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Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa
Se você achava que o rali da inteligência artificial (IA) era exclusividade de Nvidia ou Broadcom, é bom olhar de novo para os gráficos. Intel, que por anos pareceu o patinho feio dos chips, engatou uma sequência de nove dias de alta que rendeu US$ 100 bilhões adicionais em valor de mercado.
No acumulado do ano, a ação INTC salta 74%, vindo de um 2025 que já tinha sido forte, com alta de 84%. Com esse desempenho, o valor de mercado da companhia já chega a US$ 322,3 bilhões.
O combustível recente para os fortes ganhos tem nome e sobrenome: Elon Musk. O anúncio de que a Intel participará do projeto Terafab para desenvolver chips para a Tesla, SpaceX e xAI foi o estopim para o novo impulso dos papéis.
E a Intel não parou por aí. Logo na sequência, a Alphabet (dona do Google) confirmou que usará as futuras gerações dos processadores Xeon em seus data centers.
É a validação que o mercado esperava: a tese de que a Intel é um ativo estratégico como foundry — fabricante de chips para terceiros — está ganhando corpo.
Até o Tio Sam está rindo à toa. O investimento do governo dos EUA na Intel agora vale US$ 27 bilhões — três vezes o aporte original.
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Apesar da euforia, o investidor precisa de estômago e cautela. A narrativa é forte, mas os números ainda carregam sinais de alerta amarelos — e alguns bem vermelhos.
A Intel negocia hoje a mais de 90 vezes o lucro estimado para os próximos 12 meses. Para se ter uma ideia, esse patamar é 50% superior ao nível visto no pico da bolha da internet e quatro vezes a média do setor.
No entanto, dos 52 analistas que acompanham a empresa, apenas 10 recomendam compra. O consenso de 3,15 (de um total de 5) é o mais fraco entre os fabricantes de chips.
E mesmo com o rali, as ações INTC ainda estão 8% abaixo da máxima de 2020. No mesmo período, o S&P 500 subiu mais de 100%.
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