INSS vai garantir seu futuro? Dos mais ricos aos mais pobres, brasileiros apostam todas as fichas na Previdência Social
Planejamento de longo prazo segue distante e apenas na intenção da maior parte da população

Aposentar. Para muitos brasileiros essa é uma realidade distante, quase abstrata. Longe ao ponto de não se pensar nela — quem dirá se preparar financeiramente para esse futuro.
Segundo o Raio X do Investidor Brasileiro 2026, levantamento anual feito pela Anbima em parceria com o Datafolha, a maior parte da população (84%) chega à vida adulta sem nenhum plano concreto de renda para o futuro — e, em muitos casos, sem sequer saber como pretende se sustentar quando parar de trabalhar.
- Um em cada dez brasileiros afirma não saber de onde virá o dinheiro na aposentadoria.
- Três em cada dez dizem não ter começado uma reserva para a aposentadoria e nem pretendem começar.
“A distância temporal reduz a sensação de urgência e faz com que as pessoas priorizem decisões financeiras de curto prazo, mesmo entre quem tem consciência da importância de estar preparado para a velhice”, diz o relatório da Anbima.
SAIBA MAIS: Agora você pode salvar suas matérias favoritas do Seu Dinheiro. Clique em “Salvar”, logo abaixo do título, e reveja suas matérias preferidas quando quiser aqui no SD Select
A questão é que não falta apenas a ação — as respostas mostram ausência de caminho.
O futuro delegado ao INSS
Na ausência de reserva própria, os brasileiros recorrem à previdência pública como principal — e muitas vezes única — estratégia de renda no futuro.
Leia Também
O professor de Warren Buffett: as referências filosóficas do value investing de Benjamin Graham
De acordo com o Raio X do Investidor, 60% das pessoas não aposentadas afirmam que pretendem se sustentar com o INSS quando deixarem o mercado de trabalho.
E esse é um número que aumentou nos últimos anos. O piso foi verificado em 2022, quando o INSS era a resposta de 51% dos entrevistados.
Uma parcela que está diminuindo afirma que dependerá do próprio salário (de 18% para 15% em um ano), indicando que não tem intenção de parar de trabalhar.
Um grupo menor (13%) diz que contará com suas aplicações financeiras, enquanto a previdência privada é indicada por apenas 5% dos respondentes.
Problemas no caminho
A aposta quase coletiva no INSS ocorre em um momento delicado para o sistema previdenciário. O Brasil passa por uma crise estrutural da previdência pública, pressionada pelo envelhecimento acelerado da população, pela informalidade no mercado de trabalho e por desequilíbrios fiscais.
Hoje, quase 3 milhões de brasileiros enfrentam filas para conseguir dar entrada ou concluir pedidos de aposentadoria, mesmo após esforços recentes do governo federal para reduzir o tempo de análise.
Há também o problema do valor pago. A maioria dos benefícios do INSS está concentrada no piso previdenciário, de R$ 1.621 em 2026. O teto chega a R$ 8.475,55, mas é bem difícil de se conseguir.
Para a população das classes C, D e E, esses valores (corrigidos pela inflação ao longo do tempo) podem se enquadrar no padrão atual de vida. Pelo levantamento, a renda média da classe C é de R$ 3.565, enquanto a da classe D/E é de R$ 2.144.
Para a classe A/B, no entanto, essa renda média sobe para R$ 9.355, razoavelmente acima do teto do INSS. Ainda assim, 50% da população mais rica afirmou que a Previdência Social será sua fonte de sustento na aposentadoria.
- SAIBA MAIS: Vai se aposentar? Regras de transição para aposentadoria do INSS mudaram na virada de 2025 para 2026; veja como ficaram
De acordo com a Anbima, esse dado mostra uma discrepância relevante entre expectativa e realidade, principalmente para essa classe social mais abastada.
Atualmente, as rendas já não são compatíveis. Se ao longo dos próximos anos for feita uma reforma previdenciária, como muitos economistas afirmam ser necessário, essa diferença deve aumentar ainda mais, com diminuição do teto ou a ausência de ganho real (acima da inflação).
Expectativas sobre a aposentadoria
A pesquisa da Anbima indica que a maioria da população projeta deixar o mercado de trabalho entre 60 e 69 anos — uma expectativa que já reflete a elevação da idade mínima para se aposentar e a percepção de que trabalhar mais tempo será necessário.
Há uma parcela significativa da população (57%) que ainda não começou sua reserva para a aposentadoria, mas afirmou que pretende começar. Há também um percentual pequeno (16%) que já iniciou sua reserva.
Acontece que, mesmo olhando o copo meio cheio, o resultado aponta um cenário em que o planejamento de longo prazo é frágil.
A Geração Z e os Millennials destoam um pouco do retrato geral. Eles são os mais atentos ao debate sobre previdência pública — ainda que a poupança efetiva continue baixa.
Entre os jovens, a proporção dos que ainda não começaram a formar reserva, mas afirmam que pretendem começar, é a maior entre todas as gerações: 66% da Geração Z e 58% dos Millennials.
Entretanto, a Anbima pondera sobre como essa população ainda não tem uma vida financeira estável. Muitos estão em fase inicial de carreira, enquanto outros estão na universidade.
O grande desafio é mover o discurso do “pretende” para o “começou a guardar”. Até porque, quanto antes iniciar, mais resguardado o futuro estará.
NA PONTA DO LÁPIS
Está difícil achar inquilino para o seu imóvel? Veja se vale a pena vender para aplicar na renda fixa e ganhar dois dígitos
31 de agosto de 2026 - 6:01BOMBOU NO SD
Partilha de herança, TotalPass para pessoa física e como usar o Tesouro Direto para se aposentar: confira as mais lidas da semana
30 de agosto de 2026 - 12:10Conteúdo BTG Pactual
O fundo de renda fixa que financia o tênis brasileiro: Match Point Brasil, da EQI, completa um ano e projeta R$ 1 bi de patrimônio
27 de agosto de 2026 - 9:53PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO
Heranças agora podem ser divididas de forma desigual, entende STJ; saiba quando um herdeiro pode receber mais que outro
24 de agosto de 2026 - 6:03LOTERIAS
Sortudo de Blumenau (SC) acerta a Mega-Sena sozinho e leva R$ 57,2 milhões
23 de agosto de 2026 - 11:45Conteúdo Empiricus
Tesouro IPCA+ 2026: Com 258% de retorno em 10 anos, vencimento distribui mais de R$ 258 bilhões para investidores; confira o que fazer com o dinheiro
20 de agosto de 2026 - 11:30DINHEIRO PINGANDO NA CONTA
Ações, renda fixa e até bitcoin com dividendos: como funcionam os ETFs que geram renda extra mensal que pode superar 1% ao mês
19 de agosto de 2026 - 6:08Conteúdo BTG Pactual
O erro que faz muitos brasileiros perderem poder de compra mesmo com o dinheiro rendendo 14% ao ano
18 de agosto de 2026 - 11:00Conteúdo Empiricus
BCDI11: Fundo de infraestrutura com previsão de renda recorrente e isenção de IR chega à bolsa para investidores com perfil mais defensivo
18 de agosto de 2026 - 9:00Conteúdo PAN
Crédito mais barato existe? Entenda por que algumas modalidades cobram menos juros que outras
13 de agosto de 2026 - 8:00Conteúdo PAN
6 maneiras de ampliar seu acesso a crédito para realizar projetos
12 de agosto de 2026 - 16:00BOM PARA O AMBIENTE E PARA O BOLSO
Investimento sustentável com R$ 10: BTG lança primeiro ETF voltado para o desenvolvimento da Amazônia
12 de agosto de 2026 - 11:05ULISSES NA BOLSA
A ‘Odisseia’ do investidor: o manual mitológico para não naufragar no mercado financeiro
9 de agosto de 2026 - 14:03Conteúdo Empiricus
Estratégia 60/25/15’ é a aposta da Empiricus para buscar renda extra em agosto; entenda
8 de agosto de 2026 - 11:00‘BOOM’ NO MERCADO
Renda fixa domina novos ETFs e recebe 80% dos investimentos — por que esses fundos chamam a atenção e quais são os principais?
6 de agosto de 2026 - 12:31Conteúdo Empiricus
Como buscar o primeiro milhão no mercado financeiro sem arriscar seu patrimônio em operações rápidas?
6 de agosto de 2026 - 12:00RENDA MENSAL MILIONÁRIA
Mega-Sena acumulada pode pagar R$ 150 milhões hoje; saiba quanto rende essa bolada na renda fixa conservadora com a taxa Selic a 14% ao ano
6 de agosto de 2026 - 9:18Conteúdo Empiricus
Preparado para disputar R$ 1 milhão? Conheça treinamento gratuito para a Copa BTG Trader
4 de agosto de 2026 - 15:00ATÉ O FIM DE AGOSTO
Dividendos do FGTS: governo vai distribuir mais de R$ 13 bilhões aos trabalhadores como participação no lucro do Fundo de Garantia em 2025
28 de julho de 2026 - 12:27FINANÇAS PESSOAIS