Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
QUEM ME PAGA?

O que acontece com os CDBs do Banco Master se a liquidação extrajudicial for revertida?

Especialistas descartam reversão da liquidação e explicam por que o FGC continua responsável pelo pagamento aos investidores

Controladores e administradores do Banco Master tiveram seus bens bloqueados pelo Banco Central - Imagem: IA/ChatGPT

Quem achou que o nome “Banco Master” ia desaparecer com a decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira se viu bastante errado. O caso deixou o universo financeiro para ganhar as manchetes políticas e judiciais no fechar das cortinas de 2025.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do Banco Central foi parar na Polícia Federal (PF), chegando ao Supremo Tribunal Federal (STF), desviando para o Tribunal de Contas da União (TCU).  

Enquanto isso, investidores dos CDBs do Master seguem à espera do ressarcimento do dinheiro.  

Quando o Banco Central liquidou o banco de Daniel Vorcaro, em 18 de novembro, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que o prazo médio para o pagamento seria de 30 dias. Passados 50 dias, não há qualquer novidade sobre o ressarcimento.  

Para piorar, a hipótese improvável — para não dizer impossível — de reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master passou a ser aventada por figuras públicas e noticiada de forma tão recorrente, que os investidores não sabem mais o que pensar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, quem vai pagar os CDBs do Master? A reversão da liquidação é, de fato, uma possibilidade?  

Leia Também

Conteúdo Market Makers

Essa inteligência artificial ‘caiu nas graças’ do mercado, e ela também pode ajudar você a investir melhor; saiba como

Conteúdo Empiricus

Comprar apartamento na Vila Mariana lidera buscas de investidores, mas estratégia ‘alternativa’ pode render até 10 ‘aluguéis’ mensais

O Seu Dinheiro conversou com Roberto Luis Troster, sócio da consultoria Troster & Associados e ex-economista-chefe da Febraban e da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), e com Ricardo Rocha, coordenador do programa de finanças avançadas do Insper, para jogar luz no cenário nebuloso que envolve o banco liquidado.  

A liquidação do Master pode ser revertida? 

Poder, pode. Mas isso nunca aconteceu antes, e as fontes consideram a situação tão improvável que beira o impossível.  

A primeira hipótese de reversão da decisão do BC foi sugerida pelo TCU, que depois voltou atrás e disse que era uma prerrogativa do STF. Porém, pelo desenho constitucional, não é de nenhum dos dois.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão sobre liquidação de instituições financeiras cabe ao Banco Central, no âmbito administrativo e regulatório, visto que é a instituição responsável por garantir a integridade do sistema financeiro brasileiro e que fiscaliza e monitora as instituições financeiras do país.  

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, veio a público nesta quinta-feira (8) para reafirmar este fato e dizer que este é o entendimento do governo federal. 

"Essa competência pertence ao Banco Central, que tem técnicos muito especializados que fazem monitoramento e, portanto, têm ampla capacidade técnica. Então, qualquer palpite fora disso é isso, palpite", disse o ministro.  

Para além da questão da competência, há o problema financeiro. O Banco Central decretou a liquidação devido a “grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira”.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras, o banco de Daniel Vorcaro não tinha dinheiro para se sustentar.  

A tentativa de compra pelo Banco de Brasília (BRB), que levou às investigações de fraude e ao cenário atual, se deu justamente porque o Master precisava de recursos para manter sua operação. 

“Consideremos a hipótese absurda de o banco voltar a existir. No segundo seguinte, o que todas as pessoas que têm dinheiro depositado ou investimentos no Master vão fazer? Resgatar. Vai ocasionar uma corrida bancária e quebrar de novo”, diz Rocha, do Insper.  

Troster é ainda mais contundente: “Eu diria que é impossível. Nunca aconteceu em casos menos problemáticos, não tem como reverter”, afirma.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem paga os CDBs do Master?  

O pagamento segue nas mãos do FGC.  

Em resposta ao Seu Dinheiro, o Fundo Garantidor de Créditos afirmou que aguarda a lista de credores para dar continuidade ao processo de pagamento. Inicialmente, a estimativa era que essa lista tivesse 1,6 milhão de CPFs com depósitos e investimentos elegíveis ao pagamento da garantia.  

Para Troster, o escrutínio em cima do Master, com uma série de investigações acontecendo ao mesmo tempo, pode estar atrasando o fechamento da lista. Entretanto, o economista não tem dúvidas que o FGC irá honrar o compromisso de pagamento — ainda que não seja célere. 

Lembrando que o FGC cobre valores aplicados nos CDBs do Banco Master até o limite de R$ 250 mil por CPF, considerando o principal mais os juros até o dia 18 de novembro, dia da liquidação pelo BC.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A soma de aportes + rendimentos precisa ficar abaixo dos R$ 250 mil para um ressarcimento completo pelo fundo garantidor. 

Dentro do processo de ressarcimento de valores pelo FGC, o envio da lista de credores pelo banco liquidado é a etapa mais demorada. 

Ainda assim, os quase dois meses — e contando — desde o dia da liquidação é o prazo mais longo de espera desde a quebra do Banco Rural, em 2013.  

Também pesa o volume da operação: os R$ 41 bilhões a serem ressarcidos são a maior garantia da história do FGC.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Infelizmente, até que a lista chegue e o fundo dê início aos pagamentos, o que o investidor pode fazer é garantir o cadastro no aplicativo do FGC, com dados atualizados e notificações ativas para não perder os comunicados. 

Se deixar para a “hora H”, o sistema pode travar por excesso de acessos e causar transtornos. Quem já está com o cadastro validado, com biometria facial e documentos validados, já agiliza o processo.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ilustração sobre inteligência artificial 25 de junho de 2026 - 10:00
25 de junho de 2026 - 7:03
research ideas; btg pactual; trader 24 de junho de 2026 - 14:00
Leão (em referência à Receita Federal) segurando um celular com o logo do Pix. A imagem tem uma placa da restituição de imposto de renda 23 de junho de 2026 - 7:20
Pix automático 27 de maio de 2026 - 14:17

PROBLEMAS DE PAGAMENTO

Pix fora do ar: clientes de 8 bancos relatam instabilidade

27 de maio de 2026 - 14:17
Governo antecipa décimo terceiro salário de aposentados e pensionistas do INSS. 27 de maio de 2026 - 12:00
Cartão 27 de maio de 2026 - 7:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar