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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

VEJA QUAL É O POTENCIAL

Petrobras (PETR4) no topo? Ainda não: BTG acha que ação pode mais e eleva recomendação para compra

O banco elevou a recomendação para a ação da Petrobras de neutro para compra, e o novo preço-alvo representa um potencial de alta de 25 em relação ao preço do último fechamento

Karin Salomão
Karin Salomão
16 de março de 2026
10:30 - atualizado às 9:59
sonda de perfuração NS-42 Petrobras
sonda de perfuração NS-42 Petrobras - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/ Divulgação Petrobras

Mesmo sem um Oscar, os acionistas da Petrobras (PETR3, PETR4) têm um motivo para comemorar. Com o aumento do preço do Brent, a referência internacional para o preço do petróleo, o banco BTG Pactual atualizou as estimativas para o retorno com dividendos da petroleira e elevou a recomendação da ação para compra.

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A ação já disparou 56% desde o começo do ano, mas o BTG acredita que há espaço para mais. O novo preço-alvo é de R$ 56, potencial de alta de 25,36% em relação ao preço do último fechamento, de R$ 44,67.

Hoje, o petróleo é negociado acima de US$ 100 por barril. No fim de semana, o presidente norte-americano Donald Trump pressionou aliados da Otan a ajudarem a reabrir a rota marítima.

Autoridades iranianas afirmaram que o estreito segue aberto para navios de países neutros — mas, diante do risco de ataques, muitas embarcações têm evitado a região, o que mantém o mercado em alerta.

O que chamou a atenção do BTG na Petrobras

A Petrobras é uma das poucas companhias de energia listadas em países emergentes com uma cadeia integrada, segundo o banco. Ela também chama a atenção pelo perfil robusto e de baixo custo de produção, bastante competitivo em relação a outras empresas do setor no mundo.

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Com o ajuste dos preços de combustíveis no mercado doméstico e o subsídio governamental no valor do diesel, a empresa deve voltar a gerar caixa excedente.

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O cenário base é de um preço para o petróleo de cerca de US$ 80 por barril; assim, a geração de caixa excedente deve girar em torno de 10% em relação às receitas, e o ganho com dividendos esperado é de 9% em relação ao preço da ação.

Para 2027, o retorno esperado é ainda maior, de 13% de fluxo de caixa e de 11% em dividendos (dividend yield), segundo cálculos do BTG.

A produção é vista como robusta pelo banco, apesar da volatilidade esperada, com crescimento composto estimado de cerca de 3,3% entre 2025 e 2028 e produção de 2,5 milhões de barris por dia em 2026.

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A proximidade das eleições presidenciais no Brasil também pode representar um catalisador adicional, que pode baratear o custo do capital para a estatal.

Quais os riscos para o investidor

O banco afirma que não tem expectativa de mudanças relevantes na companhia caso o atual governo seja reeleito; inclusive, "as medidas anunciadas na semana passada reforçam o cuidado do governo em relação à governança da empresa e a precificação de combustíveis no mercado doméstico", diz o relatório.

Se as eleições presidenciais não representam riscos adicionais, novas aquisições ou uma possível ajuda na reestruturação financeira da Braskem podem afetar os retornos esperados para a ação.

Nos últimos meses, a Petrobras também afirmou que avalia voltar para o setor de etanol, mas com foco no combustível feito com milho, e uma possível compra poderia afetar a rentabilidade da empresa.

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Outro risco é um preço mais baixo para o petróleo, embora uma queda no valor para 2027 já tenha sido considerada no modelo do banco.

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