O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com valorização de cultura nacional e do trabalho manual, evento de decoração acerta ao propor um olhar humanizado e cotidiano sobre arte e colecionismo

Muita gente não entende a CasaCor como um evento de arte – “é sobre arquitetura”, “é só decoração” e por aí vai. Mas o que se concretizou nessa edição paulistana, que abriu no Parque da Água Branca no último dia 2, foi uma guinada importante em direção às arte e ao colecionismo.
Com o tema Mente & Coração, a edição propõe uma volta ao único, à valorização da cultura nacional e regional e ao trabalho manual. É uma tentativa de ir na contramão do consumo pelo consumo. Nessa lógica, nada faz mais sentido que arte. Tendo contratado uma curadoria independente para o comissionamento de três obras para campanha oficial, além de uma série de conteúdos que dialogam o valor afetivo do objeto, a CasaCor abre sua edição mais artística.
A proposta saiu da comunicação oficial e foi amplamente abraçada pelos arquitetos participantes. Não que em anos anteriores não houvesse arte: muitos espaços apresentavam propostas com obras em pontos focais. Mas esse adiciona algo diferente: curadoria. As obras estavam ali menos pela sua beleza ou composição cromática, e mais como uma história. E de maneira clara, quase uma novidade pras artes visuais.
Entender arte como recurso de valorização de capital – simbólico, cultural ou social –, é um recurso antigo de decoração. Obras importantes em lugares de destaque comunicam status, prestígio, repertório. Essa é a essência do colecionismo em arte. Mas o que muitos arquitetos propuseram nessa edição vão no sentido contrário da pompa, do luxo e da exclusividade: à sua maneira, a maioria das propostas apresentaram uma versão mais real e palpável de coleções. O resultado mitura design, garimpos, obras de arte e objetos herdados que, objetivamente, não tem valor a não ser o afetivo.
O trunfo de eventos como a CasaCor é propor esse espaço imaginativo que consolida a ideia de que todo mundo é colecionador, mesmo que o valor de uma coleção esteja mais no pessoal do que na casa do milhão.
Leia Também
Quando se fala em colecionador, automaticamente a cabeça imagina um milionário. Mas se tem algo que feiras e eventos ensinam é que a maioria dos colecionadores mais ativos do mercado primário, de artistas vivos e em produção, são pessoas como eu e você. Pense em trabalhadores, profissionais liberais, gente com salário que decide investir em arte.
Boas coleções integram arte no dia a dia, na vida cotidiana. Mais que isso, valorizam esses objetos, não só pelo valor artístico, mas também por seu incentivo a essas carreiras.
A CasaCor é um bom lugar pra desconstruir essa percepção enraizada. Ainda que direcionado a um público consumidor exclusivo e abastado, o evento oferece a oportunidade de ver arte fora do espaço expositivo de uma feira ou galeria e dentro do espaço particular.

Vai além do gosto – e influencia a compra. Como o nome já diz, as Artes Visuais são visuais. O interesse é fundamental. E é o que vai orientar a organização dos espaços, em torno de uma melhor forma de apresentar qualquer obra ou coleção.
E, se até aqui, a relação com a arte é mais estética e financeira que poética, o entendimento de uma coleção como exercício de paixão vai ser fundamental na maioria dos projetos. É ele que determina como uma obra vai ser apresentada e existir fora do espaço de venda. Negar a dúvida do que fazer com arte depois da compra, é negar que todo mundo compra qualquer coisa pensando em quando usar ou onde colocar.
Acontece que falar de arte como decoração, muitas vezes, incomoda. A maioria dos artistas nem quer tocar no assunto, prefere fantasiar que todo comprador é um grande entendedor ou que está institucionalizando sua coleção. Mas a grande verdade é que arte é usada como decoração: quem compra, geralmente, quer ostentar atras de um sofá ou colocar no hall de entrada. E tudo bem.
Aliás, arte em casa é muito mais que quadro na parede. Mais que sustentar artistas e fomentar carreiras, o consumo da arte como decoração é saudável. Ele normaliza uma obra como produto do trabalho artístico – um trabalho como outro qualquer. Tira o conceito de arte de um espaço abstrato e o insere no cotidiano.
Ainda que a maioria dos visitantes não vá comprar ou contratar nenhum desses arquitetos, cada espaço oferece soluções criativas de apresentação e expografia pra arte. Isso é muito bom pra arquitetos, mas fundamental pro artista, que consegue ver como seu trabalho vai ser apresentado e condicionado.
Ao colecionador e investidor, é uma educação fundamental, já que grande parte dos problemas que se tem com arte são de manutenção, condicionamento e restauro. Ter arte é maravilhoso, mas mantê-la depende de uma arquitetura compatível e condições de preservação. E, em 2026, é aqui a CasaCor entrega excelência: com escolhas inteligentes de iluminação, evitando luz direta do sol, longe de umidade e apresentando arte de um forma elogiosa.
ALERTA DE TENDÊNCIA
WISHLIST
PASSARELA NO FUTEBOL
AMOR ANALÓGICO
NAMORAR PRA QUÊ?
ESTRELADOS
ROMANCE INÉDITO
TURISMO WELLNESS
FRANCÊS COM SOTAQUE GAÚCHO
BRAND EXPERIENCE
PRO DIA ‘TERMINAR’ FELIZ
OSCAR DO GIN
EM CLIMA DE COPA
CRÍTICA
NEGÓCIO DA CHINA
ÁGUAS CRISTALINAS
INVESTIMENTO NO AMOR
O CAÇULA DE PUENTE ALTO
AGENTE SECRETO