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Estive no escritório da gestora para entender por que a gestora ainda não pensa em se desfazer da posição na varejista mesmo depois de multiplicar por várias vezes o capital investido nem vê ameaça com avanço da Amazon no país
Se você deseja saber se tem ou não perfil para investir nos fundos da Alaska, nem precisa ler esta reportagem. Basta acessar o perfil no Twitter de Henrique Bredda, um dos sócios da gestora que ganhou os holofotes graças aos retornos fabulosos dos últimos anos.
Quem leu os alertas deixados pelo gestor antes de investir pode reclamar de qualquer coisa, menos que foi pego de surpresa com a queda de 14% na cota do fundo mais agressivo da Alaska no mês passado.
Um sinal de que os mais de 170 mil investidores da gestora que possui um total de R$ 12 bilhões em patrimônio entenderam o recado é que em apenas um dia houve resgates líquidos ao longo de todo o mês passado.
Com a melhora do mercado nas últimas semanas, a Alaska recuperou parte das perdas do mês anterior. Mas na manhã em que visitei o escritório da gestora para esta entrevista o assunto já era outro: a conhecida posição do fundo nas ações do Magazine Luiza.
Tudo porque, dias antes, a toda poderosa Amazon anunciou o lançamento no Brasil do seu serviço Prime, que promete frete grátis nas compras do site e entregas em até 48 horas. A empresa ainda incluiu no pacote mensal de R$ 9,90 a assinatura de seu serviço de TV, música e jogos.
A ameaça cada vez mais presente da Amazon no país não mudou em nada a convicção da Alaska sobre o investimento no Magazine Luiza. Pelo contrário. Mesmo depois de multiplicar por várias vezes o capital investido na empresa, a gestora nem pensa em se desfazer dos papéis.
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“A gente pode dizer que hoje a ação do Magazine Luiza é mais barata hoje do que era em 2015, quando a gente começou a analisar a empresa”, me disse Ney Miyamoto, sócio da Alaska. Não custa lembrar que 2015 marcou a mínima histórica dos papéis da varejista, que hoje vale mais de R$ 50 bilhões na bolsa.
Quem explica essa lógica, que de certa forma fundamenta toda a filosofia da casa, é Eduardo Mestieri, o analista e sócio que atuou diretamente no processo de investimento no Magazine Luiza.
“Em 2015, a nossa percepção da empresa era bem diferente e a gente não tinha a confiança que tem hoje na administração.”
Sobre a Amazon, Mestieri compara o desempenho em diferentes mercados ao afirmar que da empresa de Jeff Bezos ainda terá um longo caminho a percorrer no país. Ele credita uma parte do sucesso avassalador da companhia nos Estados Unidos a uma vantagem tributária em relação aos concorrentes tradicionais.
Já em países onde enfrenta competidores fortes já estabelecidos a Amazon tem enfrentado bem mais dificuldades. “No Japão, um país muito menor que o Brasil, eles levaram 18 anos para igualar o segundo colocado”, afirma o analista da Alaska.
Mestieri não integra o grupo dos apostam no fracasso da Amazon no país, mas também não vê no avanço da varejista americana uma ameaça às empresas nacionais e, em particular, a principal posição do fundo.
“O Magazine Luiza vai ter sucesso com ou sem Amazon”, afirma.
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Antes de investir em qualquer ação, a gestora projeta a taxa de retorno esperada da empresa e compara com a própria taxa requerida no investimento. O trabalho da equipe da Alaska é encontrar na bolsa as ações que apresentem a maior essa diferença entre essas duas taxas.
"Esse trabalho é feito todos os dias com todas as empresas do portfólio", afirma Miyamoto. É por isso que, mesmo depois de multiplicar algumas vezes o capital investido em Magazine Luiza, a gestora ainda avalia que o papel está barato.
"Nós não trabalhamos com um preço-alvo para a ação, a gente sabe que não tem talento para market timing."
Desta forma, a Alaska só pretende se desfazer da posição na varejista quando houver outras ações na bolsa com taxas de retorno mais atrativas.
Além do Magazine Luiza, o fundo tem hoje entre as principais posições os papéis da Rumo, Kroton, Braskem e Klabin.
Também é conhecida no mercado a projeção de Luiz Alves Paes de Barros, um dos sócios fundadores da Alaska e um dos maiores investidores da bolsa brasileira, de que o Ibovespa pode alcançar a marca 100 mil pontos em dólares – pouco mais de 400 mil pontos nas cotações atuais da moeda norte-americana.
Para o lendário investidor, a bolsa brasileira opera em ciclos históricos de alta. No menor deles, que aconteceu nos anos 1980, a valorização foi de 15 vezes em dólar. O maior, que terminou em 1997, rendeu 34 vezes de ganho na moeda do país de Donald Trump.
É por isso que a gestora vê os tombos como os que ocorreram no mês passado como parte do percurso. "A gente não sabe quanto vai ser a bolsa daqui a um ano, mas a nossa mira fica melhor se você estender esse prazo", diz Miyamoto.
Se o cenário da Alaska se confirmar, a expectativa é que eventos como o fatídico "Joesley Day" – quando a cota chegou a ter uma perda de 28% em um único dia – virem um ruído no histórico do fundo para quem olhar o filme completo.
Ainda que estejam mais acostumados aos solavancos, os gestores e sócios da Alaska sentem na pele o mesmo que os cotistas, já que boa parte do patrimônio está investido nos fundos e sujeito às mesmas taxas pagas pelos demais investidores, segundo Miyamoto.
A filosofia de investimentos da Alaska, a volatilidade das cotas (e os tuítes de Henrique Bredda) deixam claro que o fundo não é indicado para quem tem visão de curto prazo.
Vale acrescentar que também não é o tipo de aplicação para a sua reserva de emergência. Se você está em busca de um destino para aquele dinheiro que pode precisar a qualquer momento, esta matéria apresenta três opções.
Quem entendeu os riscos e deseja investir nos fundos também deve ficar ciente de que provavelmente terá um desempenho bem descolado do Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa – para cima ou para baixo. Por tudo isso, o ideal é ter o Alaska como uma opção de diversificação, com uma pequena parcela dentro daquele percentual da sua carteira destinado à renda variável.
A gestora tem fundos com diferentes estratégias, mas o nosso destaque fica com o Alaska Black Institucional. O produto foi lançado no começo de 2017 e replica as principais posições da gestora em ações, mas não atua nos mercados de juros e câmbio.
Quem tem estômago para ainda mais volatilidade também tem à disposição na prateleira das plataformas de investimento o Alaska Black FIC FIA II BDR Nível I. Além de operar em outros mercados, o fundo ainda pode ter posições em recibos de ações de empresas norte-americanas.
O desempenho de agosto mostra bem a diferença entre as estratégias. Enquanto o Alaska Black Institucional fechou o mês com uma queda de 3,29%, o Black II levou um tombo de 14,32%. Mesmo assim, tem um retorno melhor que o irmão mais "conservador" no acumulado desde o início. Confira abaixo mais detalhes sobre os fundos:
Aplicação mínima: R$ 1.000
Taxa de administração: 2% + 20% sobre o que superar o Ibovespa
Patrimônio líquido: R$ 1,575 bilhão
Resgate: 30 dias após o pedido
Data de início: 21/02/2017
Retorno desde o início: 117,84%
Ibovespa: 46,46%
Por onde investir: Ativa, BTG Pactual, Coinvalores, Daycoval, Easynvest, Guide, Mirae, Modal Mais, Nova Futura, Órama, Original, RB Investimentos, Pi, Rico, Necton, Terra, Uniletra, Warren e XP
Aplicação mínima: R$ 1.000
Taxa de administração: 2% + 20% sobre o que superar o Ibovespa
Patrimônio líquido: R$ 615 milhões
Resgate: 30 dias após o pedido
Resgate Antecipado: 5% de multa sobre a cota de resgate
Data de início: 03/01/2017
Retorno desde o início: 131,12%
Ibovespa: 63,61%
Por onde investir: Ativa, Azimut, BTG Pactual, Capital Markets, Coinvalores, Daycoval, Easynvest, Genial, Guide, Mirae, Modal Mais, Nova Futura, Órama, Pi, Socopa, Necton, Terra, Uniletra e Warren
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