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OpenAI quer levar o ChatGPT à saúde; entenda o que está por trás da estratégia

OpenAI investe no mercado da saúde e apresenta o ChatGPT Health

Aplicativo de IA de internet de ícones de inteligência artificial, ChatGPT, da OpenAi
Imagem: iStock.com/alexsl

Com a popularização da inteligência artificial (IA), cresce também o número de pessoas que recorrem ao ChatGPT para entender sintomas antes de buscar atendimento médico. Agora, a OpenAI pretende aproveitar essa tendência para fortalecer sua atuação no mercado de saúde e bem-estar.

Em janeiro deste ano, a empresa de IA anunciou a adoção de suas ferramentas em oito grandes sistemas de saúde, entre eles o HCA Healthcare, uma das principais operadoras privadas de hospitais e serviços de saúde dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Uso da IA no sistema de saúde

No início deste ano, a OpenAI anunciou o 'ChatGPT Health', uma aba dentro de sua plataforma voltada a fornecer informações relacionadas à saúde.

A ideia é atender a um uso já comum do ChatGPT: tirar dúvidas sobre saúde, mas com camadas extras de proteção de dados. O objetivo é conectar, com segurança, registros médicos e aplicativos de bem-estar ao perfil da conversa.

O modo 'Health' ainda está limitado a um pequeno grupo de usuários para testes e desenvolvimento da ferramenta. Há uma lista de espera para participar.

Karan Singhal, líder de IA para a área da saúde da OpenAI, afirma que 'hoje em dia, saúde é um dos casos mais ativos de uso do ChatGPT'.

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Até o momento, um dos usos mais seguros da tecnologia tem sido o apoio a operações médicas. A AdventHealth, proprietária de mais de 50 hospitais, afirma ter observado uma redução de 80% no tempo gasto com tarefas administrativas graças ao uso do ChatGPT.

De acordo com a Forbes, milhares de startups de saúde já utilizam modelos de IA. A Labcorp, gigante americana de diagnósticos, usa inteligência artificial para aumentar a eficiência da análise de resultados. Segundo a empresa, 41% das análises já contam com apoio da tecnologia.

Em maio deste ano, a companhia se uniu à OpenAI para desenvolver um novo aplicativo que ajudará consumidores a interpretar os resultados de exames.

O mercado de tecnologia para a saúde é altamente competitivo, já que hospitais costumam operar com margens reduzidas para investir em infraestrutura.

CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PAN
CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PAN

'Estou bastante otimista quanto à capacidade deles de obter sucesso junto aos consumidores [...] Já em relação ao segmento corporativo, estou menos convencido', afirmou John Beadle, sócio-gerente da Aegis Ventures, empresa focada no setor de saúde, à Forbes.

A OpenAI terá de competir com a Anthropic, que já nasceu com foco no segmento corporativo e possui seu próprio conjunto de soluções para a área de saúde, além do Google e de outras empresas de tecnologia voltadas ao setor.

Uma ferramenta ainda em desenvolvimento

Apesar dos ganhos de eficiência proporcionados pela inteligência artificial, sua aplicação na área da saúde ainda está em evolução e requer uso cuidadoso.

Milhares de pessoas fazem perguntas relacionadas à saúde ao ChatGPT todos os dias. Em alguns casos, a ferramenta fornece informações corretas; em outros, pode apresentar respostas equivocadas, criando riscos para o usuário.

Segundo um estudo sobre o ChatGPT Health, publicado na revista Nature Medicine em fevereiro, a ferramenta deixou de recomendar uma visita ao hospital, quando ela era clinicamente necessária, em mais da metade dos casos.

Além disso, o estudo identificou outros problemas, como a incapacidade de reconhecer usuários com comportamento suicida ou de automutilação e, em 65% dos casos, a recomendação de atendimento para quadros que não eram urgentes.

Em entrevista à Forbes, Jinsy Andrews, neurologista da NYU Langone Health, afirmou ser comum pacientes chegarem ao consultório com cópias impressas de conversas mantidas com o ChatGPT.

'Às vezes, isso ajuda as pessoas a procurarem atendimento médico e receberem um diagnóstico mais cedo para doenças progressivas. Mas também pode criar complicações desnecessárias', disse a médica.

*Sob supervisão de Renan Dantas

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