Vendas da Tesla (TSLA34) no 1T26 decepcionam, e ação chega a cair 6% no after market; do que o mercado não gostou?
Montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk têm números abaixo das expectativas em meio a redirecionamento de negócios

A Tesla (TSLA34) começou 2026 com o pé esquerdo. A montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk divulgou, na noite da última quinta-feira (2), vendas globais de 358.023 veículos no primeiro trimestre do ano, 14,4% menos que no último trimestre de 2025.
A cifra veio abaixo das 368.900 entregas esperadas por analistas de mercado, segundo um consenso de estimativas de 19 empresas de investimento publicado pela Visible Alpha.
Após a divulgação da prévia operacional, as ações TSLA chegaram a cair 6% no after market em Nova York, e fecharam com baixa de 5,42%. No ano, os papéis da Tesla acumulam perdas de quase 20%.
Outro fator que preocupou o mercado foi a quantidade de veículos que não foram vendidos. A montadora produziu 408.386 unidades no 1T26, o que significa que mais de 50 mil não foram vendidos no período. Trata-se da maior diferença entre produção e vendas em pelo menos quatro anos.
Redirecionamento dos negócios da Tesla
A Tesla passa por um momento de redirecionamento dos negócios, deixando de lado a venda de veículos para se concentrar em robotáxis e robôs humanoides, nenhum dos quais está atualmente à venda.
A empresa está encerrando a produção de seus dois modelos de luxo, o Model S e o Model X, e planeja iniciar a produção em massa de seu Cybercab autônomo neste mês.
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As vendas de veículos representaram cerca de três quartos da receita da Tesla em 2025 e registraram queda pelo segundo ano consecutivo.
A Tesla também reportou uma queda de 15,4% em seu negócio de energia, um indicador que mede a quantidade de energia de bateria que a empresa implantou no trimestre. A implantação de energia cresceu rapidamente no ano passado, mesmo com a desaceleração do negócio automotivo.
Mais concorrência e fim de subsídio
A companhia também enfrenta um cenário mais competitivo, com o sucesso das montadoras chinesas. Recentemente, a Tesla perdeu o posto de maior fabricante de carros elétricos do mundo para a BYD. Apesar disso, neste começo de ano, conseguiu vender mais veículos 100% elétricos que a rival asiática.
A China, aliás, é um dos principais mercados da Tesla. Por lá, as vendas cresceram pelo segundo trimestre consecutivo, registrando uma alta de 23,5% na comparação anual.
Mesmo assim, há sinais de desaceleração, com dois anos seguidos de queda nas entregas, algo inédito na história da Tesla e com previsões de continuar.
Outro fator que pesa sobre a companhia é o fim de um benefício fiscal de US$ 7.500 para quem comprava carros elétricos nos Estados Unidos, o que também foi motivo para as rusgas entre Elon Musk e o presidente norte-americano, Donald Trump.
*Com informações do Estadão Conteúdo e da Reuters.
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