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No acumulado de 2026, R$ 10 bilhões deixaram o mercado brasileiro, segundo cálculos do Bank of America

O Ibovespa subiu 3.400 pontos em um minuto nesta sexta-feira (10), mas o índice ainda está longe da performance do início do ano, quando encostou nos sonhados 200 mil pontos. E se você ainda espera uma enxurrada de dólares para embalar a bolsa brasileira, é melhor puxar o freio de mão.
Estudo do Bank of America (BofA) mostra que o investidor estrangeiro continua olhando para o Brasil e para a América Latina com uma boa dose de gelo.
Enquanto fundos dedicados à América Latina sofrem com a seca, mercados emergentes que respiram tecnologia estão operando como verdadeiros ímãs de capital.
Para entender o tamanho da debandada, precisamos olhar para o histórico recente. O investidor internacional não está ensaiando uma saída — ele já está com as malas prontas há três anos.
No acumulado de 2026, R$ 10 bilhões deixaram o mercado brasileiro, segundo cálculos do Bank of America. Embora o número assuste, o ritmo diminuiu na comparação com o passado recente, como mostra o histórico de saldo negativo:
Mas nem tudo foi tragédia. Recentemente, os fundos de ações no Brasil registraram uma entrada tímida de US$ 100 milhões. Parece pouco, mas quebra a tendência dolorosa do primeiro trimestre de 2026, quando o mercado sangrava, em média, R$ 600 milhões por semana.
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Se o dinheiro está saindo daqui, para onde ele vai? A resposta está na Ásia. Enquanto o Brasil e os vizinhos latinos ficam de escanteio, os mercados emergentes (excluindo a China) registraram uma entrada de US$ 3,3 bilhões em apenas uma semana.
O fluxo global está rotacionando pesadamente para países como Coreia do Sul e Taiwan. O motivo é simples: o investidor global está obstinado por inteligência artificial, semicondutores e tecnologia de ponta.
Diante desse banquete tecnológico, o cardápio da América Latina — focado majoritariamente em commodities e bancos — acaba perdendo o brilho.
Sem o fluxo estrangeiro pesado para inflar todas as ações sem distinção, o mercado brasileiro virou um jogo de escolhas cirúrgicas.
O impacto dessa escassez de dólar fica evidente quando analisamos dois filtros quantitativos acompanhados pelos analistas do BofA: as empresas de crescimento contra as empresas de valor.
Inspirada nas gigantes de tecnologia norte-americanas, esta cesta reúne empresas com forte tese de crescimento, digitalização ou eficiência: Mercado Livre, Nubank, Weg, BTG Pactual, Raia Drogasil, Localiza e Itaú.
2. As sete inesquecíveis (viés de valor)
Esta seleção é composta pelas velhas conhecidas do mercado, gigantes tradicionais e estatais focadas em valor e commodities: Petrobras, Vale, JBS, Banco do Brasil, Ambev, Bradesco e Gerdau.
Por serem papéis historicamente muito visados pelo investidor estrangeiro, eles sentem mais a falta do fluxo externo.
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