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Brasileiros com passaporte eletrônico poderão permanecer até 90 dias no país sem visto; medida acompanha o aumento de turistas no destino

Quem sonha em conhecer o Japão ganhou mais tempo para planejar a viagem. Isso porque o governo japonês decidiu prorrogar, até setembro de 2029, a isenção de visto para brasileiros em viagens de curta duração.
O benefício, que havia entrado em vigor em setembro de 2023, terminaria neste ano. Agora, um novo acordo firmado entre Brasil e Japão estende a medida por mais três anos, mantendo a possibilidade de permanência no país por até 90 dias sem necessidade de solicitar visto.
A renovação foi oficializada por meio de acordo publicado no Diário Oficial da União e também contempla cidadãos japoneses que viajam ao Brasil nas mesmas condições, preservando o princípio de reciprocidade entre os dois países.
A decisão chega justamente em um momento de forte crescimento do interesse dos brasileiros pela “Terra do Sol Nascente”. Segundo a Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO), mais de 110 mil brasileiros visitaram o país em 2025 — um aumento de 29% em relação ao ano anterior.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a isenção do visto vale para brasileiros que viajam ao Japão para turismo, negócios, visitas a familiares, participação em eventos e outras atividades de curta duração, isto é, até 90 dias.
A regra, no entanto, não autoriza o exercício de atividade remunerada no país. Também é válida apenas para portadores de passaporte eletrônico, ou seja, modelos com chip, que são identificados por um pequeno símbolo retangular na capa.
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A renovação representa um alívio financeiro para os brasileiros. Isso porque, desde 1º de julho, o Japão promoveu a primeira revisão das taxas de visto em quase cinco décadas.
Para os países que continuam obrigados a solicitar o documento, o visto de entrada única passou de 3 mil para 15 mil ienes (cerca de R$ 813), enquanto o de múltiplas entradas subiu de 6 mil para 30 mil ienes (cerca de R$ 976). O reajuste representa um valor cinco vezes sobre os anteriores.
De acordo com o governo japonês, a arrecadação adicional será destinada à modernização do sistema de imigração, que enfrenta uma demanda crescente. Para se ter ideia, ao fim de 2025, o país registrava mais de 4,1 milhões de residentes estrangeiros, o maior número da história.
Os recursos também deverão financiar programas de ensino da língua japonesa, reforçar o combate à permanência irregular e ampliar a estrutura responsável pelo processamento dos pedidos migratórios.
A isenção de visto para os próximos três anos não significa que a entrada no país continuará exatamente igual. Isso porque o governo japonês já confirmou a criação do JESTA (Japan Electronic System for Travel Authorization), uma autorização eletrônica semelhante ao ESTA, dos Estados Unidos, e ao ETA, adotado pelo Reino Unido.
A expectativa é que o sistema entre em operação durante o ano fiscal de 2028. Quando isso acontecer, viajantes de países atualmente isentos de visto, como o Brasil, deverão preencher informações antes do embarque, embora continuem dispensados do visto tradicional.
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