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Levantamento da GuruWalk analisou reservas de 150 destinos populares e elegeu os principais para solo trips; saiba quais são

Você já viajou sozinho? Cada vez mais, a chamada solo trip — ou viagem solo —aparece como escolha de quem quer liberdade para montar o próprio roteiro, descobrir uma cidade no próprio ritmo e viajar na época que lhe convém.
Nessa nova geografia do turismo independente, São Paulo se destaca. A capital paulista foi eleita a 3ª melhor cidade do mundo para viajantes solo em ranking divulgado pela plataforma de reservas de tours GuruWalk e repercutido pela revista Time Out.
No caso de São Paulo, 49,5% dos viajantes que reservaram um walking tour pela plataforma fizeram isso sozinhos. A cidade ficou atrás apenas de Toronto, no Canadá, que liderou o ranking com 50,5%, e de Santa Ana, em El Salvador, onde 50% das reservas foram feitas por viajantes desacompanhados. Confira o ranking divulgado pela GuruWalk:

No topo da lista está Toronto, maior cidade do Canadá, com cerca de três milhões de habitantes. O destino combina diversidade cultural, bons museus e bairros limpos, seguros e fáceis de explorar a pé (apesar da cidade também contar com um bom transporte público).
Entre os destaques estão o Distillery District, região histórica de ruas de paralelepípedo, repleta de galerias de arte, lojas e restaurantes.
É em Toronto que também fica a Art Gallery of Ontario, uma das maiores instituições de arte da América do Norte. Já a CN Tower, torre de comunicação com mais de 553 metros, permite uma vista panorâmica do município, sendo uma de suas principais atrações.
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Embora tenha arranha-céus, a maior cidade do Canadá também oferece refúgios ao ar livre, permitindo ao viajante solo alternar o roteiro entre grandes atrações culturais e momentos ao ar livre.

Por exemplo, o visitante pode visitar parques como o High Park, bem como as Toronto Islands, ilhas localizadas a 15 minutos de barco do centro da cidade que dispõem de praias, áreas para piquenique e uma vista impressionante da cidade.

Em segundo lugar aparece Santa Ana, em El Salvador. A cidade é a segunda maior do país e combina arquitetura neogótica (como a Catedral de Santa Ana), ruínas maias e ecoturismo.
O destino funciona como base para explorar algumas das principais atrações naturais e históricas do país, como o Lago Coatepeque, uma cratera vulcânica de águas azuis, e o vulcão ativo de Santa Ana, o mais alto do país.

Enquanto isso, nos arredores, o destaque fica com as ruínas maias de Tazumal e Joya de Cerén, sítio arqueológico conhecido como a “Pompeia das Américas”.
A cidade é atendida por ônibus locais e intermunicipais, além de apps de transporte como Uber, o que facilita deslocamentos para atrações próximas.

Maior cidade da América Latina, com mais de 11,9 milhões de habitantes vivendo apenas no município, São Paulo oferece de tudo um pouco. Tem museus, restaurantes, bares, cafés, arquitetura, parques, exposições, livrarias, vida noturna, feiras e bairros que funcionam quase como pequenas cidades dentro da cidade.
Avenida Paulista, Parque Ibirapuera, Beco do Batman, Centro, Liberdade e Pinheiros são algumas das paradas possíveis, por exemplo. Ainda que o trânsito seja difícil, a capital conta com uma rede ampla de metrô, trens, corredores de ônibus e aplicativos de transporte, o que facilita o passeio.

Capital de Taiwan, ao mesmo tempo que Taipei é uma cidade tecnológica, também mantém uma forte presença de tradições locais. Para quem viaja sozinho, é um destino fácil de circular, afinal, o metrô de lá (MRT) é considerado um dos melhores do mundo, e ainda conta com sinalização e avisos em inglês.
O roteiro pode começar pelo Taipei 101, arranha-céu de 509 metros com vista panorâmica da cidade, e depois passar pelo Museu do Palácio Nacional, que reúne uma das maiores coleções de artefatos imperiais chineses do mundo. Há também os mercados noturnos, como Shilin e Raohe, onde a comida de rua é quase uma atração à parte.

Já para quem quiser esticar a viagem, bairros históricos como Dadaocheng e bate-voltas como Jiufen, famosa pelas casas de chá e lanternas, ajudam a mostrar o lado mais tradicional da cidade.

Capital da Malásia, Kuala Lumpur mistura arranha-céus espelhados, templos coloridos, centros comerciais de luxo e uma cena gastronômica que combina mistura influências malaias, chinesas e indianas. Para quem viaja sozinho, o transporte público é barato e eficiente, com trens, metrô e ônibus.
O roteiro passa pelas Petronas Twin Towers, arranha-céu símbolo da cidade, com 452 metros de altura, pelo KLCC Park, pela Caverna Batu e pelo templo Thean Hou. Além disso, o viajante pode explorar regiões como Bukit Bintang, conhecida pelos shoppings, e Jalan Alor, endereço clássico para provar pratos como nasi lemak, satay e frutos do mar.

La Paz, capital administrativa da Bolícia, fica mais de 3.600 metros de altitude e tem uma geografia que já é atração por si só. O Mi Teleférico, maior rede de teleféricos urbanos do mundo, funciona como transporte público e oferece vistas panorâmicas da cidade e da vizinha El Alto.

No centro, o Mercado das Bruxas revela outro lado da cultura local, com barracas de ervas, poções, artesanatos e itens usados em rituais de oferenda à Pachamama. O roteiro ainda pode incluir a Calle Jaén, rua de paralelepípedos com arquitetura colonial, museus e restaurantes charmosos, além do Valle de la Luna, nos arredores, conhecido pelas formações de argila e arenito que lembram uma paisagem lunar.

Localizada no sul da China, às margens do Mar da China Meridional, Hong Kong é uma metrópole de personalidade própria, que mistura características do Ocidente e Oriente. Ao mesmo tempo que é altamente moderna e tecnológica, também mantém suas tradições chinesas, com templos budistas, taoístas e confucionistas espalhados por toda a cidade.
Essa fusão aparece na arquitetura, na gastronomia, nos templos, nos mercados de rua e nos arranha-céus iluminados que formam seu skyline.
Para quem faz uma viagem sozinho, o passeio pode começar pelo Victoria Peak, ponto alto da cidade, com vista para os prédios e a baía. Outra experiência clássica é cruzar o Porto Victoria no Star Ferry, especialmente ao entardecer. Além disso, na Ilha de Lantau, o Tian Tan Buddha impressiona pelo tamanho e pelo acesso de teleférico. Já o Man Mo Temple e o Mosteiro Po Lin revelam o lado mais espiritual da cidade.

À noite, vale explorar a Avenida das Estrelas, assistir ao Symphony of Lights ou circular pelo Temple Street Night Market. Para compras, o Causeway Bay reúne shoppings, lojas de rua e letreiros luminosos.

A Escópia (Skopje) talvez seja o destino mais incomum do ranking. Localizada ao norte da Grécia, é a capital da Macedônia do Norte, país que declarou independência da Iugoslávia em 1991.
Anteriormente conhecido apenas como Macedônia, o território passou a se chamar oficialmente Macedônia do Norte no começo de 2019. A cidade oferece um roteiro urbano curioso e fácil de percorrer a pé. Sua arquitetura é marcada por contrastes: prédios brutalistas, construções otomanas centenárias e outras modernas.

As principais atrações incluem, por exemplo, a Old Bazaar, a Stone Bridge, a Macedonia Square, a Kale Fortress, a Mother Teresa Memorial House e o Matka Canyon, área natural nos arredores da cidade.

Singapura é outra boa opção para os solo travellers. A cidade-Estado é conhecida por sua infraestrutura eficiente, transporte público fácil e sua mistura de culturas. Além disso, é considerada um dos lugares mais seguros do mundo.
Entre as atrações estão o complexo Marina Bay, o parque botânico Gardens by the Bay, e bairros como Chinatown e Little India. Portanto, é possível circular com facilidade pela cidade, comer muito bem sozinho e encaixar natureza, compras, arquitetura futurista e cultura em poucos dias.

Belgrado fecha o top 10 do ranking. Reconstruída mais de 30 vezes ao longo de 7 mil anos de história, a capital da Sérvia oferece uma experiência menos óbvia do que as capitais europeias mais tradicionais, com preços competitivos, vida noturna e uma atmosfera underground.
A cidade tem como principais atrações a Fortaleza de Belgrado e o Parque Kalemegdan, na confluência dos rios Sava e Danúbio.
O passeio também costuma passar pelo bairro boêmio de Skadarlija, o Museu Nikola Tesla, e a Igreja de São Sava, um dos maiores templos ortodoxos do mundo. À beira-rio, o viajante encontra bares, restaurantes e festas que acontecem nos splavovi (clubes flutuantes).
Segundo a DataIntelo, o mercado global de solo travel foi avaliado em US$ 623,5 bilhões em 2025, e não para por aí. Até 2034, deve chegar a US$ 1,31 trilhão, com crescimento médio anual de 8,6% entre 2026 e 2034m conforme dados da consultoria.
De acordo com a pesquisa, a tendência é impulsionada por mudanças no estilo de vida, conectividade digital e uma valorização cada vez maior de experiências individuais. A DataIntelo aponta ainda que millennials e integrantes da geração Z estão entre os principais motores desse mercado, favorecidos por trabalho remoto, vistos para nômades digitais e plataformas voltadas a quem viaja sozinho.
Para se ter ideia, em 2026, aproximadamente 24% das viagens internacionais de lazer já são feitas por viajantes solo, segundo dados agregados da indústria citados pela DataIntelo.
As buscas também acompanham o movimento. Por exemplo, pesquisas no Google por “solo travel” dobraram entre 2018 e 2023, segundo relatório da Grand View Research. Em janeiro de 2026, o termo registrou 1,6 milhão de buscas, de acordo com o The Luxury Solo Travel Report, da Go2Africa. O mesmo levantamento aponta que as buscas por termos relacionados a viagens solo cresceram 230% em dez anos.
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