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Um chileno e um argentino entraram na criteriosa lista Best in Show da Decanter World Wine Awards, que reuniu os 50 melhores vinhos de todo o mundo em 2026

Dois vinhos latino-americanos ficaram entre os 50 melhores do mundo na lista Best in Show do Decanter World Wine Awards, o DWWA 2026. A relação, considerada uma das mais importantes da indústria, representa a elite da viticultura global, com apenas 0,3%, dos 17 mil rótulos inscritos.
Feita através de uma avaliação rigorosa, a seleção reúne 245 dos maiores especialistas do mundo, incluindo 63 Masters of Wine e 24 Master Sommeliers. Aqui, eles se unem em três etapas distintas e exaustivas para chegar aos 50 exemplares com maior qualidade técnica de todo o mundo.
O resultado vem em uma relação diversificada, com impacto não só no mercado europeu, mas em todo o globo. São rótulos de 15 países e uma extensão de variedades, incluindo dois destaques com as pontuações mais altas de 2026: um vinho doce grego e um fortificado espanhol, com 98 pontos cada.
Longe de uma lista para iniciados, o importante aqui é o impacto que menção gera para os vinhos listados. No texto de abertura da seleção, o veículo relembra casos de produtores que afirmam "nunca terem vendido tanto" quanto no dia da publicação. Uma vitrine internacional para a excelência, ainda mais importante para regiões fora do óbvio, como a Áustria, que retorna à lista pela primeira vez desde 2023, ou a Suíça, que estreia este ano com um tinto na Best in Show.
Em uma lista quase totalmente dominada por exemplares europeus, com 38 das 50 entradas, vale a pena olhar para os representantes de outros lugares do mundo. Como os sul-americanos, que aqui chegam em dupla representação.
Produzido em Gualtallary, no Vale do Uco, região de Mendoza, o Rutini Single Vineyard Malbec 2023 aparece celebrado como expressão clássica do Malbec.
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Trata-se de um varietal de vinhedo único localizado a 1.180 metros acima do nível do mar, com 12 meses de envelhecimento em barris de carvalho francês (50% de primeiro uso, 50% segundo uso). O resultado é um vinho intenso, frutado e com notas florais, mas também de pimenta e tabaco.
Do Chile, o destaque foi o San Pedro 1865 Las Lagunas Carmenère 2023. Original do Vale do Maule, este tinto elaborado a partir de Carmenère também passa estágio de 12 meses, majoritariamente em barricas de carvalho francês.

Aqui, o júri destacou o exemplar excepcional da uva Carmenère, reforçando-o como exemplo profundidade de qualidade da viticultura chilena.
Nesta quarta-feira, 17, dia da divulgação do DWWA, o San Pedro pode ser encontrado a partir de (excelentes) R$ 131,96, enquanto o Rutini sai a partir de R$ 449,90.
Enquanto a maioria dos rótulos entrou para a relação com 97 pontos, dois vinhos saíram à frente, com excepcionais 98 pontos na indicação da Decanter.
O primeiro é um Estate Argyros Vinsanto Late Release 2005. Um vinho doce da Grécia, da região de Santorini, acabou descrito como "surpreendentemente bom" pelos jurados. Ele é feito a partir de uvas Assyrtiko, Athiri e Aidani parcialmente secas pelo sol, concentrando aromas de ameixas pretas, melaço e caramelo ao longo de duas décadas.

O segundo foi um jerez Bodegas Tradicion Amontillado VORS 30 Anos, fortificado de Palomino Fino com duas fases de envelhecimento. Produzido em Jerez de la Frontera, sua garrafa pode ultrapassar a marca de R$ 2.250.

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