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A empresa de energia, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, anunciou mudanças no seu conselho de administração
Se na semana passada a Raízen (RAIZ4) disparou até 20%, hoje está em queda e chegou a entrar em leilão. Por volta das 13h30, a queda das ações RAIZ4 é de 8,74%. Mudanças no conselho afetam os papéis, além de boatos da semana passada sobre um aumento de capital.
A empresa de energia, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, anunciou mudanças no seu conselho de administração. A Shell, uma das sócias na brasileira, indicou o executivo holandês Jorrit Van Der Togt para o conselho.
Van Der Togt tem extensa carreira na petroleira. Ele entrou em 1993 e hoje exerce o cargo de vice-presidente-executivo de recursos humanos para os negócios de trading, downstream e renováveis na Shell.
Seu nome foi aprovado pelo colegiado da brasileira, do qual passa a ser membro a partir desta sexta-feira, 30.
Van Der Togt substitui Brian Paul Eggleston no conselho, que pediu renúncia do cargo. Eggleston é atualmente vice-presidente-executivo de finanças, downstream e renováveis da petroleira.
Além disso, ela comprou a totalidade de uma de suas subsidiárias. Segundo o InvestNews, a Raízen fechou a compra da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa e passou a deter 100% da subsidiária, segundo apuração do veículo.
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A transação decorre do exercício de uma opção de venda prevista em 2016, quando a Sumitomo investiu na subsidiária.
A companhia havia ultrapassado o limite de R$ 1 na semana passada, em meio à expectativa de uma reestruturação financeira. O mercado repercutia boatos de que a empresa estaria negociando um aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
Ela estava na categoria de penny stock, ou seja, valendo menos de R$ 1, desde outubro do ano passado, e a notícia de uma possível ajuda animou investidores. Agora, perdeu esse patamar, com as ações sendo negociadas a R$ 0,93 por volta das 13h40.
Lembrando que, como o valor da ação está baixo, qualquer movimento traz mais volatilidade para o papel, com grandes altos e baixos.
A Raízen já anunciou anteriormente que pode receber um aporte de capital de seus acionistas controladores: a Cosan (CSAN3) e a Shell.
No entanto, segundo cálculos do JP Morgan, nem mesmo esse possível aumento de capital bilionário poderia ajudar a empresa. Ela precisa de nada menos que R$ 18 bilhões para conseguir voltar para um nível de alavancagem (cálculo da dívida líquida em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2,5 vezes, considerado mais saudável.
No entanto, não houve informações concretas da empresa em relação a esse movimento.
A Raízen enfrenta um cenário de alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no 2º trimestre da safra 2025/26, um aumento expressivo de 48,8% em relação ao ano anterior.
Os volumes de distribuição de combustíveis no Brasil e as vendas de açúcar da Raízen no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26) ficaram acima das estimativas do Safra, enquanto os volumes de etanol vieram abaixo do esperado. O banco recomenda compra (outperform) e preço-alvo de R$ 1,40 (potencial de alta de 30%) para a ação.
Os dados indicam mais um trimestre de resultados em que o principal destaque deve ser o negócio de distribuição de combustíveis no Brasil, segundo os analistas Conrado Vegner e Vinícius Andrade.
O mix de produção foi direcionado ao etanol no trimestre (56% etanol e 44% açúcar), embora, no acumulado da safra, a produção tenha sido majoritariamente voltada ao açúcar (53% açúcar e 47% etanol nos acumulado dos nove meses de 2026).
Com Money Times
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