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Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)

Dizem que, para dançar um bom tango, são necessários dois — mas, na Argentina de Javier Milei, quem está ditando o ritmo é a Casa Rosada. Após apresentar uma coreografia de ajuste fiscal e reformas estruturais, o governo argentino convenceu o Fundo Monetário Internacional (FMI) a acompanhar seu passo.
O resultado dessa sintonia fina foi o anúncio de um acordo técnico para a segunda revisão do programa atual, que promete liberar um 'cachê' de US$ 1 bilhão para reforçar o caixa do país. O montante agora só depende do aval final do conselho executivo do FMI.
Enquanto o mercado observa atento cada movimento de Milei, o investidor brasileiro — que não tira o olho do vizinho pela proximidade e pelo custo das viagens — começa a se perguntar: será que a economia argentina finalmente encontrou o equilíbrio no salão?
O avanço, segundo o FMI, é fruto de um "fortalecimento do ímpeto reformista". Milei e sua equipe econômica entregaram o que o mercado — e o Fundo — queriam ver:
O objetivo desse pacote é claro: consolidar a desaceleração da inflação, garantir estabilidade externa e pavimentar o caminho para que a Argentina volte a acessar os mercados de forma sustentável.
No campo das contas públicas, a regra de ouro continua sendo o equilíbrio em caixa. A meta é um superávit primário de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina em 2026, sustentado por um controle rígido de gastos, sem deixar de lado a assistência social focalizada.
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Já na política monetária, nada de afrouxamento. O compromisso é manter as taxas de juros em patamares restritivos para garantir que a inflação continue perdendo fôlego.
Para o setor externo, a meta é ambiciosa: a Argentina projeta um aumento de pelo menos US$ 8 bilhões nas reservas ainda este ano, com o banco central mantendo o ritmo de compra de divisas.
Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Milei passa de ano com louvor nas provas do FMI.
Em agosto de 2025, na primeira revisão, a Argentina já havia garantido um desembolso de US$ 2 bilhões. Naquela ocasião, o Fundo elogiou a transição suave para um regime cambial mais flexível e a manutenção do crescimento econômico.
Além dos dólares do FMI, o plano de financiamento argentino para 2026 inclui emissões de dívida, venda de ativos e reformas estruturais para estimular o emprego formal e a produtividade.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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