Menu
2019-07-22T12:39:52+00:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela Universidade de Federal do Paraná (UFPR). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros veículos.
Para marcar na agenda

Bradesco, Santander, Cielo, GPA e mais seis empresas divulgam balanços nesta semana

Saiba o que esperar dos principais números de cada companhia, numa semana cheia de resultados, e esteja preparado para qualquer eventual surpresa do mercado

22 de julho de 2019
6:30 - atualizado às 12:39
Balanços 22-07
Imagem: Montagem: Andrei Morais

A temporada de balanços das empresas começa nesta semana no Brasil. Ao menos 10 companhias divulgam seus números relativos ao último trimestre. O destaque no período fica por conta do setor financeiro.

O banco Santander Brasil e a empresa de maquinhas de cartão Cielo apresentam seus resultados logo na terça-feira, 23. Enquanto o Bradesco divulga o balanço do trimestre na quinta, 25. Outra companhia que o investidor deve prestar a atenção é o Grupo Pão de Açúcar (GPA) — quarta, 24, é dia dos números da empresa. Outras sete empresas divulgam seus resultados.

Pós-Via Varejo

O GPA viveu um momento histórico nos últimos meses ao se desfazer da sua participação na Via Varejo. Desde 2016 a companhia procurava por um comprador da sua parte na dona da Casas Bahia. Mas a operação só foi concretizada após o GPA receber uma carta do empresário Michael Klein.

O filho do fundador da Casas Bahia se comprometeu a comprar os papeis da companhia em um leilão na B3. A operação, concretizada há cerca de um mês, movimentou R$ 2,3 bilhões.

Com isso, o GPA teve o caminho aberto para priorizar o desenvolvimento do negócio alimentar da companhia — ou seja, as diversas bandeiras de supermercados, sejam elas varejistas ou "atacarejos", como o Assaí.

Embora isso ainda não tenha acontecido, o GPA já deu uma indicação de suas ambições. O francês Casino Guichard-Perrachon, que controla a empresa, apresentou um plano simplificar sua estrutura. As mudanças incluem uma oferta pública para até a totalidade das ações do Almacenes Éxito — uma companhia colombiana de capital aberto.

O grupo também planeja a migração do GPA para o Novo Mercado — o nível mais alto de governança corporativa da B3. Com a medida, o conselho da empresa espera o aumento potencial na base investidores.

O mercado já começou a responder: os papeis PCAR4 sofreram um valorização de quase 15% desde o início do ano, cotados a cerca de R$ 91 nos últimos dias. Já analistas ouvidos pela Bloomberg esperam que o GPA registre um lucro líquido de R$ 262 milhões no segundo trimestre, ante R$ 228,240 milhões do mesmo período do ano passado — uma alta de 13%.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

No meio de uma guerra

No balanço deste trimestre, a Cielo deve continuar sentindo o impacto dos mais novos lances da concorrência no mercado de maquininhas. No final de abril, a empresa registrou uma queda no lucro líquido de 40,4% em relação aos três primeiros meses de 2018.

Os números se devem em parte a tal da guerra das maquinhas — uma série de medidas que beneficiam os clientes e tem acirrado a concorrência no setor. O Itaú, por exemplo, zerou as taxas de antecipação de recebíveis para lojistas. SafraPay e PagSeguro, do grupo UOL, fizeram movimentos parecidos.

Na projeção de analistas, o lucro líquido da Cielo no segundo trimestre será de R$ 457,5 milhões, ante R$ 817,509 milhões do mesmo período de 2018 — o que representa uma queda de 45%.

A expectativa só confirma uma antecipação já feita pela bolsa. Nos últimos 12 meses, os papeis da Cielo (CIEL3) sofreram uma desvalorização de cerca de 55%. A própria diretoria da empresa vê um horizonte similar: em maio ela retirou a projeção de lucro para 2019, que até então era de no mínimo R$ 2,3 bilhões.

Na casa dos bilhões

Bradesco e Santander devem novamente registrar lucro líquido na casa dos bilhões. O banco espanhol no Brasil encerrou março com uma carteira de crédito de R$ 310,714 bilhões - crescimento de 1,8% no trimestre. Foi um desempenho abaixo do registrado pelo Bradesco, que aumentou a carteira de crédito em 3,1% no mesmo período.

Esse é um número para se presentar a atenção. Com um cenário de queda da taxa de juros a níveis históricos, parte dos investidores está desconfiada da capacidade dos grandes bancos de lidar com um cenário menos favorável.

Os balanços dos últimos três meses devem responder a essa questão. Recomendo que você confira esta análise do Vinícius Pinheiro sobre o desempenho das quatro maiores empresas do setor financeiro no Brasil.

Outro número que o investidor deve prestar a atenção no balanço de um banco é a rentabilidade.

No último balanço divulgado, o Santander apresentou um retorno de 21,1%. A projeção dos analistas mostra que o número deve ficar em 21,21% nos últimos três meses. Já o Bradesco deve apresentar um retorno de 20,3%.

Isso significa que o patrimônio dos bancos pode ser remunerado a uma taxa mais de três vezes superior a taxa básica de juros, de 6,5% ao ano.

Em relação ao lucro líquido, analistas ouvidos pela Bloomberg esperam que o Santander registre a cifra de R$ 3,573 bilhões, ante R$ 3,025 bilhões do mesmo período do ano passado. Já o Bradesco deve ter lucro de R$ 6,15 bilhões, ante R$ 5,161 bilhões.

 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Bandeira branca no radar?

EUA devem estender licença da chinesa Huawei para atender clientes do país

Movimento dos EUA pode ser visto como positivo para o fim da guerra comercial com a China já que a companhia foi um dos focos de tensões entre os gigantes

Governador de Minas

‘Governo entra em pautas minúsculas’, avalia Romeu Zema

Em entrevista, governador de MG nega que esteja sendo “tutelado” pelo partido Novo e avaliou que o presidente Jair Bolsonaro deveria “focar em coisas maiores, grandiosas”

Corrida contra o tempo

Tarifa de importação do Mercosul pode cair já em 2020

Com receio de que o grupo político da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner volte ao poder, o governo brasileiro tem pressa

Agora vai?

Governo enviará ao Congresso na próxima semana projeto para destravar privatização da Eletrobras

Proposta deve conter os mesmos itens que estavam na Medida Provisória 879, que não foi votada pela Câmara

Olha quem apareceu

Rede de varejo Le Biscuit, da Vinci Partners, estreia no comércio online

Entrada da empresa no mundo online ocorrerá em etapas e segue uma tendência mundial

Olha a oportunidade aí

Movimentos para ofertas de ações no 2º semestre aceleram

Reuniões com os bancos de investimento se intensificam e companhias começam a fechar acordos para levar as ofertas adiante

Eita!

Chefes da Receita Federal ameaçam entrega de cargos por interferência política

De acordo com apuração, seis subsecretários do órgão estão fechados nessa posição

À beira do abismo

Sob pressão financeira, Oi procura bancos para encontrar saída

Operadora precisa levantar R$ 2,5 bilhões, mas ainda não tem ideia de como fará essa captação de recursos

Batalha contra a desaceleração

China divulga reforma de juros para reduzir custo de financiamento de empresas

Movimento anunciado deve reduzir ainda mais as taxas de juros reais para as companhias do país

Entrevista

Criador da CVM diz que mercado brasileiro não precisa de mais regulação

Para Roberto Teixeira da Costa, momento é de libertar a capacidade criativa das pessoas; em entrevista ao Seu Dinheiro, ele fala sobre mercado de capitais, economia brasileira e a figura do analista de investimentos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements