dessa atribulada semana.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Bandeira branca no radar?

EUA devem estender licença da chinesa Huawei para atender clientes do país

Movimento dos EUA pode ser visto como positivo para o fim da guerra comercial com a China já que a companhia foi um dos focos de tensões entre os gigantes

Governador de Minas

‘Governo entra em pautas minúsculas’, avalia Romeu Zema

Em entrevista, governador de MG nega que esteja sendo “tutelado” pelo partido Novo e avaliou que o presidente Jair Bolsonaro deveria “focar em coisas maiores, grandiosas”

Corrida contra o tempo

Tarifa de importação do Mercosul pode cair já em 2020

Com receio de que o grupo político da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner volte ao poder, o governo brasileiro tem pressa

Agora vai?

Governo enviará ao Congresso na próxima semana projeto para destravar privatização da Eletrobras

Proposta deve conter os mesmos itens que estavam na Medida Provisória 879, que não foi votada pela Câmara

Olha quem apareceu

Rede de varejo Le Biscuit, da Vinci Partners, estreia no comércio online

Entrada da empresa no mundo online ocorrerá em etapas e segue uma tendência mundial

Olha a oportunidade aí

Movimentos para ofertas de ações no 2º semestre aceleram

Reuniões com os bancos de investimento se intensificam e companhias começam a fechar acordos para levar as ofertas adiante

Eita!

Chefes da Receita Federal ameaçam entrega de cargos por interferência política

De acordo com apuração, seis subsecretários do órgão estão fechados nessa posição

À beira do abismo

Sob pressão financeira, Oi procura bancos para encontrar saída

Operadora precisa levantar R$ 2,5 bilhões, mas ainda não tem ideia de como fará essa captação de recursos

Batalha contra a desaceleração

China divulga reforma de juros para reduzir custo de financiamento de empresas

Movimento anunciado deve reduzir ainda mais as taxas de juros reais para as companhias do país

Entrevista

Criador da CVM diz que mercado brasileiro não precisa de mais regulação

Para Roberto Teixeira da Costa, momento é de libertar a capacidade criativa das pessoas; em entrevista ao Seu Dinheiro, ele fala sobre mercado de capitais, economia brasileira e a figura do analista de investimentos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements