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Do driver ao codec, explicamos os features indispensáveis em um over-ear e indicamos os melhores modelos para comprar em 2026

No mercado de tecnologia e lifestyle, um dispositivo que mistura muito bem estilo e desempenho são os headphones over-ear. São aqueles modelos grandões que ficam por cima da cabeça. Com conchas que envolvem as orelhas e garantem (não só) mais conforto, eles costumam ser a escolha de audiófilos ou simplesmente daqueles que buscam maior qualidade de som.
Mas afinal, o que faz um fone custar até dez vezes mais que outro? Drivers, codecs, cancelamento ativo de ruído, áudio especial e por aí vai. A resposta não é tão simples e envolve fatores como engenharia de materiais, processamento digital de áudio e até física.
Para entender melhor todos esses termos, conversamos com Rodrigo Kniest, presidente da Harman no Brasil. Aqui, ele explica o que está por trás de uma experiência de som imersiva.
Diferente dos modelos intra-auriculares, os fones over-ear possuem espaço físico para abrigar drivers (os alto-falantes internos) maiores, geralmente entre 40mm e 50mm. Esse tamanho permite que o fone movimente mais ar, resultando em graves mais profundos, por exemplo, e uma palco sonoro (aquela sensação de distância entre os instrumentos) muito mais amplo.
Mas isso é só o começo. O material do diafragma, uma membrana fina e flexível que vibra para produzir som ao converter sinais elétricos em ondas sonoras, é outro fator importante. Além disso, a ventilação das conchas e o isolamento passivo das almofadas também não podem ser deixados de lado.
“O fator que mais influencia a qualidade sonora é a fidelidade com que o headphone reproduz a gravação original. Isso depende de uma engenharia acústica precisa, que inclui o design dos drivers, a qualidade dos componentes internos e o ajuste da curva de resposta de frequência”, afirma Kniest.
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O Cancelamento Ativo de Ruído (ANC) tornou-se indispensável em um mundo barulhento – especialmente se você mora em São Paulo. A tecnologia que hoje tanto ouvimos falar funciona por meio de microfones que “escutam” o som externo. Com isso, eles emitem uma frequência oposta para anulá-lo antes que ele chegue ao tímpano.
O Áudio Espacial também chega como tendência em 2026, permitindo que o som não seja apenas estéreo, mas tridimensional. É a diferença entre ouvir uma banda à sua frente ou sentir-se no palco com os músicos.
“O cancelamento ativo de ruído isola o ouvinte, permitindo que cada detalhe da música seja apreciado sem interferências externas. Já o áudio espacial cria uma experiência imersiva, simulando um ambiente de som surround”, explica o presidente da Harman no Brasil.
Um erro comum é investir alto em um headphone e usá-lo com uma transmissão de baixa qualidade. No universo Bluetooth, os dados da música precisam ser comprimidos para viajar pelo ar. É aí que entram os codecs, protocolos responsáveis por essa tarefa.
Enquanto codecs como o SBC dão conta do básico, versões avançadas como o LDAC ou o aptX Lossless conseguem transmitir áudio com qualidade de CD sem usar fios.
Rodrigo Kniest ressalta que essa “ponte” é onde muitos usuários perdem qualidade sem perceber.
“Os codecs Bluetooth são fundamentais para a transmissão de áudio sem fio, pois determinam a eficiência e a qualidade da compressão de dados. Codecs avançados garantem uma transmissão com menor latência e maior fidelidade, preservando a integridade do sinal sonoro”, diz o profissional.
Agora que entendemos o básico, confira a seguir algum dos melhores modelos do mercado em 2026.

Uma das opções mais completas da JBL, o Tour One M3 Smart Tx tem como principal diferencial o transmissor Smart Tx, que pode ser conectado a qualquer fonte de áudio por cabo de 3,5 mm ou USB-C e retransmitir o sinal para o fone via Bluetooth ou Auracast. O headphone também inclui cancelamento de ruído True Adaptive 2.0, que ajusta o isolamento em tempo real conforme o ambiente e a vedação das conchas.
A experiência sonora pode ser personalizada com o Personi Fi 3.0, sistema que realiza um teste auditivo para ajustar automaticamente a curva de equalização. O fone ainda oferece espacialização com rastreamento de cabeça por meio do JBL Spatial 360. Além disso, há o recurso Smart Talk, que detecta quando o usuário começa a falar e reduz o volume da música para facilitar conversas rápidas.

Outro destaque da JBL é o Tour One M3, que reúne ótimos recursos dedicados à reprodução detalhada e ao controle do ambiente sonoro. O modelo utiliza drivers de 40 mm com domo de mica ajustados para entregar graves profundos, médios equilibrados e agudos definidos. O DAC integrado permite ouvir áudio sem perdas ao conectar o fone diretamente por USB-C. Já a compatibilidade com o codec LDAC amplia a qualidade da transmissão sem fio ao transportar mais dados do que o Bluetooth convencional.
O headphone também aposta em processamento avançado para imersão e isolamento. O cancelamento de ruído adaptativo 2.0 usa oito microfones para monitorar o ambiente em tempo real e reduzir sons externos de forma dinâmica, com opções de ajuste pelo aplicativo JBL Headphones. Já o sistema JBL Spatial 360 adiciona espacialização com rastreamento de cabeça, mantendo a posição dos elementos sonoros mesmo quando o usuário se move.

A segunda geração do Bose QuietComfort Ultra aprofunda a proposta da Bose de unir cancelamento de ruído e processamento de áudio super avançados. O destaque é o Bose Immersive Audio, sistema de espacialização que busca reproduzir a sensação de ouvir caixas acústicas posicionadas em um ambiente físico, reduzindo a impressão de som concentrado dentro da cabeça. Já os modos Still e Motion usam rastreamento de cabeça para ajustar a posição do áudio conforme o movimento do usuário.
O modelo também incorpora a tecnologia CustomTune, que calibra automaticamente o som ao mapear a acústica do canal auditivo por meio de um breve teste sonoro. O cancelamento de ruído segue entre os melhores do mercado, agora com melhorias no algoritmo ActiveSense para lidar com picos inesperados de som externo. O headphone inclui ainda modo cinema para conteúdos de vídeo, controles por toque e a possibilidade de áudio lossless via USB-C. Já a estrutura é em alumínio e couro.

Lançado em 2025, o WH-1000XM6 é a evolução mais recente da linha de headphones com cancelamento de ruído da Sony. Sucessor do XM5, o modelo traz de volta o design dobrável, atendendo ao pedido de usuários que priorizam portabilidade. No centro do sistema está o novo processador HD Noise Cancelling QN3, que trabalha em conjunto com 12 microfones para ajustar o isolamento sonoro. A função é especialmente útil em frequências médias e altas, como vozes e ruídos.
O fone também aposta em melhorias de conectividade e processamento de áudio, como suporte a LE Audio e Auracast, além de compatibilidade com o codec LDAC e a tecnologia DSEE Extreme para aprimorar arquivos comprimidos. A estrutura inclui dobradiças em aço inoxidável, enquanto recursos como Speak to Chat e Quick Attention facilitam o uso cotidiano. Vale também citar a qualidade das chamadas, com algoritmos de redução de ruído baseados em IA que mantêm a voz clara mesmo em ambientes movimentados.

Precisão sonora via Bluetooth é a proposta principal do HDB 630. Desenvolvido pela Sennheiser, o modelo usa um transdutor de 42 mm ajustado para uma assinatura neutra, com médios detalhados e agudos estendidos. Entre os recursos de processamento, ponto alto é a função Crossfeed, que simula a dispersão de caixas de estúdio para tornar o estéreo mais natural e reduzir a fadiga auditiva.
A personalização também chama atenção. Pelo aplicativo Smart Control Plus, dá para ajustar um equalizador de cinco bandas. Já o dongle BTD 700 incluso mantém conexão Bluetooth estável com transmissão de até 24 bit e 96 kHz em portas USB C. A construção combina alumínio e couro japonês. O sistema de conexão tri modo, por outro lado, permite alternar entre Bluetooth, áudio lossless via USB-C ou cabo analógico de 3,5 mm. O cancelamento de ruído é discreto: o foco aqui é a integridade da reprodução musical.

O Sonos Ace marca a entrada da Sonos no segmento de headphones com forte integração ao ecossistema doméstico da marca. Pensado para dialogar com sistemas de som e TVs compatíveis, o modelo permite transferir o áudio do ambiente para o fone de forma imediata. É, portanto, boa pedida para assistir a filmes ou séries sem interferir no restante da casa. A reprodução inclui áudio espacial com Dolby Atmos, criando uma sensação de maior profundidade sonora.
O sistema de cancelamento de ruído usa oito microfones tanto para reduzir sons externos quanto para melhorar a clareza das chamadas. Ainda vale citar o modo de transparência que mantém as vozes mais nítidas durante chamadas, além do carregamento rápido via USB-C que garante algumas horas de uso após poucos minutos na tomada.

Ainda em sua primeira geração, lançada em 2020, o AirPods Max continua entre as melhores opções do mercado. O motivo? Updates que introduzem, a cada vez ou outra, funções que não deixam o modelo sair do pódio. Sem mencionar, é claro, o design e conforto, sempre um dos pontos fortes da marca. Aqui, o destaque são as conchas de alumínio e uma tiara de malha respirável que distribui o peso de forma bem equilibrada.
Entre os recursos de áudio, o modelo inclui som espacial com rastreamento de cabeça para conteúdos em Dolby Atmos. Assim, ele amplia a sensação de profundidade em filmes e músicas. Também vale mencionar a experiência de uso no dia a dia. O modo de transparência permite ouvir o ambiente com naturalidade, enquanto sensores detectam quando o fone é retirado ou recolocado, pausando e retomando a reprodução automaticamente.
A troca automática entre dispositivos como iPhone, iPad e Mac ocorre sem intervenção do usuário, e a atualização para USB-C adicionou suporte a áudio com fio de maior fidelidade e menor latência.
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