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Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano
Dizem que a melhor defesa é o ataque — e foi justamente o que o Mercado Livre (MELI34) fez nesta terça-feira (24). De olho no aumento da concorrência, o gigante do comércio eletrônico anunciou um investimento histórico de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 — um salto de 50% em relação aos R$ 38 bilhões apostados no ano anterior.
Segundo o Mercado Livre, o plano vem acompanhado da criação de 10 mil novos postos de trabalho, elevando o quadro da companhia para mais de 70 mil funcionários no país até o fim do ano.
Os recursos serão direcionados principalmente para três frentes: expansão logística, fortalecimento do marketplace e avanço do Mercado Pago.
Vale lembrar que os investimentos do Mercado Livre acontecem em um momento no qual Amazon, Shein e Shopee acirram a disputa no comércio eletrônico no Brasil.
No braço logístico, a varejista on-line prevê a abertura de 14 novos centros de distribuição do tipo fulfillment, levando o total a 42 unidades no país (uma expansão de 50%).
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De acordo com o Mercado Livre, a ideia é acelerar prazos de entrega e ganhar eficiência operacional, um dos principais diferenciais competitivos no setor.
Já na vertical financeira, o foco está na ampliação da oferta de crédito para consumidores e pequenos empreendedores. A empresa busca consolidar o Mercado Pago como principal plataforma financeira digital no Brasil.
As áreas de logística, serviços financeiros e tecnologia devem concentrar a maior parte das novas contratações.
Segundo o comunicado, a estratégia do Mercado Livre está ancorada no potencial de crescimento do comércio eletrônico no Brasil.
Atualmente, o e-commerce representa cerca de 17% do varejo nacional — ainda abaixo de mercados mais maduros, como Estados Unidos (27%) e China (32%).
“Com este aporte anual, reafirmamos a confiança no Brasil como um dos mercados mais promissores para e-commerce e serviços financeiros no mundo”, afirmou Fernando Yunes, vice-presidente executivo de commerce do Mercado Livre na América Latina.
Segundo ele, o foco será tornar o ecossistema mais eficiente e acessível, impulsionando empreendedores e ampliando a visibilidade de anunciantes.
O peso do Brasil dentro do Mercado Livre é expressivo — e a relação é de mão dupla. Em 2025, o país respondeu por 52,6% da receita total da companhia, com um faturamento de R$ 84,5 bilhões.
Esse protagonismo também se reflete no impacto direto sobre a economia brasileira. Em 2024, a plataforma recolheu R$ 7,9 bilhões em tributos e movimentou R$ 381 bilhões por meio de sua rede de pequenos e médios negócios.
Segundo a própria plataforma, o valor movimentado no ano retrasado equivale a cerca de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
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