Elon Musk tem apenas 3 dias para comprar o Twitter. Mas fechar o acordo é vantajoso para o CEO da Tesla?
Se o homem mais rico do planeta quiser evitar levar a batalha com a rede social a julgamento, ele deverá fechar um acordo em, no máximo, três dias

O incômodo e incessante som de tic-tac dos relógios se torna cada vez mais alto aos ouvidos de Elon Musk. Com prazo apertado, o CEO da Tesla tem até as 18h de sexta-feira (28) para fechar a compra do Twitter para escapar dos tribunais.
Quem estipulou o prazo para finalmente encerrar a novela entre o bilionário e a empresa de mídia social foi um juiz do Tribunal de Equidade de Delaware, nos Estados Unidos.
Se o homem mais rico do planeta quiser evitar que a batalha vá a julgamento, ele deverá fechar um acordo com o Twitter em no máximo três dias. Mas não é só.
Ele ainda deve correr contra o relógio para encontrar novas fontes de financiamento para bancar a aquisição multibilionária. Tudo isso em pouco mais de 72 horas. Tic-tac…
Vem acordo pela frente?
Na visão de especialistas, o bilionário deve chegar a um acordo com a empresa de mídia social antes de o tempo acabar. Afinal, se a disputa for a julgamento, as chances de o bilionário perder o caso são relativamente grandes.
Para Fernando Brandariz, professor de direito empresarial, o acordo deverá ser finalizado antes do final do julgamento no Tribunal de Delaware, uma vez que os advogados decidiram retomar as discussões.
Leia Também
Segundo informações da Bloomberg, advogados e banqueiros do Twitter e de Elon Musk estão montando a papelada para fechar o negócio antes de sexta-feira.
Porém, vale destacar que, quando o CEO da Tesla entrou com o pedido inicial para encerrar o processo judicial e comprar a empresa por US$ 44 bilhões, a empresa parecia desconfiar das intenções do bilionário — e destacou que não fecharia um acordo até que o executivo pudesse provar que possui financiamento para arcar com o negócio.
É vantajoso para Elon Musk fechar o acordo com o Twitter?
Na visão de Fernando Brandariz, a melhor opção para Elon Musk é justamente fechar o acordo com a empresa, uma vez que até mesmo os advogados do bilionário afirmaram que a chance de vitória para seguir em frente com a desistência do negócio seria remota.
“A derrota seria muito mais custosa que a realização da opção de compra”, destaca o professor. Segundo o advogado, a vantagem econômica de acertar o acordo não seria apenas para Elon Musk, mas para seu conglomerado como um todo.
Isso porque, se o CEO da Tesla decidisse levar a batalha legal a julgamento e perdesse, ele teria comprar o Twitter pelo valor inicial, além de lidar com encargos advocatícios milionários.
“A chance de derrota no julgamento, o custo dos honorários dos advogados do Twitter, acrescido da multa pela desistência do negócio em si, e, ainda, a indenização pela desvalorização do Twitter tornaria o negócio economicamente inviável, além de sair mais caro que a própria compra”, destacou o professor.
Além do prejuízo financeiro, Fernando Brandariz ressalta que a justificativa de Elon Musk para voltar atrás na compra teria sido baseada em dados falsos.
Isso porque o bilionário usou como fonte uma declaração de um ex-funcionário do Twitter sobre o número de bots na rede social. Acontece que o ponto apresentado por Musk no tribunal não foi comprovado.
Acabou o dinheiro, Elon Musk?
Quando Elon Musk anunciou a compra do Twitter por US$ 44 bilhões, levantou-se o questionamento: como o bilionário iria bancar o negócio? Afinal, a fortuna do bilionário está concentrada em ações da Tesla e ativos de baixa liquidez.
O executivo garantiu que, desse montante, cerca de US$ 21 bilhões viriam da sua própria fortuna, o que provocou especulações de que ele teria de vender uma parcela significativa da sua participação na fabricante de veículos elétricos.
Em abril deste ano, o Apollo Global Management, fundo dono do Yahoo, anunciou que estava disposto a participar do negócio como financiador, mas não havia escolhido a quem emprestaria o dinheiro.
De acordo com fontes familiarizadas à Bloomberg, Elon Musk pretendia conseguir até US$ 6 bilhões de investidores de ações preferenciais. Tudo isso na tentativa de diminuir o valor que ele mesmo teria que desembolsar para pagar a compra bilionária do Twitter.
O financiamento para o negócio ainda incluía US$ 12,5 bilhões em empréstimos que teriam sua participação de 16% na Tesla como garantia.
Além disso, o pacote contava com cerca de US$ 13 bilhões em empréstimos fornecidos por um grupo de bancos liderados pelo norte-americano Morgan Stanley.
No início deste mês, porém, a Reuters informou que as companhias de investimento que estavam inicialmente dispostas a ajudar Musk a fechar a compra da rede social agora já não pretendem emprestar dinheiro para o bilionário.
Segundo a Bloomberg, o interesse em participar das negociações através de empréstimos bilionários teria acabado há meses — já na época em que o CEO da Tesla havia desistido, pela primeira vez, da aquisição.
O que o acordo significaria para o Twitter e para a Tesla?
Se Elon Musk e o Twitter conseguirem fechar um acordo antes de sexta-feira — o que, por consequência, tornará o CEO da Tesla oficialmente dono da rede social —, a empresa de mídia deverá se preparar para uma série de mudanças pela frente.
Isso porque, segundo informações do The Washington Post, a ideia do bilionário é demitir cerca de 75% dos funcionários da plataforma e manter menos de 2 mil empregados na empresa.
Ou seja, se Musk realmente levar o plano para frente após fechar o acordo com o Twitter, estaremos falando de 5,6 mil pessoas na rua.
O conselheiro geral da empresa, Sean Edgett, informou aos funcionários que ainda não havia “nenhuma confirmação dos planos do comprador após a conclusão do negócio”.
De acordo com a revista Time, na última segunda-feira (25), começou a circular entre os funcionários do Twitter uma carta aberta de protesto contra as possíveis demissões.
Porém, para o advogado Fernando Brandariz, caso Elon Musk decida levar a batalha judicial aos tribunais, o bilionário teria que lidar com uma imensa dificuldade financeira — e possíveis grandes impactos nas ações de suas empresas.
“Musk já está com dificuldades de pagar o preço inicialmente acordado, e, se esse valor for acrescido das cláusulas penais do contrato, como indenização e multa, a dificuldade financeira poderá se agravar, com nítidos reflexos nas cotações das empresas do grupo Tesla”, projeta Brandariz.
*Com informações de Business Insider
PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO