O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, e Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, ligaram a luz amarela para essa indústria já no final do ano passado
“Meu alerta dispara quando coisas assim acontecem. Talvez eu não devesse dizer isso, mas quando você vê uma barata, provavelmente há mais. Então, todos devem estar avisados”. Foi assim que, quatro meses atrás, Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, alertou o mercado sobre uma bolha prestes a estourar nos EUA.
Embora haja o temor de que os investimentos bilionários em inteligência artificial (IA) e os valuations esticados das big techs possam levar a uma nova crise, Dimon estava falando de um temor que se espalha no mercado financeiro: o crédito privado.
O mais recente sinal veio nesta semana, quando as ações da Blue Owl Capital caíram quase 6% depois que a gestora vendeu US$ 1,4 bilhão em ativos de empréstimos mantidos em seus três fundos privados de dívida.
A maior parte da venda veio de um fundo de crédito privado semi-líquido comercializado para investidores de varejo dos EUA, chamado Blue Owl Capital Corporation II, que deixará de oferecer opções trimestrais de resgate aos investidores, reacendendo o debate sobre o estresse que ressurge em um dos segmentos que mais cresce em Wall Street.
As preocupações com o crédito privado nos EUA voltaram à tona depois que investidores começaram a avaliar a possibilidade de ferramentas de IA acabarem com modelos tradicionais de software corporativo — um grupo grande de tomadores de empréstimos privados.
Mas o temor de que o excesso de alavancagem, valuations nebulosos e estresse no crédito poderia provocar uma crise sistêmica profunda não começou agora.
Leia Também
Em setembro do ano passado, o primeiro alerta ganhou força com o First Brands Group. A fabricante de autopeças altamente alavancada enfrentou dificuldades financeiras, escancarando estruturas de dívidas agressivas que se acumularam silenciosamente durante anos de financiamento facilitado.
Em seguida, o Tricolor, banco focado no setor automotivo, entrou em colapso em meio a alegações de fraude — o JP Morgan sofreu uma perda de US$ 170 milhões com o caso.
Foi neste momento que Dimon alertou o mercado sobre as baratas. Ambas as empresas eram respaldadas por crédito privado dentro do chamado shadow bank, que não é diretamente regulado e não é obrigado a divulgar o nível de risco em suas carteiras.
A questão é que bancos regulados como o JP Morgan estão expostos ao setor de crédito privado, seja emprestando diretamente a empresas privadas ou emprestando às próprias empresas de crédito privado.
As conexões entre bancos e crédito privado levantaram preocupações sobre as consequências de uma crise mais profunda em uma indústria avaliada em US$ 3 trilhões.
O problema fundamental dos acordos de mercado privado são os compromissos plurianuais que não se alinham com os resgates trimestrais.
"Quando os tempos estão bons, os fluxos de caixa cobrem os pedidos normais de resgate. Quando os tempos estão difíceis, os pedidos aumentam e vira uma corrida para o fundo", disse Michael Shum, CEO da Cascade Debt, que desenvolve softwares de infraestrutura para credores de crédito privado e baseados em ativos.
Em relatório recente, o UBS Group alertou que, em um cenário agressivo de disrupção, as taxas de inadimplência no crédito privado dos EUA poderiam subir para 13%, acima do estresse projetado para empréstimos alavancados e títulos de alto rendimento, que o banco suíço estima que podem chegar a cerca de 8% e 4%, respectivamente.
O economista-chefe da Moody’s Analytics, Mark Zandi, disse que, embora seja difícil fazer uma avaliação completa dos riscos no setor devido à sua opacidade, o rápido crescimento do empréstimo relacionado à IA, o aumento da alavancagem e a falta de transparência são consideráveis "sinais amarelos".
"Certamente haverá problemas significativos de crédito, e embora a indústria de crédito privado provavelmente consiga absorver quaisquer perdas razoavelmente bem, isso pode não ser o caso daqui a um ano, se o crescimento atual do crédito continuar", disse.
No Brasil, Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, já havia alertado sobre os problemas ligados ao crédito privado nos EUA.
Em um painel do Fórum de Investimentos da Bradesco Asset, em novembro do ano passado, o gestor afirmou que a indústria de crédito high yield (de alto risco e alto retorno) lá fora migrou em peso para as empresas de software nos últimos anos.
Naquele momento, Goldberg já dizia que esse movimento era um problema, uma vez que boa parte desses serviços poderia ser disruptada pela inteligência artificial.
“A indústria de crédito inteira migrou para software. Se olharmos a média histórica dos últimos 30 anos, em torno de 2% a 6% do mercado de high yield é absorvido por essa indústria. Hoje, esse número está em torno de 10%. Ou seja, uma em cada dez operações globais desse tipo está concentrada em software”, disse Goldberg na ocasião.
O que ele quer dizer é que houve uma migração em massa para financiar empresas de software — mesmo as mais arriscadas —, uma vez que havia uma avaliação de que a relação entre risco e retorno seria favorável, já que essas companhias são vistas como modelos com certa previsibilidade.
A equipe ainda não venceu nenhuma partida pela Premier League em 2026, acumula cinco derrotas consecutivas na competição e olha para o precipício.
A Memvid afirma ter criado uma camada de memória capaz de permitir que sistemas de IA realmente lembrem do que foi perguntado
A estrutura passou por ondas de quase 10 metros de altura e ventos intensos antes de alcançar a Antártica.
Gigante da tecnologia pretendia captar até US$ 42 bilhões, mas interesse massivo pode colocar operação entre as maiores já registradas no mercado de bonds dos EUA
Fifa pode tomar qualquer medida que considerar necessária caso uma nação desista ou seja excluída da Copa do Mundo
BofA analisa o impacto do conflito no Oriente Médio e aponta quais empresas brasileiras oferecem o melhor colchão contra a aceleração da inflação e a alta dos juros
Considerada por muitos fãs e críticos como a melhor parte de JoJo’s Bizarre Adventure, a saga Steel Ball Run finalmente ganhará adaptação em anime. A aguardada estreia acontece no dia 19 de março, quando a plataforma de streaming lança o primeiro episódio da história criada por Hirohiko Araki. Publicada originalmente entre 2004 e 2011, a […]
Assembleia alcança consenso unânime sobre o novo líder supremo do Irã, sob o critério de ser ‘odiado pelo inimigo’
Presidente dos Estados Unidos fez novas ameaças ao Irã em seu perfil no Truth Social neste sábado (7)
Walter Maciel diz que os Estados Unidos têm algo que o Brasil não tem: uma política de Estado que olha para gerações
Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país
De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial
A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo
O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed