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A companhia acumula prêmios internacionais e foi criada pela falta de azeites de alta qualidade no Brasil; o negócio também inclui atividades de olivoturismo
A 28 quilômetros da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, está uma propriedade rural que tem chamado a atenção dos juris internacionais: a Estância das Oliveiras. Com produção própria de azeites extravirgens e experiências de olivoturismo, o negócio fundado por Lucídio Morsch Goelzer recebeu, nesta semana, o título de melhor azeite brasileiro e um dos três melhores no mundo todo.
O premiado foi o rótulo Signature. Durante a competição Anatolian International Olive Oil Competition (Anatolian IOOC), que aconteceu na Turquia,esse azeite recebeu o prêmio Best in Country, como melhor azeite brasileiro comparado a mais de 20 concorrentes.
Mas o grande feito foi estar entre um dos três selecionados pelo Mesopotamia Special Awards, a categoria especial da competição que seleciona os melhores do mundo, ao lado de um azeite produzido na Itália e outro da Turquia — dois países que estão entre os mais relevantes na olivicultura.

A Estância das Oliveiras voltou para o Rio Grande do Sul com outros prêmios na mala.
A marca recebeu três troféus Best in Class, que seleciona os melhores azeites de cada categoria, com os rótulos Signature — o grande protagonista da competição —, Coratina e Los Dos.
Ao todo, foram 10 medalhas de ouro, com todos os azeites inscritos no concurso voltando para casa com algum grau de reconhecimento.
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Rafael Goelzer, diretor da Estância das Oliveiras, conversou com o Seu Dinheiro para contar a história do negócio familiar. Seu pai, Lucídio Goelzer, trabalhava na área de comércio exterior e costumava viajar bastante. Em outros países, ele provou azeites que gostou muito, mas ao voltar para o Brasil não encontrava produtos da mesma qualidade.
Foi aí que, 25 anos atrás, o fundador decidiu começar uma pequena produção de azeites para consumo da própria família.

Em visitas a Portugal, Espanha, Itália, Grécia e países latino-americanos como Peru, Argentina e Chile, Goelzer pesquisou o que tinha de especial na olivicultura dessas localizações e chegou a um fator principal: o terroir.
O conceito francês se refere a um conjunto de características naturais como solo, clima, altitude e topografia.
Na cidade de Viamão, no Rio Grande do Sul, o fundador identificou que as condições eram favoráveis para a produção de azeites.
“A região está cerca de 110 metros acima do nível do mar, tem um solo propício, índice pluviométrico baixo, está a 60 quilômetros do litoral e recebe uma brisa marítima benéfica para as características naturais necessárias para as oliveiras”, explica o diretor.
À princípio, o pai plantou mil árvores.
Foi somente sete anos atrás que o pai, junto à esposa, Sônia, e aos três filhos, Rafael, André — mestre lagareiro, que na olivicultura tem função semelhante à de um enólogo de vinhos ou mestre cervejeiro — e Lucas, decidiram abrir a produção familiar para a comercialização externa.
Atualmente, o diretor da Estância das Oliveiras diz que existem 7 mil árvores de diferentes espécies de azeitonas.
O diretor e filho do fundador explica que o principal fator de diferenciação da Estância das Oliveiras é a obsessão por qualidade.
Como o negócio começou com uma produção focada no consumo familiar e com a inspiração de grandes produtos estrangeiros, o objetivo sempre foi a excelência, mesmo que isso signifique menor quantidade.
Para garantir um padrão melhor, a empresa realiza a colheita precoce da azeitona. Goelzer filho explica que, ao colher o fruto maduro, seria possível produzir de 20% a 30% a mais de azeite de oliva, mas de baixa qualidade. “É tentador economicamente, mas nosso foco nunca foi e nunca será a quantidade”, diz.
Além da colheita precoce, quanto mais rápido é o processamento da azeitona em azeite, maior será o frescor.
“Após colher o fruto, é como se ligasse um cronômetro. São menos de 24 horas para produzir. Quanto menor for esse intervalo, melhor é o azeite. O nosso intervalo médio varia de duas a quatro horas”, afirma.
O tipo de produção da Estância gera, segundo o diretor, benefícios em dois aspectos: ganho gastronômico e propriedades medicinais. Os azeites da empresa têm atingido de 12 a 14 notas de sabor, o que demonstra uma alta complexidade do produto, e conseguem concentrar mais polifenóis antioxidantes do que outros produtos.
A Estância das Oliveiras possui uma coleção de premiações internacionais. Só na safra de 2025, foram 120 prêmios e reconhecimentos. Em 2026, os troféus também já começaram a chegar.
Além da premiação que aconteceu na Turquia, a empresa recebeu a nota de máxima de qualidade no concurso European International Olive Oil Competition (EIOOC) 2026, com o azeite Frantoio. Foi a primeira vez na história que um produto teve esse título e foi considerado pelos jurados “a nota da perfeição”.
A marca também é considerada a mais premiada do Brasil e a terceira em um contexto global.
O diretor explica que a Estância das Oliveiras começou a participar de concursos internacionais para medir a qualidade dos produtos. “Em 2019, tentamos contratar avaliadores renomados para fazer uma análise dos nossos azeites. Mas o orçamento era em euro, muito acima do que a nossa empresa familiar conseguia arcar.”
Foi por conta desse impeditivo que a marca começou a se inscrever em premiações globais. Assim, teriam o feedback de experts do mercado sem o custo do serviço, mas acabaram se destacando em relação aos concorrentes.
Na safra de 2026, a empresa está produzindo 10 tipos de azeites.
O Signature, que recebeu os principais prêmios na Turquia, é um blend que foi criado em homenagem ao fundador da empresa e possui a assinatura de Goelzer. Ele é produzido com a harmonização de três azeitonas: frantoio, coratina e picual. “É bem intenso e considerado o nosso azeite de maior intensidade em termos de picância e amargor.”
Outro que é bastante tradicional no portfólio é o Exclusivo, produzido todos os anos. Ele é um blend de duas azeitonas espanholas, a arbequina e arbosana, e uma grega, a koroneiki. Para o diretor, esse é um produto curinga, que serve tanto para entradas quanto pratos principais por ser bastante equilibrado.
Um ponto que chama a atenção na linha de produtos da empresa é a homenagem familiar. Além do Signature, criado em referência ao pai, há outros azeites que seguem o mesmo objetivo.
O azeite chamado Los Dos, por exemplo, foi criado em homenagem aos filhos gêmeos de André, um dos responsáveis pela empresa. Já o La Mama foi produzido para o aniversário de 80 anos da matriarca família.
O valor mínimo é de R$ 99 para os azeites Exclusivo, Arbequina e Koroneiki, todos em garrafa de vidro. Para o Signature, em garrafa de cerâmica, é necessário pagar R$ 199. Todos são comercializados em 250 mililitros.
É possível comprar os produtos de duas formas: online, em pedidos pelo site ou WhatsApp com envio para todo o país, ou na loja conceito, que fica no Cais Embarcadero, em Porto Alegre.
A produção e venda de azeites não é a única atividade da Estância das Oliveiras. Desde 2020, o espaço é aberto ao público para atividades de olivoturismo, degustações técnicas e visitações guiadas.
O diretor da empresa enxerga que o olivoturismo tem o mesmo potencial do enoturismo, focado na indústria do vinho e já bastante conhecido.
Em 2019, quando se abriu para o mercado, a família percebeu que os consumidores tinham pouca — ou quase nenhuma — informação sobre azeites de qualidade.
Foi pensando nisso que a empresa começou a oferecer visitas no espaço para explicar sobre as características do produto e oferecer degustações. Essas experiências são oferecidas em datas específicas de finais de semana e feriados.
“As pessoas saem dessa visita sabendo identificar se um azeite é extravirgem ou se é uma fraude. Elas voltam para casa como mini experts de azeite de oliva.”
Em maio, por exemplo, a programação da Estância das Oliveiras oferece dois tipos de pacote: o premium e o tarde.
O pacote premium custa R$ 259 por pessoa em um passeio das 12h às 19h30. Ele inclui almoço, caminhada pelo olival, escavada para entender sobre o terroir, visitação no lagar — fábrica de extração do azeite — e degustação dos produtos premiados.
O tarde custa R$ 129 por pessoa das 14h até o pôr do sol e a diferença é que não possui almoço.
Outra fonte de ganhos da Estância das Oliveiras é a reserva do espaço para eventos. O diretor explica que é possível alugar para casamentos, por exemplo, com valores que variam de acordo com a data e o número de participante.
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