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A estrutura passou por ondas de quase 10 metros de altura e ventos intensos antes de alcançar a Antártica.
Uma enorme estrutura flutuante percorreu cerca de 17 mil quilômetros pelos oceanos para se tornar o primeiro porto permanente da Antártica. A peça de aço, com mais de 100 metros de comprimento saiu rebocada do porto de Portland, nos Estados Unidos, e atravessou o Oceano Pacífico e o Oceano Antártico até chegar à base científica de McMurdo, principal centro de operações dos EUA no continente gelado.
A viagem começou em dezembro do ano passado, durou cerca de 69 dias e enfrentou condições severas no mar, especialmente na etapa final do trajeto, já próxima ao continente antártico. Segundo relatos, a estrutura passou por ondas de quase 10 metros de altura e ventos intensos antes de alcançar o destino.
Ao chegar, o equipamento passou a funcionar como um píer flutuante capaz de receber navios de carga e abastecimento, tornando-se o atracadouro mais ao sul do planeta.
De acordo com reportagem do UOL, a estrutura foi projetada para substituir um antigo porto improvisado feito de gelo, usado por décadas para descarregar suprimentos destinados à base científica. Esse sistema, porém, vinha se tornando cada vez mais instável devido ao derretimento sazonal e às mudanças nas condições do gelo, o que dificultava as operações logísticas.
A instalação deve ajudar a reduzir riscos operacionais durante o curto verão antártico, período em que a maior parte dos navios consegue chegar ao continente.
Localizada na Ilha de Ross, às margens do Mar de Ross, McMurdo é a maior estação científica da Antártida. Durante o verão antártico, o local pode receber mais de 1.000 pessoas, entre cientistas, técnicos e militares, e depende de navios para receber combustível, alimentos e equipamentos essenciais para as missões científicas.
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Com o novo píer metálico, a expectativa é tornar o abastecimento da base mais seguro e eficiente, reduzindo riscos durante o curto período do ano em que embarcações conseguem chegar ao continente gelado.
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