Spirit Airlines encerra operações nos EUA após segunda falência; entenda o que levou a companhia aérea ao colapso
A expectativa da companhia aérea era sair da proteção contra falência no meio de 2026, mas ainda apresentava muitos problemas

O sol ainda não havia surgido no horizonte dos Estados Unidos quando a Spirit Airlines fechou os portões. A companhia aérea encerrou as operações no país neste sábado (2) em meio ao segundo pedido de falência desde novembro de 2024.
Ao abrir o aplicativo da companhia nesta manhã, os passageiros se depararam com a mensagem: "Lamentamos informar que todos os voos da Spirit Airlines foram cancelados, com efeito imediato".
O fechamento marca o fim de uma luta de anos da empresa, que chegou a passar por uma fusão fracassada, mudanças no gosto dos consumidores, alta concorrência e aumento dos custos. Os recentes conflitos no Oriente Médio também pesaram na Spirit Airlines, com o encarecimento do combustível de aviação.
O presidente Donald Trump até tentou um resgate de última hora, com negociações sobre um possível pacote que poderia incluir US$ 500 milhões do governo norte-americano. Porém, as conversas não foram para frente, selando o destino da companhia conhecida por seus aviões amarelos e preços baixos.
Com o fechamento, a Spirit Airlines afirmou que 17 mil funcionários diretos e indiretos perderam seus empregos. Já os consumidores que compraram passagens de voos da empresa por meio de cartão de crédito ou débito terão os valores reembolsados.
Leia Também
Fim de uma era nos Estados Unidos
O encerramento das atividades da Spirit Airlines marca também o fim da era de passagens aéreas com preços mais baixos nos Estados Unidos. A empresa foi pioneira no transporte aéreo com desconto no país, tornado os voos mais acessíveis para milhões de norte-americanos.
Especialistas disseram à CNBC que o fechamento da companhia pode levar a tarifas mais altas em alguns mercados, embora tenha reduzido drasticamente o serviço nos últimos meses.
Segundo dados de aviação da empresa Cirium, a Spirit Airlines transportou cerca de 1,7 milhão de passageiros domésticos nos Estados Unidos, em fevereiro, com uma participação de mercado de 3,9%. A taxa mostra uma queda em relação aos 5,1% de participação de mercado do ano passado.
"Por mais de 30 anos, a Spirit Airlines desempenhou um papel pioneiro em tornar as viagens mais acessíveis e reunir as pessoas, ao mesmo tempo em que promove a acessibilidade em toda a indústria", disse Dave Davis, CEO da companhia aérea, no anúncio do fechamento da empresa.
Davis agradeceu à administração Trump e ao secretário de Comércio Howard Lutnick por seus esforços para salvar a companhia aérea.
O peso do conflito com o Irã na Spirit Airlines
A companhia aérea enfrenta problemas há anos, incluindo um recall de motor e uma aquisição pela JetBlue Airways, que foi bloqueada por um juiz federal há dois anos.
Além disso, a mudança nas preferências dos clientes, que passaram a buscar ofertas mais sofisticadas, e o aumento nos custos pesaram na conta da empresa, mesmo antes da disparada dos preços dos combustíveis neste ano.
Ainda assim, a expectativa da companhia aérea era sair da proteção contra falência no meio de 2026, mas ainda apresentava muitos dos mesmos problemas.
Com o ataque dos EUA e Israel contra o Irã em 28 de agosto, os custos do combustível para aviação chegaram a dobrar de preço em alguns lugares. Nesse contexto, o tempo da Spirit Airlines começou a se esgotar.
Pelo menos foi o que o advogado da companhia aérea, Marshall Huebner, disse a um tribunal de falências em Nova York em 23 de abril. Ele afirmou que o dinheiro da Spirit não iria "durar por muito mais tempo".
Já o CEO afirmou, em anúncio do encerramento das atividades, que a "alta súbita e sustentada nos preços dos combustíveis nas últimas semanas, em última análise, nos deixou sem alternativa a não ser buscar uma redução ordenada da empresa", disse.
"Sustentar o negócio exigia centenas de milhões de dólares adicionais em liquidez que a Spirit Airlines simplesmente não possui e não poderia obter. Isso é tremendamente decepcionante e não é o resultado que nenhum de nós queríamos", completou Davis.
*Com informações da CNBC.
TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA