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Para se ter uma ideia do tamanho do estrago, a saída anterior havia sido de US$ 4,51 bilhões. O movimento rendeu à semana o amargo título de pior resultado semanal desde dezembro de 2024.

Se o mercado financeiro fosse uma balada, a última semana de junho foi aquele momento em que acenderam as luzes, desligaram o som e todo mundo correu para a saída ao mesmo tempo. E o pior: ninguém quis esticar a noite no after das ações dos mercados emergentes.
De acordo com dados do pelo Bank of America, o mercado de ações norte-americano sofreu uma verdadeira fuga das galinhas entre 25 e 30 de junho. Segundo o banco, um ataque agudo de aversão ao risco fez o investidor preferir o conforto do sofá de casa (renda fixa).
O fluxo de saída de recursos das ações nos EUA escalou de forma impressionante. Nos últimos cinco dias de junho, os investidores sacaram US$ 34,19 bilhões.
Para se ter uma ideia do tamanho do estrago, na semana imediatamente anterior, a saída havia sido de US$ 4,51 bilhões. O salto rendeu à semana o amargo título de pior resultado semanal desde dezembro de 2024.
Segundo o BofA, bateu o medo. O apetite por risco despencou e o dinheiro precisou encontrar um novo esconderijo.
Quando a bolsa assusta, a renda fixa abraça. Na busca por um porto seguro, os investidores gringos mostraram uma seletividade cirúrgica.
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O destino favorito desse capital amedrontado foram os fundos de títulos com grau de investimento e os ETFs (fundos de índice). Eles atraíram US$ 7,82 bilhões no período.
Esse fluxo permaneceu praticamente imune ao caos externo, mantendo-se estável em relação aos US$ 7,67 bilhões captados na semana anterior. É o equivalente financeiro a trancar a porta e tomar um chá de camomila.
Se quando Wall Street espirra, o resto do mundo pega um resfriado, os mercados emergentes não escaparam dessa onda de cautela.
A desaceleração dos fluxos globais atingiu em cheio os títulos de mercados emergentes. O que já não era uma enxurrada virou um gotejamento: a alocação despencou para US$ 9 milhões ante os US$ 72 milhões da semana anterior.
Esses são os números do BofA. Se olharmos os dados da B3, vamos ver que o gringo saiu pelo segundo mês consecutivo da bolsa brasileira, embora o saldo do ano ainda siga maior do que o de 2025.
Os estrangeiros retiraram R$ 7,785 bilhões da bolsa, o que reduziu o saldo positivo de 2026 para R$ 33,847 bilhões, a metade do recorde de R$ 69,070 bilhões registrado em 14 de abril. Ainda assim, o montante é 26% superior ao do primeiro semestre do ano passado.
O movimento se deve tanto a fatores externos quanto internos. Lá fora, as negociações em torno do fim da guerra entre EUA e Irã reacenderam o interesse pelos mercados asiáticos, juntamente com a busca por ativos relacionados à tecnologia e à inteligência artificial (IA), muito mais fortes em países como a Coreia do Sul e Taiwan.
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