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Um castigo na bolsa

Ações do GPA voltam a cair forte após Casino confirmar que estuda opções na AL

Papéis preferenciais do Grupo Pão de Açúcar (GPA) estiveram entre as maiores perdas do Ibovespa nesta quinta-feira (9), em meio ao burburinho cada vez maior em relação aos planos do Casino

9 de maio de 2019
13:41 - atualizado às 18:03
Pão de Açúcar
Ações PN do GPA (PCAR4) tiveram novo dia negativo, em meio às preocupações do mercado quanto aos planos do Casino - Imagem: Jacques Lepine / Estadão Conteúdo

O Casino, dono do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Assaí e Via Varejo no Brasil, veio a público para comentar os rumores de que estaria planejando uma reestruturação de seus ativos na América Latina. E a declaração dos franceses aumentou ainda mais o burburinho no mercado — como resultado, os papéis do GPA foram novamente castigados na bolsa nesta quinta-feira (9).

Em curta nota, o Casino confirmou que estuda diversas opções estratégicas na região, no contexto de uma revisão permanente de seus investimentos. No entanto, a empresa diz que, até o momento, esses esforços não geraram elementos novos que justificassem uma divulgação ao mercado.

O mercado começou a se movimentar no fim da tarde de quarta-feira (8), quando o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, afirmou em seu blog que o Casino planeja combinar os seus ativos na América Latina — no caso, as operações no Brasil com o Grupo Êxito, da Colômbia —, numa estrutura que seria capitaneada pelo GPA.

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Em reação à notícia, os papéis fecharam o pregão de quarta-feira em queda de 7,43%. E, nesta quinta-feira, em meio à indefinição, as ações tiveram nova queda expressiva, fechando em baixa de 4,32%, a R$ 83,99: por volta de 13h30, as ações PN do GPA recuavam 5,96%, a R$ 82,55, o pior desempenho do Ibovespa — na mínima do dia, chegaram a cair 7,95%, a R$ 80,80.

Gráfico com o desempenho das ações PN do GPA (PCAR4) entre 8 e 9 de maio
Gráfico com o desempenho das ações PN do GPA (PCAR4) desde a tarde de 8 de maio

 

O mercado aguarda há tempos pela venda da Via Varejo pelo Grupo Pão de Açúcar, e a eventual reestruturação das operações latino-americanas do Casino pode frustrar essa expectativa.

Em meio a esse noticiário corporativo, o mercado pouco reagiu ao balanço do GPA, divulgado na noite de ontem. A empresa encerrou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido aos acionistas controladores de R$ 149 milhões, um aumento de 94,5% na base anual — os números consideram apenas as operações em continuidade.

A receita líquida do GPA avançou 12% na mesma base de comparação, para R$ 12,7 bilhões, impulsionada especialmente pelo bom desempenho do Assaí, cuja receita chegou a R$ 6,32 bilhões nos três primeiros meses deste ano (+25,1%). A divisão multivarejo gerou R$ 6,38 bilhões de receita (+1,5%).

Em relatório, o Bradesco BBI afirmou que os números do GPA foram fortes, mas ficaram em linha com o esperado. "No entanto, os resultados tendem a ser ofuscados pelo noticiário envolvendo a combinação dos ativos do Casino na América Latina", diz o banco. "As preocupações devem continuar até que informações mais claras sejam providenciadas".

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